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A saúde que desejamos e a saúde que precisamos

Nem tudo precisa ser resolvido no hospital

O nível de saúde de uma população em geral é fortemente influenciado por quatro fatores: fatores genéticos, desenvolvimento sócio-econômico, estilo de vida e finalmente, mas não menos importante, os serviços de saúde existentes.

Sem prejuízo dos três primeiros, que dependem mais de ações preventivas/educacionais e de políticas públicas responsáveis, os serviços de saúde tem a grande responsabilidade de elevar o nível de saúde da população em geral.

Cabe aos profissionais de saúde, às agências reguladoras, aos planos de saúde e às nossas instituições prestadoras de serviços, a responsabilidade de organizar serviços que possam atender às necessidades de nossa gente em qualquer nível de complexidade.

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Esta organização tem de ser feita com base no planejamento da saúde, conciliando complexidade de rede com demanda prevista. O que se pode verificar é que, da mesma forma que no setor público, aparentemente também no setor privado este planejamento não vem sendo feito. As freqüentes denúncias de superlotação nas unidades de atendimento emergencial de nossas redes assistenciais provam esta observação.

Nossa população precisa ser informada e orientada a respeito da existência de níveis diversos de complexidade de atenção.

A busca do atendimento prioritariamente realizado em unidades emergenciais é uma questão cultural do povo brasileiro que precisa ser modificada. Ela tem sido estimulada por interesses políticos os mais diversos e tem gerado uma nefasta cultura hospitalocêntrica em nossa população. No Brasil, parte-se do equivocado pressuposto de que a porta de entrada do sistema são os hospitais. Assim, acredita-se erroneamente, que tudo que for relacionado à saúde tem de ser resolvido por meio dessas instituições.

Nossa população precisa ser informada e orientada a respeito da existência de níveis diversos de complexidade de atenção. É necessário que se torne de conhecimento público que ações de prevenção de doenças e de cuidados primários não necessariamente realizadas em hospitais são fundamentais para o sucesso de qualquer planejamento em saúde. Mas para isso, a sociedade precisa conhecer e confiar nos resultados de nossas instituições em todos os seus níveis de complexidade. A saúde é um direito de todos e este direito extrapola o oferecimento da medicina curativa pelas instituições de atenção à saúde. Ele é mais amplo e deve garantir que a medicina garanta também a prevenção de doenças. Este é um dos maiores desafios contemporâneos dos diversos sistemas de saúde em todo o mundo.

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A decisão sobre procurar um hospital ou um posto de saúde, a opção entre um programa de medicina domiciliar ou assistência hospitalar é feita, na maioria das vezes, sem qualquer análise pela população da melhor relação de benefício entre ambas. O que é mais grave é que parte-se muitas vezes de um pressuposto equivocado de que elas são práticas antagônicas, quando na realidade são complementares e precisam caminhar juntas.

Para que os serviços de saúde, público e privado, possam interferir positivamente no nível de saúde da população, temos de organizar nossa estrutura de serviços de saúde com base em um eficaz planejamento de nossa prática assistencial. Também torna-se vital qualificar a rede de prestadores de serviços com base em instrumentos de qualidade que possam ser medidos e comparados por todos.

Melhorar os processos assistenciais é o grande desafio que todas as instituições provedoras de serviços de saúde do país deveriam enfrentar. A busca da certificação de qualidade, baseada em serviços seguros e confiáveis, processos controlados e resultados demonstráveis, assim como a adoção das boas práticas de governança corporativa na saúde necessitam tornar-se um objetivo para todas as instituições, para que o segmento de assistência à saúde possa ser considerado um núcleo de excelência em serviços.

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Somente por meio da mensuração do trabalho e pelo estabelecimento de metas de desempenho e indicadores de qualidade, que será possível atingirmos melhores resultados. Desta maneira as instituições também poderão reduzir o monumental desperdício que pode ser frequentemente observado nos diversos níveis de atenção à saúde em nosso país e contribuir para um correto planejamento das necessidades de nossa população em seu sentido mais amplo.