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Oito dicas para evitar infecções durante a catapora

Doença forma pústulas e a coceira excessiva pode causar infecções

Conhecida pela formação dos "pontinhos vermelhos" espalhados pelo corpo, a catapora é uma doença comum da infância, sendo benigna na maioria dos casos. Ela se caracteriza pela formação de pústulas ou vesículas na pele, que causam a sensação de coceira constante, além de febre.

Ao apresentar os sintomas da doença, a primeira recomendação é procurar um médico, que pode receitar algum medicamento antialérgico ou loção que irá aliviar a coceira. Há também alguns cuidados que podem ser tomados dentro de casa para que a doença vá embora o mais rápido possível sem nenhuma complicação:

1. Mantenha as unhas cortadas e limpas

Unhas compridas alojam bactérias que podem infectar as feridas, que já estão povoadas pelo vírus da varicela (catapora). "Isso pode gerar uma infecção bacteriana sobreposta que se espalha para outras feridas, podendo comprometer tecidos mais profundos da pele e causar infecções graves", explica o pediatra Luís Fernando Carneiro, do Hospital Santa Cruz. Além disso, mantendo as unhas curtas você evita criar feridas mais graves por conta da coceira.

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2. Fique longe por um tempo

A catapora é altamente transmissível pelo contato da pele e através de tosse e espirros de pacientes acometidos pela doença. Por isso, especialistas recomendam que a pessoa doente fique isolada até que a última vesícula (aquela bolinha d'água) seque.

"Devemos tomar cuidado, sobretudo, para não transmiti-la a pacientes com deficiência de imunidade, gestantes que não tiveram catapora e bebês prematuros", explica o pediatra Luís Fernando Carneiro. Ele explica que, no período de crostas - quando só há casquinhas e não mais vesículas -, a catapora não é mais transmitida. No geral, esse período de vesículas dura de sete a 10 dias, independente de qualquer medicação.

3. Use roupas leves

A escolha por roupas mais frescas também é recomendado para não esquentar muito o corpo do paciente (que pode apresentar febre), para evitar a transpiração (que pode aumentar a coceira) e atritos da roupa com as vesículas, que podem se romper e infeccionar.

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"Quanto mais confortável estiver trajado o paciente, menor será o incômodo e o risco de complicações", afirma o clínico geral Carlos Carelli, Gerente Técnico Operacional do Grupo Hospitalar Santa Celina.

4. Se a coceira estiver grande, use luvas para dormir

É certo que, durante o sono, a coceira pode ser incontrolável. Por conta disso, os médicos recomendam o uso de luvas ou mesmo meias de algodão, com intenção de evitar a coceira. "Mas a melhor maneira de evitar a infecção secundária por bactérias é manter as unhas aparadas e limpas e controlar o prurido através de medicamentos e banhos mornos", conta o pediatra Luís Carneiro.

5. Tome banhos mornos

Água de morna a fria pode ajudar a aliviar a coceira do paciente. "Banhos gelados não são indicados, pois podem causar uma queda brusca da temperatura corporal da pessoa, gerando até uma hipotermia", explica o pediatra Luís Carneiro.

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6. Fuja das receitas caseiras

O uso de pastas de dente, pomadas ou cremes contendo corticoide são totalmente contraindicados para tratar a catapora. Outras medidas, como dar banho com água e maisena ou permanganato de potássio, podem até aliviar a coceira, mas devem ser evitadas. "Uma avaliação médica é a melhor conduta a ser seguida, pois, existem diferentes manifestações da doença, exigindo cuidados diferenciados", conta o médico Carlos Carelli.

De acordo com a infectologista Marta Fragoso, do Hospital VITA Curitiba e VITA Batel, a coceira deve ser controlada com o uso de medicamentos específicos, chamados de anti-histamínicos, que devem ser receitados pelo médico. "O uso de substâncias refrescantes, como o talco mentolado e o banho morno apenas auxiliam na redução da coceira, mas não são medidas efetivas", explica.

7. Cuide da alimentação

Pelo fato de o paciente também poder desenvolver feridas na parte interna da boca e no trato digestivo, é melhor dar preferência a uma alimentação líquida ou pastosa, não muito quente.

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Outra recomendação é evitar condimentos, sal e alimentos cítricos como laranja e limão, que podem causar desconforto e piorar as lesões. "Líquidos devem ser dados com frequência devido ao risco de desidratação, uma vez que a doença tira o apetite da criança e a febre pode causar perda de líquido", conta o pediatra Luís Fernando Carneiro.

8. Saiba mais sobre a vacina

Composta por um vírus vivo enfraquecido, a vacina contra varicela dá imunidade duradoura porque estimula o corpo a fabricar anticorpos contra a doença. A vacinação também impede formas graves da doença que podem deixar sequelas e até provocar morte.

Pessoas vacinadas na infância ou crianças recém-vacinadas podem até contrair a doença, mas o risco de isso acontecer é muito pequeno e, mesmo assim, a doença se manifestará de forma muito leve.

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A vacina previne 70 a 85% da infecção leve em crianças na faixa etária de 1 a 12 anos, além de prevenir 99% dos casos moderados ou graves. "A partir dos 13 anos de idade, a resposta imune ocorre em 78% das pessoas que recebem uma dose da vacina e em 99% das que receberam uma segunda dose", explica a infectologista Marta Fragoso.