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8 consequências de não usar protetor solar diariamente

Câncer, rugas e até alteração no DNA: deixar a pele exposta sem proteção contra os raios do sol traz riscos seríssimos à saúde e à aparência

"Mulher passando protetor solar na praia - Foto: Getty Images"
"Mulher passando protetor solar na praia - Foto: Getty Images"

Expor-se ao sol e aos seus raios UVA e UVB é inevitável para quem vive no Brasil: quase toda a extensão do país fica entre o Equador e o Trópico de Capricórnio, e o clima predominante é o tropical. Há nisso um lado bom e um lado ruim.

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Pelo aspecto positivo, o sol fortalece os ossos e as articulações e reduz o risco de depressão, pois estimula a produção de serotonina no cérebro.

Já entre os malefícios estão o risco de desenvolvimento de doenças como o câncer de pele e prejuízos estéticos - fotoenvelhecimento e surgimento de rugas, por exemplo.

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Aí entra em cena o protetor solar. Sem impedir que o organismo receba os benefícios do sol, ele protege a pele das consequências negativas dos raios ultravioletas.

"O uso correto do protetor solar é um investimento na saúde e na beleza da pele", afirma Luciana de Abreu, dermatologista da clínica Dr. André Braz (RJ). A também dermatologista Giselle Sanches concorda e complementa: "Assim como temos o hábito de escovar os dentes várias vezes ao longo do dia, podemos, sim, nos habituar a aplicar e reaplicar o protetor solar diariamente".

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E nunca é demais ressaltar que esse investimento não é sazonal: não é só no verão que a proteção solar deve fazer parte da rotina diária de cuidados com a pele. O uso do protetor solar é fundamental durante todo o ano, não importa o clima do dia.

A proteção correta e os riscos de não segui-la

O Consenso Brasileiro de Fotoproteção da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) recomenda o uso de protetores solares com Fator de Proteção Solar (FPS) mínimo de 30 para se proteger dos raios UVB. A entidade também orienta que os produtos tenham proteção contra os raios UVA, o que pode ser identificado nos rótulos por sinais de "+" ou pelas frases "Proteção UVA" ou "Proteção de amplo espectro".

Não seguir essas recomendações pode ter consequências drásticas. Saiba mais a seguir:

1. Câncer de pele

"Existem três tipos de câncer de pele: melanoma, carcinoma basocelular e carcinoma de células escamosas da pele. É exatamente a exposição ao sol a responsável pela maior incidência deles", afirma Luciana.

O tipo mais agressivo é o melanoma, como explica Giselle: "Ele está associado à exposição potente ao sol. Uma única vez que a pessoa fique continuamente desprotegida sob o sol forte e em horário de maior perigo, entre 10h e 16h, já é suficiente para o risco de desenvolver esse câncer de pele". Seus primeiros sinais, segundo Luciana, são mudanças na forma ou na cor dos tecidos epiteliais (pintas ou manchas na pele) e, com o tempo, manchas que podem formar nódulos ou feridas. Felizmente, é o que menos ocorre nos pacientes.

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Os carcinomas são mais comuns e menos letais, e estão ligados à exposição contínua à radiação solar. Surgem normalmente nas áreas mais expostas ao sol no dia a dia, como rosto, pescoço, orelhas, couro cabeludo e ombros.

2. Queratose actínica

São lesões pequenas e escamativas, fáceis de reconhecer pelo tato, que indicam que o sol danificou a pele. De acordo com a SBD, elas aparecem com mais frequência no rosto, nas orelhas, nos lábios, no dorso das mãos, no antebraço, nos ombros, no colo, no couro cabeludo de pessoas calvas e podem evoluir para câncer de pele.

3. Eritemas (as queimaduras de sol)

A vermelhidão causada pelos raios UVB não traz nada de bom. Não é esteticamente desejada e causa dor. "Pode, ainda, deixar manchas e cicatrizes na pele", conta Giselle.

4. Manchas na pele

O melasma e as melanoses solares tendem a piorar nos meses mais quentes do ano, pois não há como evitar a exposição direta ou indireta ao sol. Essas manchas podem ser tratadas com cremes clareadores, peelings ou aparelhos no consultório do dermatologista. "Mas o principal é que, no verão, aplique-se o protetor solar de amplo espectro ou com tom de base, que protegem melhor contra a luz visível", recomenda Luciana.

5. Alteração do DNA dos melanócitos

A exposição solar excessiva e sem proteção na infância é um fator de risco de desenvolvimento futuro de câncer de pele. Isso porque, como esclarece Luciana, "a exposição à radiação UV pode resultar em alteração do DNA dos melanócitos [as células produtoras de melanina] e, consequentemente, no aumento do risco de câncer em novas pintas".

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6. Fotoenvelhecimento (o envelhecimento precoce da pele)

O envelhecimento é um processo natural de todo ser humano, mas o sol acelera a degradação da pele. "O que envelhece a pele, em primeiro lugar, é a radiação solar", diz Giselle. Ela continua: "O raio UVB penetra diretamente nas células, atrapalhando seu poder de renovação". É o fotoenvelhecimento. Luciana ressalta o efeito visual disso: "A pele se torna áspera, com textura irregular e espessada, além de apresentar rugas profundas e manchas."

7. Flacidez

Com o passar dos anos, a produção de colágeno (proteína que dá firmeza à pele) diminui naturalmente em todo o corpo. Alguns fatores externos contribuem negativamente, sendo os mais nocivos a exposição solar excessiva e o consumo de tabaco. "A pele fica sem viço, amarelada. Perde a elasticidade e a sustentação, fica flácida", lista Luciana.

8. Rugas

A produção natural de elastina (proteína que forma as fibras elásticas do corpo) também cai com o passar dos anos e é prejudicada pela exposição excessiva ao sol. "Surgem rugas finas e profundas", conta Luciana. Por isso, Giselle ensina: "O protetor solar é o melhor antirrugas que existe. Muita gente acha que precisa de cremes caríssimos, mas eles só procuram remediar os danos já causados. O protetor solar previne. É preciso usá-lo diariamente para garantir uma pele bonita por muito mais tempo".