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Doenças reumatológicas podem piorar em pacientes com HIV

Dores musculares e nas articulações estão na lista de manifestações reumáticas que podem afetar pacientes soropositivos

Ainda que o papel do HIV no desenvolvimento de doenças inflamatórias crônicas e autoimunes não esteja completamente esclarecido, há descrições de várias doenças reumatológicas relacionadas à infecção pelo HIV. Com a progressão da doença, diversas podem surgir ou até piorar.

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Na última década, o padrão da incidência dessas doenças na infecção pelo HIV tem se modificado. Doenças que raramente eram descritas nos primeiros estudos tornam-se problemas cada vez mais frequentes.

Entre as manifestações reumáticas mais comuns em pacientes soropositivos destacam-se as artralgias (dores nas articulações), presentes em cerca de 45% deles; artrite associada ao HIV (em geral autolimitada), Síndrome de Reiter (conhecida como artrite infecciosa), que afeta de 5 a 10% dos pacientes - além da artrite psoriática.

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Tanto a Síndrome de Reiter como a artrite psoriática tendem a melhorar com o tratamento anti-retroviral. Em alguns casos, no entanto, é necessário tratamento específico com imunossupressores.

Dentre as infecções, tanto a artrite séptica como a osteomielite podem ocorrer. O tratamento destas é feito com antibióticos específicos ao agente infeccioso identificado.

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No grupo de manifestações musculares, as dores conhecidas como "mialgias" ocorren em cerca de um terço dos pacientes e, em geral, é autolimitada, respondendo a analgésicos, anti-inflamatórios e relaxantes musculares.

Já a Síndrome da Linfocitose Infiltrativa Difusa (SLID), semelhante à Síndrome Sjogren (SS), ocorre em 3 a 7% dos pacientes e é caracterizada pelo aumento das glândulas salivares, frequentemente acompanhada de xeroftalmia (olho seco) e xerostomia (boca seca) além de manifestações sistêmicas como pneumonia, alterações no fígado, rins e nervos.

Os autoanticorpos classicamente associados com a Síndrome Sjögren (SS), incluindo anticorpos anti-Ro (SSA) e anti-La (SSB) raramente ocorrem nos pacientes com Síndrome da Linfocitose Infiltrativa Difusa (SLID). O tratamento é apenas sintomático para aqueles pacientes com pequeno aumento da glândula salivar e sintomas leves. O tratamento anti-HIV em geral é efetivo para controle dos sintomas.

Referências