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Foliculites e parasitoses são doenças comuns no verão

Saiba como se prevenir e tratar essas e outras enfermidades

As doenças dermatológicas são bastante frequentes o verão. Entre as mais comuns estão as infecções dos pelos (foliculites), as queimaduras por "plantas" e as parasitoses.

Cuidados com a depilação

Ambientes abafados associados à umidade e ao corte dos pelos nas diversas partes do corpo pode ser uma combinação não muito agradável. Muito frequentemente ocorrem infecções nos locais com pelos depilados como, por exemplo: na nuca, virilha, axilas, barba e, mais raramente, nas pernas.

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Além da tendência pessoal a ter pelos "encravados", no verão, é comum a infecção dos pelos (foliculite). Além do fator pessoal, a umidade e a dificuldade de higiene são importantes no desencadeamento dessa afecção.

Se o paciente já tem tendência à foliculite, o seu tratamento diário deve ser reforçado. Uso de sabonetes antissépticos, algumas vezes esfoliantes e por último, o tratamento dermatológico propriamente dito pode ser necessário para que não evoluam para abscessos ou infecções mais sérias.

Além da tendência pessoal a ter pelos "encravados", no verão, é comum a infecção dos pelos (foliculite)

A fitofotodermatose ou a "queimadura" por limão ocorre em áreas expostas por mecanismos de fotossensibilização por substâncias como psoralênicos, essência de bergamota ou outros furocumarínicos existentes em diversas frutas, principalmente figo e limão.

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Após contato com o sumo da casca das frutas e exposição ao sol ocorre aparecimento de manchas vermelhas, com formas variáveis, localizadas nas áreas expostas, que se tornam escuras com o passar do tempo. Embora possam evoluir com formação de bolhas nos casos mais sérios, costumam desaparecer em algumas semanas, e as manchas escuras não necessitam tratamento. Porém, na fase aguda, com a formação de bolhas e até mesmo para acelerar a melhora da mancha escura, com certeza, os medicamentos podem ajudar.

Finalmente, dentre as doenças escolhidas para a discussão relacionada ao verão, incluímos a parasitose. Muito frequentemente os pacientes apresentam feridas que coçam muito e que iniciam num local e "estranhamente" parecem "andar" para outro local lentamente. Em geral ocorre nas crianças, mas, hoje em dia, os adultos também são vítimas dessa afecção devido a falta de cuidado e conscientização dos donos de animais, especialmente os donos de cachorros infectados pelo ascaris (lombriga do animal), verme intestinal, expelido nas fezes. Os locais comuns para a penetração desse parasita são os pés (andar sem proteção) e nádegas (sentar na areia sem proteção de uma toalha ou afins), o orifício de entrada coça, assim como todo o trajeto que o verme faz, por isso, a mudança de local. Em geral, esse trajeto lembra um mapa e, portanto, a doença pode ser chamada "bicho geográfico".

Embora possa ser curada espontaneamente, pois o homem não é o hospedeiro natural do verme, existe tratamento dermatológico para encurtar o processo e diminuir os problemas.

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Para as pessoas que gostam do "mato", florestas e atividades afins, não se esqueçam que existe o "berne". Berne ou dermatobiose é uma infecção produzida por um estágio larval da mosca Dermatobia hominis, popularmente conhecida no Brasil como mosca-varejeira, que infecta diversos animais, principalmente bois. Ela pode iniciar como um quadro comum de picada de inseto e posteriormente aumenta de tamanho, apresenta inchaço, dor e lembra a formação de um "abscesso". Alguns pacientes comentam que sentem um "bicho" mexendo sob a pele, outras vezes, é possível ver um pequeno orifício por onde a larva "respira" e é através dela que o médico costuma extrair o "intruso". Algumas vezes, há necessidade do uso de medicamentos para tratar infecção secundária.

Embora o tema doenças dermatológicas comuns do verão pareça ser preocupante, as doenças descritas tem tratamento simples e quando a terapêutica é instituída, em geral, curam sem sequelas. O importante é saber evitá-las, minimizá-las ou detectá-las precocemente.