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Como se formam as pedras nos rins?

Conheça os fatores de risco do desenvolvimento das pedras no rim, como prevenir e tratar a condição!

As pedras nos rins ou cálculos renais são uma causa frequente de procura ao atendimento de urgência e emergência no mundo inteiro. A condição é a causa de aproximadamente 60% de todos os atendimentos de urgência relacionados à urologia.

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A cólica renal é a manifestação clínica mais conhecida das pedras no rim, com quadro de dor lombar súbita, de forte intensidade e podendo estar acompanhada de náuseas e vômitos. (1)

Tipos de cálculos renais

A composição dos cálculos renais é variada, sendo que 70% deles são formados de oxalato de cálcio. Os outros 30% se distribuem entre cálculos de ácido úrico, cistina (um aminoácido que pode ser eliminado de forma anormal na urina de crianças com a deficiência de uma enzima específica), cálculos relacionados a infecção urinária (estruvita) e outros de composição mais rara. (2)

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Análise da composição química dos cálculos foi um procedimento muito utilizado na década de 90 mas caiu em desuso, uma vez que houve um avanço nos exames laboratoriais e o melhor entendimento dos fatores causadores por parte da comunidade médica.

Fatores de risco

Principais fatores de risco para o surgimento do cálculo renal são: (3)

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Como diagnosticar?

O diagnóstico do cálculo renal pode ser feito através da radiografia simples de abdome, ultrassonografia de rins e vias urinárias ou através de exames mais modernos como a tomografia computadorizada.

Além disso, avaliação metabólica no sangue e na urina de 24 horas são métodos diagnósticos auxiliares para identificar fatores de risco específicos que possam ser corrigidos com medicações.

Tratamentos

Cálculos menores de 7 mm costumam ser tratados de forma conservadora, através da mudança de hábitos alimentares, aumento da ingestão de água e a utilização de medicações específicas, nos casos em que alterações metabólicas são identificadas.

Para cálculos maiores de 7 mm o tratamento ativo costuma ser indicado. A litotripsia externa é uma alternativa não invasiva que utiliza ondas de ultrassom de alta intensidade para a fragmentação dos cálculos no interior do rim.

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A litotripsia externa é pouco efetiva para cálculos com densidade elevada e aqueles que provocam a obstrução da via urinária. Nos casos de cálculos de alta densidade, obstrutivos ou de grande volume, o tratamento cirúrgico costuma ser a melhor opção. (7)

A cirurgia pode ser feita através de uma endoscopia, com o equipamento de fibra ótica flexível acoplado a uma fibra de laser para fragmentação e aspiração dos cálculos no interior dos rins.

Cálculos volumosos em geral não são tratados por essa via. Nessa situação os urologistas tendem a utilizar a cirurgia percutânea, que é realizada através de uma pequena incisão de 3 cm nas costas para criar um trajeto da pele até o rim.

Através desse trajeto um equipamento de fragmentação dos cálculos é utilizado para o tratamento.

Consequências

Cálculos renais podem crescer e dificultar a drenagem da urina para o ureter, causar infecção urinária de repetição e em casos mais severos obstrução completa da filtração renal, uma condição conhecida como cálculo coraliforme obstrutivo.

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O cálculo coraliforme recebe esse nome por se assemelhar a um contorno de um coral. essa condição geralmente está associada a infecção urinária de repetição por duas bactérias específicas, proteus mirabilis e pseudomonas aeruginosa. (4,5)

Como prevenir as pedras no rim?

A principal forma de prevenção do cálculo renal é com o aumento da ingesta de água. entretanto Em algumas situações é possível identificar através de uma análise bioquímica na urina de 24 horas, anormalidades na eliminação de cálcio, citrato, oxalato, ácido úrico e cistina. Caso uma anormalidade seja detectada, o urologista fará o tratamento medicamentoso apropriado. (6)

Como regra geral, o controle da quantidade de sal ingerido é uma medida universal, que vale como prevenção em conjunto com a ingestão adequada de água em todos os casos de pessoas que buscam prevenir o surgimento de novos cálculos renais.

Referências

1. Saussine C, Andonian S, Pacík D, Popiolek M, Celia A, Buchholz N, et al. Worldwide Use of Antiretropulsive Techniques: Observations from the Clinical Research Office of the Endourological Society Ureteroscopy Global Study. J Endourol. 2018;32(4):297-303.

2. Khan A. Prevalence, pathophysiological mechanisms and factors affecting urolithiasis. Int Urol Nephrol. maio de 2018;50(5):799-806.

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3. Ferraro PM, Taylor EN, Gambaro G, Curhan GC. Dietary and Lifestyle Risk Factors Associated with Incident Kidney Stones in Men and Women. J Urol. 2017;198(4):858-63.

4. Parkhomenko E, De Fazio A, Tran T, Thai J, Blum K, Gupta M. A Multi-Institutional Study of Struvite Stones: Patterns of Infection and Colonization. J Endourol. 2017;31(5):533-7.

5. Reyner K, Heffner AC, Karvetski CH. Urinary obstruction is an important complicating factor in patients with septic shock due to urinary infection. Am J Emerg Med. abril de 2016;34(4):694-6.

6. Fontenelle LF, Sarti TD. Kidney Stones: Treatment and Prevention. Am Fam Physician. 15 de abril de 2019;99(8):490-6.

7. D'Alessandro C, Ferraro PM, Cianchi C, Barsotti M, Gambaro G, Cupisti A. Which Diet for Calcium Stone Patients: A Real-World Approach to Preventive Care. Nutrients. 27 de maio de 2019;11(5).

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