Mais da metade de quem tem diabetes não checa sua glicemia | Minha Vida
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Mais da metade de quem tem diabetes não checa sua glicemia

Difícil acesso às fitas de medição é o principal empecilho, pesquisa do portal Minha Vida revela dados preocupantes sobre o diabetes no Brasil

Todo mundo conhece alguém que têm diabetes. Também, pudera, de acordo com a pesquisa Life Insights: Health Report conduzida pelo portal Minha Vida, cerca de 1 em cada 10 pessoas possuem a doença. Isso vem ao encontro das estatísticas nacionais: um estudo publicado recentemente pelo Ministério da Saúde aponta que 8,9% dos brasileiros afirmam conviver com a condição, cuja incidência cresceu em 61,8% nos últimos 10 anos.

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Por ser uma condição crônica, o diabetes precisa ser controlado constantemente. E sim, com esse cuidado é possível levar uma vida cheia de saúde. E isso depende, principalmente, do monitoramento diário da glicemia.

E é aí que está o problema: nossa pesquisa revela que 1 em cada 3 diabéticos acredita não ser necessário checar os níveis de açúcar no sangue. No entanto, fazer um monitoramento mais próximo de sua glicemia ajuda a saber se o tratamento está indo bem, entender melhor as oscilações ao longo do dia, ter controle dos alimentos que se ingere, prevenir possíveis complicações e até mesmo a evitar a hipoglicemia noturna.

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Dificuldades de medição

Apesar de 62,8% dos nossos leitores que possuem diabetes considerarem importante checar a glicemia, apenas 47,6% o fazem diariamente. E, dentre os que checam, 60,6% o fazem apenas uma vez ao dia.

Mas por que as pessoas não fazem esse monitoramento? Dentre as dificuldades encontradas, a maior parte dos entrevistados (37,6%) destacou o preço elevado das fitas de medição. Este obstáculo foi seguido pelo incômodo físico causado pela agulha (18,4%) e pela falta de acesso ao glicosímetro (13,4%), aparelho necessário para realizar esta medição em casa.

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O estudo aponta ainda outro dado preocupante: 1 em cada 5 portadores deste quadro não sabe o tipo de diabetes que tem. Identificar se o diabetes é tipo 1 ou tipo 2 é fundamental para a escolha do melhor tratamento, afinal enquanto o primeiro é uma condição autoimune, o segundo é muito mais impactado por mudanças de hábito, como alimentação e exercícios.

Uma questão de hábito

A grande maioria dos nossos leitores afirma utilizar medicamentos para tratar dos sintomas associados à condição (70,8%). Mas, além dos remédios, é comprovado que o controle da alimentação e a prática constante de atividades físicas são fundamentais no tratamento e, em casos iniciais, podem até reduzir a quantidade de medicação necessária.

A atividade física parece ser o hábito mais difícil de ser adotado. Apenas 35% dos nossos leitores com diabetes praticam atividade física regularmente. Ela é importante, pois durante o exercício as células musculares precisam de mais glicose, o que facilita o trabalho da insulina.

Cuidados com a alimentação

Já no quesito alimentação, nossos leitores entendem bem como evitar açúcar e doces é um passo importante (63,9% deles evitam o consumo de alimentos açucarados). No entanto, apenas um terço deles faz um controle mais próximo dos carboidratos ingeridos de modo geral, o que inclui massas, pães e tubérculos. Sabia que o pão francês é um dos alimentos com maior índice glicêmico?

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Falando em índice glicêmico, vale explicar que ele é a principal forma de medir o tempo que o carboidrato de um alimento demora para ser absorvido pelo intestino. Quanto mais rápida esta absorção, maior a capacidade desse alimento de gerar picos de insulina no organismo. No entanto, apenas 45,9% observa esse índice na hora de escolher o que comer, o que pode favorecer picos de insulina nas refeições (que, aliás, normalmente são detectados com um monitoramento constante da glicose).

Por fim, 83,7% dos entrevistados afirmam não necessitar da aplicação de insulina. Dentre aqueles que necessitam do medicamento, 66,7% o aplicam até 3 vezes ao dia. Além disso, 8,9% sabem que precisam fazer a aplicação diária, mas preferem não fazê-lo. Quanto ao método de aplicação do hormônio, a seringa é o mais frequente entre os leitores (52,4%), seguida pela caneta de aplicação (40,5%) e pelo aparelho de aplicação contínua (7,1%).

Sobre o Life Insights

O Life Insights é o departamento de pesquisas do Minha Vida, o maior portal de saúde e bem-estar brasileiro, destinado a entender a fundo os hábitos e preferências dos leitores do portal, identificando tendências de mercado. Os dados apresentados são da pesquisa Life Insights: Health Report 2017, referentes a quem declarou possuir diabetes, base de 277 respostas.

Para mais informações, entre em contato com: pesquisa@minhavida.com.br

Fontes

Life Insights - Health Report 2017.

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ROCHA, G. Diabetes aumenta no país e já atinge 9% dos brasileiros. Ministério da Saúde, 2017. Disponível em: <http://portalms.saude.gov.br/noticias/683-sas-noticias/41846-diabetes-aumenta-no-pais-e-ja-atinge-9-dos-brasileiros>. Acesso em: 15 nov. 2017.