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Proteja-se do tempo seco com pequenas mudanças de hábito

Evitar exercícios físicos e aumentar a ingestão de líquidos são algumas medidas

O Brasil atravessa um dos piores períodos de seca em muitas décadas, em especial na regiões Norte e Centro-Oeste. Brasília, a capital federal que historicamente sofre com períodos de estiagem, igualou seu recorde histórico de 10% de umidade relativa do ar, níveis apenas observados nos desertos espalhados pelo mundo.

Entende-se a umidade relativa do ar como a quantidade de vapor d´água presente na atmosfera que respiramos. É esse vapor d´água que forma as nuvens e é essencial para evitar o ressecamento excessivo da mucosa dos olhos, nariz e garganta. Além de provocar incêndios em pastagens e florestas e causar aqueles inconvenientes choques estáticos quando saímos do carro ou abrimos uma porta, a seca causa uma série de doenças respiratórias, aumentando a incidência de asma, bronquite e infecções pulmonares, sangramentos nasais, ressecamento da pele e irritação dos olhos.

Lubrificar constantemente a mucosa nasal e os olhos com soro fisiológico ajuda a combater o tempo seco.

A defesa civil classifica os baixos níveis de umidade relativa do ar em três estados, de acordo com as chances de ocorrências de complicações à saúde e riscos de incêndios:

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- Entre 20% e 30%: Estado de Atenção

- Entre 12% e 20%: Estado de Alerta

- Abaixo de 12%: Estado de Emergência

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Uma vez que muitos de nós não podemos nos dar ao luxo de migrar para regiões praianas nesses períodos, aqui vão algumas dicas de como se proteger da seca:

- Evitar exercícios físicos nos períodos de umidade relativa do ar abaixo de 30%, em especial entre 11 e 15 horas. Isso inclui a moderação nas aulas de educação física nas escolas.

- Aumentar a ingesta hídrica: água, sucos, água de coco. Refrigerantes não ajudam.

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- Lubrificar constantemente a mucosa nasal e os olhos com soro fisiológico. Recentemente alguns estudos também apontam para os benefícios de alguns óleos vegetais na lubrificação da mucosa nasal.

- E, por último, vejamos a polêmica dos umidificadores de ar:

Vários trabalhos já demonstraram que o ar seco é prejudicial para o nariz, ao passo que o ar mais aquecido e úmido contribui para reduzir os sintomas da rinite.

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A controvérsia, entretanto, diz respeito à questão dos fungos. Em teoria, um ambiente úmido propicia a proliferação de esporos e fungos que, por sua vez, podem agravar alguns quadros de rinite quando aspirados.

Diante desses dois aspectos, algumas considerações são válidas. Em primeiro lugar, como tudo em medicina, o bom senso é soberano. Uma coisa é trazer a umidade relativa do ar de volta a níveis humanamente suportáveis, isto é, acima de 35%. Outra coisa é umidificar o ar a ponto de permitir que a umidade torne um ambiente propício para o surgimento de mofo. A segunda hipótese só se concretiza se o umidificador é usado em exagero.

Mas o que seria o exagero? Novamente, bom senso. Se o chão do quarto fica úmido, coberto por um "orvalho" pela manhã, o umidificador passou do limite. Se o aparelho é colocado muito em cima da cama, e o colchão está "molhado" de manhã, idem. Se o vapor gerado pelo aparelho encontra tecidos felpudos ou espessos como carpetes, cortinas pesadas etc; lógico que a chance de surgir mofo é maior. Caso contrário, certamente o umidificador ajuda.

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