Linfoma de Hodgkin: diagnóstico precoce é fundamental para sucesso do tratamento | Minha Vida
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Linfoma de Hodgkin: diagnóstico precoce é fundamental para sucesso do tratamento

Com o tratamento adequado, mais de 90% das pessoas com linfoma de Hodgkin sobrevivem

Com mais de 4,3 mil casos novos por ano no Brasil, o linfoma de Hodgkin é o câncer mais comum entre pacientes de 15 a 35 anos. A boa notícia é que existe tratamento e os resultados são eficazes, sobretudo quando é feito um diagnóstico precoce.

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A enfermidade, também chamada de doença de Hodgkin, começa nos linfonodos (gânglios) do sistema linfático, um conjunto formado por órgãos e tecidos que produzem as células responsáveis pela imunidade e por vasos que conduzem estas células por todo o corpo.

O linfoma de Hodgkin, juntamente com o linfoma não-Hodgkin, são os dois tipos mais comuns de câncer que podem acometer o sistema linfático, embora seja menos comum do que seu par. Ainda assim, dados do Instituto Nacional do Câncer estimam que o número de mortes decorrentes da doença é, em média, de 483 casos ao ano, sendo 260 homens e 223 mulheres.

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Tipos de linfoma de Hodgkin

Há vários tipos de linfoma de Hodgkin, a depender das células envolvidas e do comportamento que desenvolvem. A manifestação mais comum, o linfoma de Hodgkin clássico, característico pela presença de células maiores e anormais nos nódulos linfáticos. Esta tipologia tem alguns subtipos: clássico de esclerose nodular, de celularidade misturada, com depleção linfocitária e de linfócitos rico.

O tipo mais raro é o linfoma de linfócitos predominantes de Hodgkin e seus portadores apresentam grandes células anormais, que também são chamadas de células "pipoca", devido à sua aparência.

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Importância de consultar um médico

Muitas vezes associado a uma mutação no DNA do linfócito B (célula de defesa), o linfoma de Hodgkin, pode ser diagnosticado com a ajuda de um médico cirurgião de cabeça e pescoço e deve ser tratado por um oncologista. Isso porque as células mutantes se dividem muito rapidamente e permanecem vivas, sendo que uma célula normal, naturalmente morreria.

Assim, o sistema linfático logo passa a ter um amontoado de células mutantes e anormalmente grandes, que ocupam o espaço que poderia ser de células saudáveis, o que provoca os sinais e sintomas característicos como inchaço indolor dos gânglios linfáticos do pescoço, axilas ou da virilha, fadiga persistente, febre e calafrios, suores noturnos, perda de peso repentina e inexplicável (aproximadamente 10% do peso corporal), tosse, dificuldade para respirar ou dor no peito, perda de apetite e prurido intenso.

Consultar um médico cirurgião de cabeça e pescoço é fundamental em caso de presença desses sintomas. Esse especialista tem papel fundamental no diagnóstico precoce do linfoma, quando existe aumento dos linfonodos do pescoço, fator importante por favorecer maiores probabilidades de cura.

O cirurgião de cabeça e pescoço também atuará no possível diagnóstico de recidivas pós tratamento. Uma vez diagnosticado o problema, o oncologista clínico, ou melhor, o onco hematologista é quem acompanha os pacientes e tem 90% do contato com o enfermo.

Diagnóstico

Para chegar ao diagnóstico de linfoma de Hodgkin, o cirurgião de cabeça e pescoço poderá fazer uso de uma série de exames. Esses procedimentos ajudam a determinar o tipo específico da doença e esclarecer outras informações úteis para decidir sobre a forma mais adequada de tratamento.

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No processo inicial de diagnóstico, o especialista poderá começar com um exame físico, a fim de procurar por vestígios de inchaço no pescoço, axilas, virilha, baço ou fígado. Em seguida, um exame de sangue é feito e a amostra é enviada para laboratório, onde será analisado para verificar se há possibilidade de câncer.

A biópsia é, entre todos os exames possíveis, considerada obrigatória para o diagnóstico de linfoma de Hodgkin. Durante o procedimento, remove-se uma pequena amostra de tecido para análise laboratorial. Em geral, o tecido escolhido é um gânglio linfático aumentado, mas também pode ser feita a biópsia de medula óssea, que embora não seja capaz de diagnosticar o linfoma de Hodgkin, é fundamental para determinar a extensão da disseminação da doença.

Exames de imagem também são necessários para determinar a localização das tumorações no corpo, já que os linfócitos mutantes podem espalhar-se para além do sistema linfático do paciente. Após o diagnóstico é estabelecida a fase específica de desenvolvimento da doença, o que determinará o prognóstico e as opções de tratamento.

Como é feito o tratamento?

Existem diversas opções de tratamento para linfoma de Hodgkin. O tipo de tratamento mais apropriado vai depender do tipo e estágio do câncer e será determinado pelo oncologista. Fatores como a condição de saúde do paciente de modo geral, suas preferências e necessidades apontadas pelo médico também contam na hora de decidir qual a melhor forma de tratamento. O principal objetivo é destruir o maior número possível de células cancerosas, fazendo com que a doença entre em remissão.