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Fonoaudiologia só serve para crianças?

Existem diferentes tipos de especialidade para a fonoaudiologia e elas podem ser úteis em qualquer fase da vida

A Fonoaudiologia ainda é uma profissão pouco divulgada, e devido à falta de informação, ainda caímos naquela velha conversa de que o fonoaudiólogo só serve para ajudar crianças a falar "certo". Porém, a Fonoaudiologia é uma profissão que abrange diversas áreas que podem beneficiar e trazer qualidade de vida em todas as etapas da vida, desde o bebê até o idoso.

A principal área de atuação do fonoaudiólogo é a comunicação o que engloba a audição, a fala, a linguagem e a voz. No entanto, esse profissional também é responsável pelas funções relacionadas a face e a boca: sucção, mastigação, deglutição e mímica facial. Usamos essas funções em todas as fases da vida, portanto bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos podem se beneficiar de intervenção fonoaudiológica.

Por exemplo, é comum adultos recorrerem à fonoaudiologia quando apresentam dificuldades na comunicação social com outros indivíduos ou em ambiente de trabalho.

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Nesses casos, as principais queixas são de alteração para articular os sons da fala, expressividade oral (no caso de profissionais da voz como atores ou cantores) ou um problema vocal, devido ao uso inadequado da voz.

Diante desta situação, a intervenção fonoaudiológica também pode melhorar muito a qualidade de vida relacionada a doenças como apnéia do sono; câncer de cabeça e pescoço que interfere na fala e na deglutição; labirintite que causa tontura e vertigem; paralisia facial; AVCs, traumatismos e outras doenças neurológicas; intervenções faciais como cirurgia ortognática e trauma de face; cirurgias na garganta; entre outras.

O atendimento com idosos tem o intuito de fortalecer os músculos da deglutição. A fim de prevenir os engasgos frequentes casados pela fraqueza e perda da coordenação dos músculos da deglutição ou perda auditiva por causa do envelhecimento normal.

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No primeiro caso indica-se terapia para disfagia e no segundo indica-se o uso de aparelho auditivo ou AASI. É o fonoaudiólogo que faz a seleção e adaptação do mesmo e ainda pode realizar treino auditivo para ajudar o idoso a se acostumar com o novo som percebido. No caso de doenças todas as questões listadas anteriormente também podem ser indicadas.

Fonoaudiologia na infância

Entretanto, existem quadros específicos que necessitam de intervenção precoce, e nestes casos passar em atendimento com o fonoaudiólogo quando criança pode trazer resultados mais rápidos e efetivos.

O que é mais conhecido é que a criança durante o processo de desenvolvimento de linguagem pode apresentar atrasos de aquisição que podem interferir na sua compreensão e na sua expressão, mas ela também pode apresentar questões relacionadas à audição como surdez congênita ou quadros de otites de repetição, à articulação da fala, à voz ou às funções da face como dificuldades de sucção que interferem na amamentação ou de deglutição que também vão interferir na alimentação.

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Já na adolescências as queixas mais comuns estão relacionadas às dificuldades de leitura e escrita durante a fase escolar ou às alterações de posicionamento e força de língua que interferem nos tratamentos ortodônticos, mas eles também podem apresentar as mesmas alterações observadas na fase anterior e ainda terem outras questões auditivas como alteração do processamento auditivo.

Áreas de atuação da fonoaudiologia

Poucas pessoas sabem, mas dentro da fonoaudiologia existem diferentes especialidades. São 11 as especialidades reconhecidas pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia:

1. O Audiologista elabora programas de prevenção e promoção da saúde auditiva; também é responsável por realizar diagnóstico audiológico e reabilitação; selecionar e adaptar próteses auditivas.

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2. O fonoaudiólogo especialista em Linguagem é responsável por prevenir, diagnosticar e tratar transtornos na fala e na escrita.

3. O especialista em Motricidade Orofacial é responsável por prevenir, diagnosticar, habilitar e reabilitar funções relacionadas à respiração, sucção, mastigação, deglutição e articulação da fala. Realiza também o aperfeiçoamento dos padrões de fala e estética facial.

4. O especialista em Saúde Coletiva é responsável por construir estratégias de planejamento e gestão e atuar na atenção à saúde a partir do diagnóstico de grupos populacionais

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5. O especialista em Voz é responsável por prevenir, avaliar, aperfeiçoar e tratar da voz falada e cantada. Auxiliar profissionais, como cantor, locutor, jornalista, ator e professor, na postura vocal em suas atividades.

6. O especialista em Disfagia é responsável por diagnosticar, habilitar e reabilitar pacientes com transtornos da deglutição em ambiente domiciliar, hospitalar, residências ou em clínicas.

7. O fonoaudiólogo Educacional é responsável por promover, aprimorar e prevenir alterações de linguagem oral e escrita, audição, motricidade orofacial e voz, favorecendo e otimizando o processo de ensino e aprendizagem e atua em ambientes educacionais.

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8. O especialista em Gerontologia é responsável por prevenir, avaliar, diagnosticar, habilitar e reabilitar os transtornos relacionados à audição, ao equilíbrio, fala, linguagem, deglutição, motricidade orofacial e voz de idosos.

9. O especialista em Fonoaudiologia Neurofuncional é responsável por avaliar, diagnosticar e reabilitar pessoas com alterações neurofuncionais, atuando nas sequelas de danos ao sistema nervoso central ou periférico.

10. O Fonoaudiólogo do Trabalho é responsável por desenvolver programas de conservação auditiva; detectar e diagnosticar riscos fisiológicos em situações reais e possibilitar a permanência no trabalho sem restrição da atividade profissional.

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11. O especialista em Neuropsicologia é responsável por prevenir, avaliar e tratar os transtornos que afetam a comunicação humana e sua interface com a cognição.

Por isso é errôneo dizer que a Fonoaudiologia é uma área que só atende crianças. O fonoaudiólogo pode ajudar em todas as etapas da vida humana.

Coautora: Fga. Marcia dos Santos Souza - mestranda em Saúde da Comunicação Humana pela FCM da Santa Casa de São Paulo e fonoaudióloga da Clínica Saúde Porã.

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Fontes: