Vitamina D no outono e inverno: como proteger a saúde

Estilo de vida, alimentação e pouca exposição solar podem levar à deficiência do nutriente

Você já deve ter ouvido falar na vitamina D em algum momento da vida, principalmente se tiver recebido o diagnóstico de hipovitaminose ou deficiência após uma consulta de rotina. O nome parece complicado, mas trata-se de algo bem simples: carência do nutriente no organismo, que pode ser encontrado em alguns alimentos, em baixa quantidade, e também por meio da exposição solar.

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A vitamina D de síntese cutânea, também chamada de colecalciferol ou vitamina D3, depende principalmente do sol - e dos raios ultravioleta B, mais especificamente. Em contato com a pele, os raios UVB reagem com o colesterol e, a partir daí, começam múltiplas reações químicas, que sintetizam a vitamina D. A exposição solar é responsável por praticamente toda a vitamina D do nosso organismo.

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O grande problema, no entanto, é que o tempo de exposição necessário para a obtenção da vitamina D tem diminuído cada vez mais, devido a mudanças no estilo de vida da população e à utilização de protetores solares, que bloqueiam a ação dos raios UVB. Os efeitos negativos podem ser sentidos na saúde de muitas formas, na infância e também na vida adulta.

Como a vitamina D afeta a saúde

De acordo com o artigo "Relação entre vitamina D e doenças alérgicas", publicado na Revista Brasileira de Alergia e Imunopatologia, existem evidências de que uma maior concentração de vitamina D pode diminuir a hiperresponsividade das vias aéreas, melhorar a função pulmonar e, por fim, reduzir crises de asma. Níveis baixos de vitamina D, por sua vez, estariam relacionados à proliferação do músculo liso bronquial e liberação de substâncias inflamatórias.

Já uma metanálise publicada em abril de 2019, no periódico Respiratory Medicine, analisou 14 ensaios clínicos randomizados, com 1421 participantes, e registrou benefícios semelhantes com a suplementação de vitamina D. Os resultados mostraram que pacientes com insuficiência da vitamina tiveram uma redução da taxa de exacerbação da asma e melhora da função pulmonar entre aqueles com limitação respiratória.

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Apesar de algumas respostas promissoras, o médico fisiologista Ayrton de Magistris afirma que mais estudos devem ser feitos para comprovar os benefícios da vitamina D para o tratamento de algumas doenças respiratórias, bem como a posologia exata da suplementação.

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Vale ressaltar que, em níveis adequados, a vitamina D pode oferecer muitos benefícios à saúde, não só em relação a problemas respiratórios. Alguns deles são: aumento da absorção de cálcio e fósforo no intestino; fortalecimento de ossos e dentes; melhora da atividade muscular; fortalecimento do sistema imunológico; melhora da saúde cardiovascular; entre outros.

Vitamina D no outono e inverno: como obter

Em estações como outono e inverno, é fundamental redobrar a atenção com a vitamina D, para prevenir a sua deficiência. De acordo com Ayrton de Magistris, a incidência dos raios solares nestas estações é menor sobre o hemisfério sul, o que prejudica a síntese orgânica do nutriente. E ao contrário do que se pensa, não adianta apenas ingerir grandes quantidades de alimentos ricos em vitamina D para compensar a falta.

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"O ergocalciferol é a forma de vitamina D proveniente de fontes alimentares. Porém, os elementos que o contêm não fazem parte do cotidiano dos brasileiros, além não apresentar uma concentração significativa para suprir a demanda nutricional", explica endocrinologista Ana Júlia Garcia Pereira, da Endoclínica São Paulo.

Alguns exemplos de alimentos tidos como fontes de vitamina D são: sardinha, atum, fígado de boi e cogumelos. O problema é que, para conseguir a quantia necessária de vitamina D para a saúde, seria necessário consumir um alto volume destes alimentos. Uma cápsula de suplemento de vitamina D com 2.000 UI equivale a 1kg de sardinha e 7,5kg de cogumelos, por exemplo.

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O ideal, portanto, é contar com uma suplementação personalizada de vitamina D. O endocrinologista ou outro especialista avaliará os níveis do nutriente no sangue do paciente e, a partir daí, definirá a dose de vitamina D diária necessária para suprir a deficiência, de acordo com outros dados, como peso, idade, risco do paciente para doenças osteometabólicas e por aí vai.

Conforme explica a endocrinologista Ana Júlia Garcia Pereira, uma suplementação bem feita, por si só, é capaz de fornecer os níveis adequados de vitamina D para o organismo. Em paralelo, também é possível investir em uma dieta com alimentos ricos no nutriente e adotar o hábito de expor ao sol algumas partes do corpo, como pernas e braços, por pelo menos 15 minutos, todos os dias e sem protetor solar. Para quem não pode se expor de forma alguma, o suplemento já é suficiente.