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Mais do que estética: 6 consequências silenciosas da obesidade

Campanha "Obesidade é o que você não vê" promove o debate sobre os problemas que o excesso de peso pode causar que vão além do espelho e atingem sua saúde

Normalmente, o espelho é o primeiro termômetro para os quilinhos a mais que começam a aparecer. Mas, muito mais do que estética, o excesso de peso pode trazer consequências sérias de saúde.

Mulher caminha na esteira - "Foto: Getty Images"
Mulher caminha na esteira - "Foto: Getty Images"

Para promover o debate sobre esse tema, a Novo Nordisk, empresa global de saúde com mais de 90 anos de inovação e liderança no tratamento do diabetes, em parceria com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), lançou a campanha "Obesidade é o que você não vê".

Além de informações sobre as formas mais saudáveis de perder peso, o site da campanha (www.saudenaosepesa.com.br) ainda traz uma calculadora do Índice de Massa Corporal (IMC), medida usada para determinar o grau de obesidade e mostra mitos e verdades sobre o excesso de peso. E toda iniciativa conta pontos positivos nessa luta. Uma perda de peso de 5 a 10% em pessoas com obesidade já traz benefícios expressivos*.

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A modelo Jéssica Lopes, do blog Femme Fatale by Jeh, é embaixadora da campanha e tem muito orgulho de seu corpo plus size. "Eu quero quebrar o estereótipo de que mulher gorda não é bonita, não se cuida e é automaticamente doente", conta. Mas, em busca da saúde, ela mesma precisou mudar seu estilo de vida dois anos atrás.

"Sou jovem, tenho 23 anos, e estava muito pesada. Não tinha uma boa alimentação e levava uma vida sedentária. Eu sabia que ia enfrentar problemas de saúde se continuasse assim. Fiz uma reeducação alimentar, sem dietas loucas porque elas não funcionam para mim, e comecei a praticar atividade física", explica a modelo.

Hoje, Jéssica tem mais disposição para caminhar, subir escadas e socializar. "Faço exames regularmente e estou muito saudável", reforça.

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Também embaixador da campanha "Obesidade é o que você não vê", o jornalista Jorge Bentes, do blog Cansei de Ser Gordo, conta que precisou mudar de vida completamente quando não conseguiu fazer uma simples caminhada. Com 31 anos, ele pesava 150 quilos.

"Chega um ponto em que você não enxerga mais que está tão gordo. Eu não conseguia caminhar por 10 minutos. Pensei: ou eu faço alguma coisa por mim ou não tenho mais nem 10 anos de vida", lembra Jorge.

Ele conta ainda que, depois do processo de emagrecimento, teve que reaprender a fazer tarefas básicas. "Reaprendi a andar, a me vestir. E tive que aprender também a dizer 'não'. Aprendi novos hábitos e entendi que a transformação interna é a maior que podemos fazer", conta o jornalista, que emagreceu 80 quilos com reeducação alimentar e exercício físico.

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Jorge e Jéssica têm razão de se preocupar com a saúde. De acordo com a ABESO, levantamentos apontam que mais de 50% da população brasileira está acima do peso ideal, atingindo a faixa de sobrepeso e obesidade. A Organização Mundial de Saúde (OMS) projeta que, em 2025, cerca de 2,3 bilhões de adultos no mundo todo estarão com sobrepeso e mais de 700 milhões atingirão a obesidade.

A obesidade aumenta o risco de desenvolver diversos problemas de saúde. Veja 6 doenças que o excesso de peso favorece e fique de olho na sua saúde:

Diabetes

Diabetes é uma doença que se caracteriza pela falta de insulina ou a incapacidade da insulina exercer de forma satisfatória sua função no organismo, causando um aumento da glicose (açúcar) no sangue.

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Existem vários tipos de diabetes, entre eles o tipo 2, que é uma consequência de diversos fatores, como excesso de peso, sedentarismo e outros maus hábitos.

Hipertensão

A hipertensão arterial, também chamada de pressão alta, acontece quando as artérias sofrem uma resistência e perdem a capacidade de contrair e dilatar, ou quando o volume de sangue aumenta muito e exige uma velocidade maior para circular.

Entre os fatores de risco da doença estão obesidade, consumo exagerado de sal, níveis altos de colesterol, diabetes, fumo, consumo de bebidas alcoólicas, estresse, falta de atividade física e sono inadequado. O aumento da idade também favorece a hipertensão.

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Se não for tratada, a pressão alta pode ocasionar derrame cerebral, doenças do coração e insuficiência ou paralisação dos rins.

Colesterol alto

O colesterol desempenha funções essenciais no nosso organismo, como produção de hormônio e vitamina D. Mas o excesso de colesterol no sangue é prejudicial e aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares.

Existem duas frações de colesterol no organismo: LDL e HDL. O primeiro é considerado o mais nocivo, pois pode se acumular nas artérias como placas de gordura que impedem a circulação e podem levar a infartos e AVC.

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São diversos os fatores de risco para a doença. Tendências genéticas ou hereditárias contribuem para o aumento do colesterol, assim como a obesidade e a falta de atividade física.

Infarto

O infarto acontece quando o fluxo de sangue que leva ao miocárdio (músculo cardíaco) fica interrompido por um tempo longo, fazendo com que parte do músculo cardíaco seja danificado ou morra.

Também chamado de infarto agudo do miocárdio ou ataque cardíaco, o infarto pode ser fatal.

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Além disso, placas de gordura no sangue (condição chamada de aterosclerose) podem crescer e se depositar nas artérias. Quando essa gordura se solta, leva à formação de um coágulo que obstrui a artéria e provoca o infarto agudo do miocárdio.

Apneia do Sono

A apneia do sono é caracterizada quando ocorre uma parada completa do fluxo de ar pelo nariz ou pela boca por 10 segundos ou mais. É preciso fazer um exame específico, chamado de polissonografia, para investigar a doença.

Um dos fatores que favorecem a apneia do sono é a obesidade. A gordura que se acumula em torno das vias aéreas superiores pode obstruir a respiração.

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Alguns sintomas de apneia do sono são: ronco alto, sonolência excessiva durante o dia, despertar durante a noite com falta de ar, acordar com a boca seca ou com dor de garganta, cefaleia matinal, irritação, nervosismo e ter esquecimentos constantes.

Câncer

A Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (IARC) mostra evidências ligando obesidade ao risco de desenvolver câncer de cólon, esôfago, rim, mama e útero, entre outros.

O excesso de peso desregula o sistema endócrino do paciente, o que resulta na secreção de várias substâncias como fatores estimulantes e inflamatórios. Esse quadro favorece alterações celulares que podem evoluir para neoplasias (tumores).

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* Referências:

1. Wing RR, Lang W, Wadden TA, et al. Benefits of modest weight loss in improving cardiovascular risk factors in overweight and obese individuals with type 2 diabetes. Diabetes Care. 2011; 34:1481-1486.

2. Dattilo AM, Kris-Etherton PM. Effects of weight reduction on blood lipids and lipoproteins: a meta-analysis. The American Journal of Clinical Nutrition. 1992; 56:320-328.

3. Conteúdo disponível em: Obesidade favorece desde enxaqueca até câncer

4. Conteúdo disponível em: Diabetes: sintomas, tratamentos e causas

5. Conteúdo disponível em: Obesidade: sintomas, tratamentos e causas

6. Conteúdo disponível em: Pesquisa relaciona 8 tipos de câncer ao excesso de peso

7. Conteúdo disponível em: Hipertensão: sintomas, tratamentos e causas

8. Conteúdo disponível em: Colesterol: sintomas, tratamentos e causas

9. Conteúdo disponível em: Apneia do sono: obesidade e produção hormonal são fatores de risco

10. Conteúdo disponível em: Apneia do sono: sintomas, tratamentos e causas