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Disfunções sexuais masculinas exigem acompanhamento médico

Esqueça os anúncios milagrosos que dizem acabar com todos os problemas

Certamente, você já recebeu diversas promessas de tratamento ,
por e-mail, nos últimos tempos. Anúncios como, os que foram listados
circulam livremente pela Internet, prometendo verdadeiros milagres para
as disfunções sexuais masculinas. Em meio a tantos produtos e promessas ,
às vezes, fica difícil saber qual o melhor caminho para tratar a disfunção sexual
masculina.

Apesar das inúmeras possibilidades de tratamento apresentadas pelo mundo
cibernético, a melhor forma de tratar a impotência masculina é confiar o
tratamento da doença a um profissional credenciado, um especialista na
medicina baseada em evidências. O conhecimento científico pode desmistificar
crenças absurdas e inovações milagrosas que não resistem a um simples
questionamento da medicina. As formas para tratar as disfunções sexuais masculinas são ensinadas nas faculdades, são conhecidas do mundo acadêmico, não são atributos de um ou de outro profissional ou de um único produto disponível no mercado. Talvez por isso não resultem em tanto ibope quanto estas promessas que recebemos por e-mail, mas são muito mais seguras para a saúde.

Disfunção erétil
Para um indivíduo ser considerado impotente, precisa manifestar disfunção erétil permanentemente. Uma falha eventual de ereção, que pode acontecer com todos os homens, não enquadra ninguém nessa categoria. É bom esclarecer também que, muitas vezes, o senso comum faz generalizações inadequadas e classifica como impotência sexual todas as outras manifestações da sexualidade masculina que nada têm a ver com a ereção, como a falta de desejo ou de orgasmo e a ejaculação precoce ou retardada. O termo impotência sexual foi substituído por disfunção erétil, quando significa a incapacidade de conseguir ereção satisfatória para o ato sexual.

Dentre as principais causas para o aparecimento da disfunção erétil, as mais importantes são as emocionais e atingem 70% dos homens. Os 30% restantes apresentam uma disfunção orgânica que pode ser vascular de origem arterial - conseqüência do diabetes não controlado, ou de um déficit hormonal - e, em pequeno número, resultado de alterações na anatomia do pênis, como ocorre na doença de Peyronie ou no caso de pênis curvo congênito. O urologista aponta uma dificuldade comum no tratamento dos pacientes que apresentam a disfunção erétil, como a resistência do próprio indivíduo. Pois, a impossibilidade de manter relações sexuais é algo mais difícil e para alguns, constrangedor.

Em geral, os homens só tomam a iniciativa estimulados pela parceira. O envelhecimento não traz consigo a perda da ereção nem da sexualidade. Entretanto, estas duas podem variam de acordo com a postura de cada indivíduo perante a vida. Um homem de 90 anos pode ter uma atividade sexual satisfatória com ereção, se estiver saudável e bem disposto. Essa capacidade, porém, estará ausente naqueles que, apesar de mais novos, apresentem-se deprimidos ou doentes. A ansiedade encabeça a relação das causas emocionais que bloqueiam o mecanismo da ereção. Pode ser provocada pelo medo de falhar ou pela inibição diante de uma parceira em especial.

Outra causa importante é a falta de controle ejaculatório. O medo de ejacular depressa demais, de não proporcionar prazer à parceira, de não conseguir a penetração que considera ideal, gera ansiedade e faz com que o indivíduo falhe durante o ato sexual. Somados aos fatores já relacionados ainda estão o estresse do cotidiano, que pesa no desempenho sexual do homem contemporâneo.

O distúrbio hormonal é o principal fator orgânico para a disfunção erétil e este, sim, acompanha o envelhecimento da população brasileira. É verdade que a taxa de testosterona cai com a idade, mas não num nível que exija a reposição hormonal para todos os homens. Um homem com 80 anos pode ter ereções e espermatozóides saudáveis para a reprodução. Como as causas para o aparecimento da disfunção erétil são muitas e diversificadas, o mais apropriado diante do problema é procurar ajuda médica profissional. É recomendável abandonar as fórmulas mágicas e os remédios milagrosos vendidos pela Internet.

Tratando a disfunção erétil
Os tratamentos para a disfunção erétil oferecidos pelos fabricantes de esticadores penianos, ou de clínicas que, de uma forma antiética, atraem os pacientes com disfunção erétil prestam um desserviço à Medicina. Na maioria das vezes, estes pacientes, fragilizados, são orientados a fazer aplicações intracavernosas de medicação vasoativa, que, com o passar do tempo, causam fibrose com enrijecimento dos corpos cavernosos, tornando-os verdadeiramente impotentes, para então, lhes oferecer a possibilidade da cura através da inserção de próteses penianas, com custo altíssimo. Os exercícios de tração também levam a uma ruptura das delicadas fibras que compõem o tecido erétil, e, com o passar dos anos, segundo o médico, também levam a um quadro de total impotência. No tratamento da disfunção erétil é muito importante orientar bem o paciente para evitar situações que poderiam ser resolvidas de forma menos agressiva e menos prejudicial à saúde.

Próteses
Quando bem indicadas, as próteses penianas constituem-se num avanço no campo do tratamento da disfunção erétil. Para introduzi-las no corpo cavernoso, o urologista afasta o tecido esponjoso, mantendo intacta a enervação do pênis e da glande. Em geral, as próteses são feitas de silicone e dão rigidez ao pênis,

permitindo a penetração na vagina sem alterar a capacidade de ejaculação, o desejo e o prazer sexual.

Após a convalescência, o desempenho sexual é restabelecido e, seis meses depois, o indivíduo nem se lembra de que usa uma prótese. A única recomendação importante é que a prótese não deve ser usada nos primeiros 30 dias depois de sua implantação. As próteses atuais são dotadas de um mecanismo hemodinâmico relativamente simples, que pode ser acionado pelo próprio portador, permitindo o controle da ereção, segundo sua vontade. Como não se mexe na enervação, nem na glande, a sensibilidade fica totalmente preservada.

Medicação
Atualmente, antes da decisão de implantar uma prótese peniana, o médico tem a opção de prescrever medicamentos para tratar a disfunção erétil, nos casos de pacientes que não apresentam alterações patológicas do pênis. Se tomado corretamente, proporciona uma ereção plena. Em casos de lesões neurológicas, isto é, nas lesões de enervação como as provocadas pelo diabetes, traumas de medula ou após cirurgias como a prostatectomia radical, a resposta gira em torno de 50% a 57%. Em alguns casos, o urologista pode indicar a injeção intra-cavernosa de drogas vasoativas para obtenção de uma ereção satisfatória, quando a via oral não responde. Há uma contra-indicação no uso do medicamento para homens que tomam vasodilatadores coronarianos, que só devem fazer uso deste medicamento com orientação médica.







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