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Histeroscopia é opção para mulheres que não querem ter filhos

Procedimento não necessita de cortes e complicações são raras

Esterilização cirúrgica é o segundo método mais utilizado de contracepção entre as mulheres nos Estados Unidos. A esterilização feminina consiste no bloqueio do trânsito pelas tubas uterinas, que têm a função de levar os óvulos dos ovários até a cavidade do útero. No Brasil, a Lei do Planejamento familiar nos dá algumas regras para esterilização definitiva por qualquer técnica:

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Para as mulheres que não desejam mais ter filhos, a esterilização é uma opção segura e altamente eficaz. A esterilização histeroscópica, também chamada de laqueadura por histeroscopia, pode facilmente ser realizada em ambiente ambulatorial e é a abordagem menos invasiva, ganhando inclusive da vasectomia neste quesito.

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A histeroscopia em si pode inclusive ser utilizada para investigar a cavidade endometrial de mulheres virgens que sofrem de problema como pólipos, já que não é necessário nem ao menos usar espéculo vaginal

A histeroscopia é uma técnica em que se utilizam equipamentos endoscópicos com os quais é possível ver a cavidade do útero por dentro. O equipamento também tem um canal operatório por onde introduzimos um cateter que contém em sua ponta o dispositivo. O procedimento é realizado via vaginal, utiliza apenas os orifícios naturais da mulher. A histeroscopia em si pode inclusive ser utilizada para investigar a cavidade endometrial de mulheres virgens que sofrem de problema como pólipos, já que não é necessário nem ao menos usar espéculo vaginal.

O dispositivo de esterilização histeroscópica está disponível nos Estados Unidos desde 2002 e no Brasil desde 2009. Ele é um pequeno implante de 4 cm de comprimento e 1 a 2 mm de largura, quando implantado. É constituída por uma bobina interior de aço inoxidável e fibras de polietileno, além de uma bobina externa de níquel-titânio (nitinol). Ele vem carregado em um sistema para colocação descartável.

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O dispositivo é colocado por ginecologista com pós-graduação em histeroscopia e treinamento específico para esta técnica. Os implantes são colocados por visão direta da histeroscopia dentro de cada trompa - um em cada uma.

Após a colocação, as fibras de polietileno estimulam o crescimento de tecido cicatricial que rodeia e se infiltra no dispositivo ao longo de várias semanas, o que resulta em fechamento completo das tubas em três meses. Esse processo de fechamento das tubas é indolor.

Doze semanas após a colocação, uma radiografia da pelve deve ser realizada para ter certeza que os dispositivos, um de cada lado, estão no local correto. Neste meio tempo outro método anticoncepcional deve ser mantido, pois há risco de gravidez. Caso a radiografia simples deixe dúvidas, uma histerossalpingografia deverá ser realizada.

Histeroscopia x outras técnicas

Além da histeroscopia, a esterilização também pode ser feita utilizando laparoscopia por vídeo ou laparotomia e cirurgia convencional. As vantagens da esterilização histeroscópica são:

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As desvantagens são:

O procedimento todo dura em torno de 5 minutos e se feito sem anestesia a mulher poderá ir embora em poucos minutos após a histeroscopia. Isso é muito importante quando falamos de mulheres que, geralmente, são mães de família.

Estudos de custo-efetividade relataram que a esterilização histeroscópica com microimplantes é mais barata em comparação com laqueadura tubária bilateral laparoscópica.

As contraindicações para esterilização histeroscópica incluem:

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Essas contraindicações, entretanto, valem para qualquer técnica de esterilização e não são exclusivas da histeroscópica. Uma contraindicação conhecida era a hipersensibilidade ao níquel - que é uma possível complicação do procedimento - no entanto, a Food and Drug Administration (FDA) retirou em 2011 a hipersensibilidade ao níquel como uma contraindicação para o procedimento, uma vez que o número de eventos adversos notificados foi extremamente baixo (menos de 1 em 5000).