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Câncer de pâncreas tem na cirurgia robótica nova opção de tratamento

Procedimento é menos invasivo e reduz as dores do pós-operatório

O pâncreas é um órgão vital localizado na cavidade abdominal, logo atrás do estômago. Apresenta um papel fundamental no processo de digestão pela secreção de importantes enzimas e, também, regula a produção e liberação da insulina. Diversas doenças podem acometer o pâncreas, sendo algumas delas de tratamento clínico, e outras passíveis de tratamento cirúrgico, como o câncer. Com alta mortalidade, o câncer de pâncreas tem sofrido um importante aumento em sua incidência nos últimos anos, com alta mortalidade, e a completa ressecção cirúrgica representa nos dias atuais a principal chance de cura ao paciente.

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A primeira cirurgia radical do pâncreas foi realizada em 1899 e desde então, diversas pesquisas e estudos vem tentando aprimorar a técnica cirúrgica e seus resultados, de modo a proporcionar menores índices de complicações e maior longevidade com qualidade de vida ao paciente.

Por ser uma cirurgia de alta complexidade, com diversas complicações em potencial, somente equipes especializadas em cirurgias pancreáticas conseguem obter resultados finais satisfatórios. Entretanto, as grandes incisões cirúrgicas dos procedimentos convencionais (cirurgia com corte), associadas ao extenso trauma cirúrgico, propiciam recuperação lentificada com longo período de internação hospitalar e significativa dor pós-operatória.

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Com efeito, após mais de 100 anos de discretos avanços nesta área, o emprego da alta tecnologia da cirurgia robótica promete ser a maior revolução no avanço da cirurgia pancreática. Mediante pequenas incisões cirúrgicas, as pinças e instrumentais do robô-cirurgião são posicionadas na cavidade abdominal do paciente e, com movimentos precisos e controlados, os comandos do cirurgião são reproduzidos quase que de forma artística, sendo possível realizar qualquer tipo de cirurgia no pâncreas.

A duodeno-pancreatectomia (retirada da cabeça do pâncreas e segmento intestinal), que sempre foi um grande desafio cirúrgico mesmo a cirurgiões experientes, não era realizada de forma minimamente invasiva devido a sua alta complexidade e grande dificuldade técnica com pinças habituais da videolaparoscopia. No entanto, após o emprego da tecnologia robótica, foi possível realizar grandes cirurgias pancreáticas sem as gigantescas incisões abdominais da cirurgia aberta.

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Há cinco anos foi realizada no Hospital Israelita Albert Einstein a primeira duodeno-pancreatectomia minimamente invasiva robótica da América Latina. Desde então, diversos pacientes puderam ser beneficiados pela cirurgia pancreática robótica com excelentes resultados, menor dor pós-operatória e com retorno mais precoce às suas atividades habituais. Há necessidade de muito treinamento e dedicação para realizar uma cirurgia deste porte. Todavia, o benefício ao paciente é indiscutível e portanto, justifica todo o esforço.

* Texto escrito em coautoria com o Dr. Jacques Matone - cirurgião do Hospital Israelita Albert Einstein.