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Estudo abre portas para o diagnóstico precoce de câncer de ovário

Rastreamento do marcador CA 125 e ultrassonografia pélvica são a recomendação

Em todo o mundo, o câncer de ovário foi o sétimo tipo de câncer mais comum em mulheres. No Brasil, em 2012, foram estimados 6.000 novos casos. O risco de desenvolver o câncer de ovário aumenta com a idade, e a maior incidência está em mulheres entre 50 a 60 anos de idade.

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O interesse para a detecção de um método que reduzisse a mortalidade aumentou com a descoberta de marcadores tumorais associados ao câncer de ovário, particularmente CA 125 e com desenvolvimento de métodos de melhor precisão no diagnóstico com a ultrassonografia pélvica. Intensa investigação está em curso para identificar marcadores adicionais e uma estratégia de rastreamento de baixo custo, que possa produzir o rastreamento da população.

Os testes que podem ser úteis para o rastreamento incluem a medição do marcador tumoral CA 125, ultrassonografia, e combinações destas modalidades. Os marcadores tumorais têm sido alvo de muito interesse como rastreamento, porque eles não são invasivos, e relativamente baratos em comparação com os estudos de imagem.

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O fator de risco mais conhecido para o câncer de ovário é a história familiar, que está presente em cerca de 10% a 15% das mulheres que desenvolvem a doença

Importante lembrar que os níveis de CA 125 são elevados em cerca de 1% em mulheres saudáveis, flutuam durante o ciclo menstrual e também aumentam numa variedade de condições benignas e malignas, incluindo: endometriose, leiomioma uterino, cirrose e doença inflamatória pélvica. Dessa forma, outros biomarcadores têm sido investigados para detecção precoce de câncer de ovário. Estudos estão em andamento para avaliar combinações de biomarcadores complementares para o CA 125 que poderiam oferecer maior sensibilidade. Algumas pesquisas clínicas já revelaram que o rastreamento não reduziu a mortalidade após o diagnóstico por CA 125 do câncer de ovário e pior ainda, resultou em danos consequentes a investigação.

Porém, um recente estudo publicado na revista Cancer propõe que o rastreamento baseado no marcador tumoral CA 125 e ultrassonografia pélvica seja uma forma efetiva para detectar de forma precoce o câncer de ovário. As pessoas foram classificadas em riscos de desenvolvimento da doença e acompanhadas por 11 anos. Embora os resultados iniciais de triagem multimodal parecerem promissores, se aguarda avaliação definitiva dos resultados e os efeitos sobre a mortalidade por câncer de ovário.

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O fator de risco mais conhecido para o câncer de ovário é a história familiar, que está presente em cerca de 10% a 15% das mulheres que desenvolvem a doença. Uma meta-análise de estudos mostrou aumento de três vezes mais para o desenvolvimento de câncer de ovário em mulheres com um parente de primeiro ou segundo grau. A evidência sugere que rastreio é adequado para algumas destas mulheres.

Com maior disponibilidade de testes genéticos, a identificação das mulheres com possíveis síndromes de câncer hereditário tornou-se cada vez mais importante. O risco de desenvolver o câncer do ovário por toda a vida associada com a presença de uma mutação no gene BRCA1 é de 35% a 45%, enquanto que é menos para aqueles com BRCA2 (15% a 25%).

Qual a importância do diagnóstico precoce?

O benefício potencial do rastreio é a sua capacidade de identificar o câncer de ovário em estágios mais localizados e curáveis, levando diminuição da mortalidade da doença. Os riscos potenciais associados com a triagem para o câncer de ovário também deve ser considerada. Embora o câncer de ovário seja uma importante causa de morte por câncer, sua incidência na população em geral e comunidade relativamente baixos. A menos que o teste ou a sequência de testes sejam extremamente precisos, um grande número de mulheres saudáveis estaria em risco desnecessário para a cirurgia.

O exame de Papanicolau pode ocasionalmente revelar células ovarianas malignas, mas a sua sensibilidade para a detecção de câncer de ovário é de apenas 10% a 30%. O protocolo de rastreamento, ou a frequência para o rastreio, não é determinada. Na ausência de estudos satisfatórios, o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) e o National Comprehensive Cancer Network (NCCN) recomendam às mulheres triagem com mutações de BRCA, começando na idade de 30 a 35 anos ou de 5 a 10 anos antes do diagnóstico mais precoce em um membro da família, usando uma combinação de soro CA 125 e ultrassom transvaginal a cada 6 a 12 meses. A triagem pode ser indicada individualmente levando em consideração o risco de câncer do ovário de cada mulher.

*Texto escrito em autoria com o oncologista Emerson Neves dos Santos, da CLINONCO - Clínica de Oncologia Médica. Graduado pela Faculdade de Medicina de Teresópolis, Coinvestigador de Pesquisas Clínicas Nacionais e Internacionais e Oncologista do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP).

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