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Osteoporose tem cura?

Perda de massa óssea pode ser controlada com medicamentos e mudanças de hábito

A osteoporose é um problema de saúde pública mundial, que se agrava conforme a longevidade da população aumenta. Acomete cerca de 200 milhões de pessoas em todo Mundo, sendo 4 mulheres para cada homem, e está associada à ocorrência de fraturas principalmente da coluna, quadril e punho.

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Caracterizada pela perda quantitativa de massa e arquitetura ósseas, a osteoporose tem relação direta com o metabolismo ósseo, ou seja, equilíbrio entre a produção e reabsorção óssea - processos que são controlados pela ação dos osteoblastos e osteoclastos, respectivamente. A osteopenia nada mais é que um grau anterior ao que ocorre na osteoporose, ou seja, classificação intermediária de perda de massa óssea localizada entre o normal e a osteoporose.

O diagnóstico é clínico radiográfico, complementado através de densitometria óssea, exame que mede a densidade óssea. A avaliação da densidade óssea é feita em dois locais distintos, a coluna lombar e o quadril. A análise dos resultados se dá através da comparação entre o paciente testado com os padrões para adulto jovem do mesmo sexo e de indivíduos da mesma idade, representados nos resultados pelo T-score e Z-score. A quantidade de desvios padrão em relação aos valores de referência irão determinar o diagnóstico. Pacientes normais apresentam resultados entre 0 e -1 desvios-padrão. Entre -1 e -2,5 desvios padrão encontram-se os pacientes com osteopenia, enquanto pacientes com osteoporose encontram-se na faixa de < -2,5 desvios-padrão.

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A osteoporose é uma condição que exige atenção. Pacientes acima dos 50 anos, incluindo homens e mulheres, devem observar fatores de risco e sinais que acompanham esta doença. Entre eles estão menopausa, perda de peso, dor lombar, uso de corticosteroides sistêmicos, doenças gastrointestinais que interfiram na absorção do cálcio e da vitamina D, sedentarismo, anemia e fraturas por traumas de baixa energia, como quedas ao solo. É importante procurar assistência médica para um diagnóstico preciso.

O sucesso do tratamento da osteopenia/osteoporose depende diretamente de um diagnóstico precoce. A perda óssea decorrente das alterações do metabolismo, mudanças hormonais (principalmente as que ocorrem no período da menopausa) e mudança de hábitos como diminuição da prática de exercícios são fatores importantes na evolução da doença.

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O tratamento irá depender da fase e grau da doença. Basicamente é composto por medidas de mudança de hábitos como alimentação e exercícios físicos, prevenção de fraturas, parar de fumar, complementação de cálcio e vitamina D e tratamento medicamentoso que se dá basicamente através dos bifosfonados (Alendronato, Risendronato e Pamidronato são exemplos de bifosfonados).

Portanto responder a pergunta "osteoporose tem cura?" não é tão simples quanto parece e irá depender do que nós entendemos por cura. Se formos pensar em cura como um tratamento único - medicamentoso ou não - que o paciente faz e pronto, o problema está resolvido, então não temos a cura. No entanto, se pensarmos que mudanças de velhos hábitos, complementada ou não pelo controle medicamentoso da osteoporose, possa permitir a estes pacientes terem uma qualidade de vida equivalente aos indivíduos sem osteoporose, teremos então uma perspectiva muito boa para o tratamento dessa cada vez mais prevalente na população.

Referências

*Artigo escrito em parceria com Pedro Pohl, ortopedista e cirurgião de coluna, professor na Faculdade de Medicina do ABC. Possuí estágio avançado em pesquisa na Universidade de Pittsburgh (EUA).