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Quem tem endometriose pode engravidar?

Tratamentos específicos podem ajudar mulher com o quadro a ser mãe

A endometriose é conhecida por ser o principal motivo de infertilidade entre as mulheres. Isso ocorre porque as tubas uterinas podem ser fechadas ou entupidas pelas lesões - impedindo o encontro entre o óvulo e o espermatozoide - ou ainda afastadas dos ovários, o que inviabiliza a captação dos óvulos. A presença eventual de endometriomas de ovários é outro fator complicador, tendo em vista que eles liberam toxinas que dificultam o processo de ovulação. A doença, no entanto, não significa o fim do sonho da maternidade.

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Nos casos de endometriose menos grave, a mulher pode tentar engravidar sem qualquer auxílio por um período de 6 meses a 1 ano. Se não conseguir, ela tem duas opções de tratamento:

1. A operação para a retirada dos focos, mais indicada para mulheres mais jovens

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2. Recorrer à técnicas de reprodução assistida, normalmente apontadas para mulheres com mais de 37 anos

Evidentemente, o médico orientará a paciente sobre a melhor escolha, de acordo com as características do quadro.

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Cirurgia para endometriose e gravidez

As chances de gravidez natural pós-cirurgia da endometriose são muito boas. De acordo com estudos internacionais, se for realizada por profissional experiente, a taxa chega a 60% ou, nos casos de endometriose intestinal extensa, que demanda a retirada de parte do órgão, a 50%.

É importante destacar que ambos os números se referem ao procedimento laparoscópico, minimamente invasivo. A cirurgia tradicional, de barriga aberta, apresenta resultados piores, provavelmente em função do maior grau de aderências gerado pela operação.

Quando recorrer à reprodução assistida?

As mulheres que não tiverem sucesso após a cirurgia, e as que preferiram não realizá-la devem optar pela fertilização in vitro (FIV), técnica na qual o óvulo fecundado em laboratório e inserido na cavidade uterina. A FIV é especialmente indicada em casos mais avançados, quando há comprometimento das tubas uterinas, mas também pode ser feita por pacientes com quadros leves que não conseguiram engravidar naturalmente.

É importante destacar que a saúde do parceiro também deve ser verificada, uma vez que a dificuldade pode estar ligada a problemas como a baixa qualidade do sêmen.

Engravidei, e agora?

Com exceção das pacientes com endometriose extensa no intestino ou nos ureteres, que por vezes precisam ser operadas, a gestação das portadoras da enfermidade não costuma apresentar riscos adicionais. Inclusive, a produção da progesterona, o hormônio da gravidez, dificulta o crescimento dos focos.

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Há estudos que indicam uma possibilidade um pouco maior de aborto, mas os resultados ainda não são contundentes. Malformações uterinas, que não tem qualquer relação com a endometriose, como o chamado útero duplo, são causas muito mais frequentes de abortamento. Quanto à saúde do bebê, sem preocupações: as chances de problemas genéticos ou malformações são as mesmas das observadas em mulheres sem endometriose.