Alergia a animais: veja como identificar e o que fazer

Algumas pessoas expostas muito tempo a um animal específico podem adquirir tolerância a ele

A alergia a animais é menos frequente do que se imagina. Ácaros da poeira doméstica são os maiores vilões entre a população de uma forma geral. Os animais mais frequentemente envolvidos são cães e gatos, mas pode acontecer alergia em relação à hamsters, cavalos, vacas, cabras, coelhos, ratos, cobaias e aves.

Principais sintomas da alergia aos animais

As manifestações mais comuns de alergia a animais são:

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Pode acontecer também uma reação nos olhos com inchaço, irritabilidade, vermelhidão ao pegar os animais no colo ou acariciá-los e em seguida colocar as mãos na sua própria face.

Também há possibilidade de a pessoa com alergia a animais apresentar reação nos braços com coceira e urticária pelo fato de pegar os animais no colo. Às vezes uma simples lambida do animal pode provocar reações alérgicas.

O que fazer quando se tem alergia a animais?

No caso tanto de crianças como de adultos, o ideal para o paciente alérgico à animais (comprovadamente alérgico, através de teste alérgico para inalantes ou IgE específica no sangue) seria evitar a exposição a eles, ou seja, não tendo animais em casa. Se não for possível, o ideal é que sejam banhados pelo menos 1 vez por semana e que de forma nenhuma durmam no quarto destas pessoas.

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Em termos de medicação, a melhor forma de tratamento para a alergia à animais é a imunoterapia específica (sublingual ou injetável) para alérgeno específico de cão ou gato com duração ampla de 3 a 5 anos, e através da qual poderá sim modificar o curso da doença de uma forma definitiva, existindo a possibilidade de criar seu animal de estimação, orientada por um profissional especializado: o alérgologista.

Em geral uma criança alérgica a animais terá este problema por toda a vida (se não fizer tratamento específico), mas às vezes o indivíduo com alergia convive tantos anos com o mesmo animal, que pode tornar-se "tolerante" a essa alergia ou seja, para essa pessoa os sintomas de alergia não afetam mais com esse animal especificamente.

O que causa a alergia a animais?

A causa da alergia a animais é multifatorial e depende da interação de fatores genéticos e ambientais. Em relação à pré-disposição genética não há como modificar, mas o ambiente pode sofrer alterações que se relacionam com a mudança do curso da doença.

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Outra questão é a chamada "hipótese da higiene" segundo a qual em crianças não sensibilizadas (que não são alérgicas ainda) expostas precocemente a alérgenos (por exemplo, animais), principalmente residentes em áreas rurais ou institucionalizadas (creches ou pré-escolas) podem ter menos chance de apresentar alergia.

Isso ocorre pois acontece um desvio do desenvolvimento do sistema imune para um padrão NÃO TH2 (TH2 = padrão de doença alérgica), promovendo uma resposta modificada que atenuaria futuras manifestações de alergia.

Acredita-se que alergia em relação a animais aconteça principalmente por causa dos pelos, mas na realidade isso não é verdade, já que os pelos não são solúveis em água e não flutuam. As proteínas da saliva e urina ligadas aos pelos, assim como o epitélio descamado (caspas) são os alérgenos mais importantes, pois contem antígenos solúveis em água (podem ser carregados nas roupas para escolas, escritórios, automóveis, locais onde o animal nunca esteve). A caspa dos animais pode ser disseminada no ar e pode depositar-se em móveis, travesseiros e roupas.

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Altas concentrações de alérgenos de gatos são observadas em ambientes cujos animais foram removidos muitos meses antes e em ambientes onde este animal nunca esteve. O paciente sensível poderá apresentar sintomas mesmo sem a presença do animal. Os gatos são os que produzem sintomas mais dramáticos.