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Câncer de mama: reconstrução mamária aumenta risco de retorno do tumor?

No geral, o risco não é aumentado, mas atenção ao pós-operatório ajuda a prevenir complicações

No geral, as cirurgias de reconstrução mamária poderão ser necessárias em dois cenários, na cirurgia com preservação da mama - ou seja, apenas uma parte seria removida - e na sua remoção total, conhecida como mastectomia. Falaremos mais sobre eles a seguir.

A reconstrução mamária que foi realizada utilizando tecidos da própria mama, tecidos de outras regiões do corpo ou mesmo próteses de silicone, NÃO aumenta a chance de recidiva do câncer, sendo estes procedimentos oncologicamente extremamente seguros.

Contudo, a mulher deve estar atenta para o surgimento de novos nódulos, retrações da pele, retração do bico (nos casos onde o mesmo foi preservado) e alterações da pele.

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Cirurgia preservadora da mama

Está cada vez mais frequente em todo o mundo o uso de técnicas de reconstrução parcial da mama. Elas são utilizadas quando se remove apenas parte da mama, o que chamamos de quadrantectomia ou cirurgia conservadora, que consiste na remoção do tumor com margens de segurança (um pouco além do tamanho do tumor, para se ter certeza que o removeu por completo).

Nestes casos, o mastologista ou cirurgião oncologista utiliza técnicas para remodelar a mama e deixá-la com aspecto estético e funcional adequado. Em alguns casos, para se atingir um equilíbrio entre as mamas, poderá ser necessário ajustar a outra mama na mesma cirurgia ou em outra, dependendo de cada caso.

No geral, as pacientes que são candidatas à cirurgia conservadora da mama têm tumores pequenos ou médios. Esta técnica associada à reconstrução parcial está relacionada à manutenção estética e funcional da mama e a uma melhora da qualidade de vida e satisfação por parte das pacientes à longo prazo.

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Em relação às chances de cura, a cirurgia conservadora da mama associada à radioterapia tem a mesma segurança que a mastectomia.

Remoção total da mama (mastectomia)

A mastectomia é indicada para pacientes com múltiplos tumores e em regiões diferentes na mama (o que chamamos de doença multicêntrica), com grande volume de tumor ou com mamas muito pequenas (impossibilitando a cirurgia conservadora), ou para pacientes de alto risco genético de ter câncer de mama - como quem tem as mutações dos genes BRCA, TP53, PALB2 dentre outros - que ficou bem conhecida no caso da atriz Angelina Jolie.

Quando é preciso remover a mama como um todo é necessário fazer uma reconstrução total da mama, podendo ser utilizadas próteses de silicone e, em alguns casos, tecidos do próprio corpo da paciente (retalhos miocutâneos) provenientes da região das costas ou do abdômen.

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Este tipo de cirurgia está associado a maiores taxas de complicações como infecção, perda de prótese, necrose de pele, perda da sensibilidade e maiores taxas de revisões cirúrgicas (novas cirurgias).

Quando colocar a prótese?

Atualmente a maioria das reconstruções mamárias são realizadas no momento da cirurgia de retirada da mama. Esta estratégia traz grandes benefícios para a paciente pois já sai da cirurgia de mastectomia com a mama reconstruída, fato que:

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Pacientes com tumores muito avançados ou com condições clínicas não favoráveis, como quem tem diabetes importante, é tabagista, ou tem problemas cardiovasculares, poderão ser melhores candidatas à reconstrução tardia da mama.

Importante ressaltar que esta decisão se baseia em aspectos técnicos de segurança oncológica e da saúde do paciente naquele momento, condições que o seu médico poderá analisar e decidir qual a melhor opção de tratamento para cada caso.

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Exames e acompanhamento após a reconstrução mamária

Pacientes que tiveram câncer de mama e fizeram a reconstrução mamária deverão ser acompanhas de perto por seu médico mastologista ou cirurgião oncologista.

A recomendação é de que o controle médico seja realizado de três em três meses no primeiro ano, de quatro em quatro meses no segundo ano e de seis em seis meses do terceiro ao quinto ano. A partir do 5o ano do tratamento o controle poderia ser realizado anualmente.

Esta definição do tempo do controle entre cada consulta é influenciada pela agressividade de apresentação do tumor e pela presença ou não de sintomas por parte das pacientes.

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Além do controle clínico periódico, para as mulheres que realizaram cirurgia conservadora é extremamente importante a realização de mamografia anualmente, podendo estar ou não associada à realização de ultrassonografia mamária. Para as pacientes que necessitam de mastectomia, o mais importante é o exame clinico realizado pelo médico.