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Médicos esclarecem riscos da vacina contra o rotavírus

Anúncio de óbito de recém-nascido relacionado à vacina gera dúvida entre mães

Recentemente uma publicação feita na página do Facebook do grupo aberto "Mamães Tatuadas" gerou repercussão nas redes sociais. De acordo com a postagem, a bebê Laura de dois meses e dez dias faleceu em decorrência de uma reação à vacina do Rotavírus. "Uma fortíssima reação à vacina do rotavírus fez meu mundo desmoronar, perdi minha princesinha, o meu mundo não tem mais cor, uma dor que não tem explicação", informou a mãe da bebê.

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No post não foram divulgados maiores detalhes sobre os sintomas ou período em que ocorreu a reação. No entanto, esta notícia triste foi suficiente para levantar muitas dúvidas nas mães sobre a eficácia e segurança da vacina.

Como forma de ajudar a esclarecer eventuais dúvidas sobre a vacina, o Portal Minha Vida conversou com diferentes especialistas para saber mais sobre o assunto.

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Um deles é o presidente do departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria Marco Aurélio Sáfadi. De acordo com ele, é preciso analisar o quadro com cautela. "Não sabemos se foi uma coincidência de eventos. Os pediatras brasileiros têm bastante experiência com essa vacina.", conta.

Além dele, o infectologista Munir Akar Ayub e professor de infectologia da Faculdade de Medicina do ABC também conversou com a reportagem do Minha Vida. "Não tenho conhecimento sobre casos de óbito relacionados à vacina, pois ela não é letal. Não há como afirmarmos a causa. Mas é importante que as mães fiquem calmas e caso tenham dúvidas conversem com o pediatra", completa

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A seguir você pode saber um pouco mais sobre a vacina do rotavírus:

O que são rotavírus?

São vírus que produzem diarreia em recém-nascidos e podem levar à desidratação, vômitos e febre. De acordo com o infectologista Marco Aurélio Sáfadi, presidente do departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, a contaminação por rotavírus é mais perigosa em bebês e recém nascidos, devido ao sistema imunológico frágil.

"Praticamente 100% das crianças terão infecção por rotavírus. No entanto, é possível amenizar a intensidade dos sintomas por meio da vacinação", alerta Sáfadi, De acordo com ele, caso o bebê não tome a vacina pode ter contato com o que os médicos chamam de vírus selvagem, em outras palavras, com o vírus sem proteção do organismo. O que pode causar danos mais graves ao bebê, podendo resultar em uma hospitalização e óbito.

Como o rotavírus é transmitido?

O rotavírus é transmitido basicamente por contato. A criança excreta fissuras nas fezes e contamina o ambiente. O adulto entra em contato com o vírus pela fralda e pela respiração e dá sequência à proliferação do vírus. Por isso é importante, além de cuidar da proteção do bebê, os adultos higienizarem as mãos antes e depois da troca de fralda.

Como funciona a vacina contra o rotavírus

A vacina contra o rotavírus é feita com o vírus vivo atenuado. Isso quer dizer que o vírus está vivo, mas enfraquecido. Existem dois tipos de vacinas contra a doença: a monovalente e a pentavalente.

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A vacina monovalente protege contra um sorotipo de rotavírus, mas oferece proteção cruzada contra outros sorotipos de rotavírus, e é dada em duas doses A primeira aos 2 meses e a segunda aos 4 meses de idade.

Já a vacina pentavalente protege contra cinco tipos diferentes de rotavírus e é feita em três doses. A primeira dose é aplicada aos 2 meses, a segunda aos 4 meses e a terceira aos 6 meses de idade. Ela pode ser encontrada exclusivamente na rede privada.

Por que é importante tomar a vacina contra o rotavírus?

A vacina possibilita que o organismo produza defesas contra o rotavírus. Segundo Sáfadi, quando a vacina não era aplicada, contabilizava-se um número significativo de mortes e hospitalizações de bebês e recém nascidos. ?Felizmente depois que a vacina foi introduzida foi possível reduzir algumas centenas de milhares de hospitalizações entre o público infantil?, conta.

O infectologista Munir Akar Ayub completa dizendo que a vacina contra o rotavírus praticamente acabou com a doença no nosso meio. "Era muito comum vermos crianças hospitalizadas nessa época do ano em que a temperatura dos termômetros está mais baixa por causa do rotavírus. Atualmente é bem mais raro", alerta Ayub

Quais são os efeitos colaterais da vacina contra o rotavírus?

A maioria das crianças não costuma manifestar efeitos colaterais. Mas durante as primeiras 48 horas após a aplicação pode acontecer de apresentar um pouco de febre baixa, diarreia e em alguns casos fezes com sangue. "A diarreia causada pela vacina apresenta intensidade menor do que se a criança não tivesse tomado a vacina", explica Ayub.

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No entanto, se o bebê apresentar sangue nas fezes é importante entrar em contato com o pediatra. Segundo Ayub, quando a criança apresenta sangue nas fezes é importante suspender a próxima dose da vacina. Sendo assim, se a criança tomou uma dose não é indicado que ela toma a próxima dose da vacina

"Mas é imprescindível que essa orientação seja dada pelo pediatra da criança. Os pais não devem tomar essa decisão sem antes conversar com um especialista", ressalta.

Mesmo porque quando esse episódio acontece é obrigatório notificar o caso à Vigilância Epidemiológica, justificando que essa criança tem uma reação à vacina.

Existe contraindicação para a vacina contra o rotavírus?

Crianças que apresentem histórico de doenças gastrointestinais, malformação congênita no trato digestivo e história prévia de invaginação intestinal, patologia que consiste na penetração do intestino delgado no cólon, o que pode levar a uma obstrução intestinal, não podem tomar a vacina contra o rotavísrus. No entanto, somente o pediatra poderá dizer se a vacina é indicada ou não.

Recentemente uma pesquisa divulgada pela revista científica Pediatrics mostrou que houve um pequeno aumento no número de internações por causa da vacina do rotavírus, especialmente após a primeira dose. De acordo com o estudo, a taxa internações entre bebês de 8 a 11 semanas obteve um crescimento entre 46% a 101%. O equivalente entre 16 a 22 internações para cada 100 mil bebês.

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Os pesquisadores afirmam que mesmo com o aumento no número de internações causadas pela reação à vacina, os benefícios proporcionados pela imunização são consideravelmente maiores.

Quando é importante se preocupar com os efeitos colaterais?

Se os pais perceberem que o bebê está muito quietinho, não come e apresenta sintomas intensos, como febre, diarreia e vômitos é importante entrar em contato com o pediatra e encaminhá-la ao atendimento médico.