PUBLICIDADE

Enxaqueca crônica: o que é e como combater?

Durante o Minha Vida Ao Vivo, o neurologista Leandro Calia esclareceu dúvidas sobre a enxaqueca crônica e como é feito o tratamento

Não é nada legal sofrer com dores de cabeça, não é? Mas não é preciso se acostumar com ela, já que há tratamentos para aliviar esse incômodo que, muitas vezes, chega a ser incapacitante. Há mais de 100 tipos de cefaleia, e entre eles está a enxaqueca, doença que atinge 15% da população brasileira e que normalmente é caracterizada por uma dor pulsante em um dos lados da cabeça. No entanto, quando ela se torna crônica, há um maior comprometimento da rotina por causa da dor.

Para esclarecer as dúvidas sobre enxaqueca crônica, o neurologista Leandro Calia conversou com o Minha Vida e deu dicas sobre como lidar com essa condição. Confira as principais perguntas ou assista ao vídeo na íntegra clicando aqui.

Minha Vida: Sentir dor de cabeça com frequência é normal?

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Leandro Calia: Não, não existe dor de cabeça normal. Se está sentindo dor, não é normal. As pessoas que têm dor de cabeça frequente acham que isso é normal e até têm impressão que todo mundo também têm dor de cabeça, mas isso não é verdade. Não é normal e nós temos tratamento para quase todas as formas de dor de cabeça possíveis, que são centenas.

Minha Vida: O que é a enxaqueca crônica?

Leandro Calia: É importante saber que enxaqueca, enxaqueca crônica, cefaleia e dor de cabeça não são sinônimos! Nós médicos chamamos a dor de cabeça de cefaleia. Quando um paciente fala que está com dor de cabeça, pensamos em cefaleia.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Há centenas de tipos de cefaleia, e um dos tipos é a enxaqueca, e a enxaqueca crônica é uma forma de enxaqueca bastante grave em função do comprometimento da qualidade de vida que as pessoas têm. A enxaqueca crônica é um tipo de enxaqueca, e a enxaqueca é um tipo de cefaleia.

A enxaqueca crônica acontece quando a pessoa tem enxaqueca, mas essa dor é tão frequente que acontece em mais que 15 dias em um mês. Ou seja, são mais comuns os dias em que ela sente dor de cabeça do que os dias que ela não sente - isso considerando um período de 3 meses. Quando há essa característica, a gente chama de enxaqueca crônica.

A enxaqueca tem algumas características muito típicas: é uma dor geralmente de um lado da cabeça, de intensidade moderada a intensa, acompanhada de náuseas, vômitos, fotofobia, fonofobia, além de limitar as pessoas nas atividades diárias. É uma dor de cabeça especial, pois não é aquela dor, muitas vezes até mais frequente que a enxaqueca, que chamamos de cefaleia do tipo tensional, pois esta é uma dor de cabeça que não é tão intensa, não limita a pessoa, não faz a pessoa evitar as atividades rotineiras, do dia a dia - que é o que a enxaqueca faz.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Minha Vida: Como é a característica da dor na enxaqueca?

Leandro Calia: Mais tipicamente, ela pode ser de um lado da cabeça, mas pode acometer os dois. É mais comum que ela seja latejante, pulsátil - como se o coração estivesse batendo dentro da cabeça. A enxaqueca tem várias características, pois pode ser bilateral e também pode se manifestar com uma dor de aperto, mas costumeiramente é de um lado só. Claro, pode também variar o lado, além de ter esse caráter latejante quando mais intensa. Quando a crise é menos intensa ela fica um pouquinho mais contínua.

Minha Vida: Quais são os outros sintomas?

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Leandro Calia: A enxaqueca não é só uma dor de cabeça, mas sim uma doença. Nesta doença, a cefaleia é um sintoma que mais incomoda a pessoa, já que é o mais limitante e conhecido. Mas a cefaleia não é o único sintoma da enxaqueca. A fotofobia e a fonofobia, por exemplo, são outros sintomas.

Há pessoas que têm enxaqueca vestibular: em vez de sentir dor de cabeça, a crise é de tontura, igual labirintite: 30% das pessoas que acham que têm labirintite, têm enxaqueca.

Minha Vida: Qual é a diferença da labirintite para a enxaqueca crônica?

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

Leandro Calia: Muitas pessoas que têm enxaqueca crônica têm crises de dor de cabeça e crises de tontura, pois nem sempre a enxaqueca provoca dor na cabeça. Há muitas crianças com enxaqueca. Nelas, a enxaqueca pode causar dor de barriga, e não de cabeça. É muito comum a criança pequena ter dor de barriga e a mãe levar ao médico achando que aquilo é verme, ou que está com infecção de urina, sendo que é uma crise de enxaqueca. Tanto é que muitas dessas mães também têm enxaqueca, pois ela é hereditária - passa de mãe ou pai para filho.

Infelizmente, a enxaqueca é mais comum nas mulheres - elas têm de três a quatro vezes mais enxaqueca que os homens, mas é muito frequente também nos homens.

Enxaqueca crônica tem tratamento

Lembre-se que é importante buscar ajuda médica em caso de enxaqueca crônica, afinal, há diversos tratamentos disponíveis, sendo que um neurologista poderá indicar o melhor para cada caso. Atualmente, há tratamentos para o momento de dor e também preventivos, que impedem que a dor seja frequente.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

No caso dos tratamentos para o momento de dor, há analgésicos, anti-inflamatórios, ergotaminas e triptanos. Como tratamento preventivo, podem ser usados antidepressivos específicos, neuromoduladores, betabloqueadores, anticorpos monoclonais e a Toxina Botulínica A, que é justamente indicada nos casos crônicos e que atua como dessensibilizadora da dor, minimizando a frequência e a intensidade das crises.

No entanto, é importante ressaltar que apenas um médico poderá indicar o melhor tratamento para cada tipo de dor, sendo imprescindível consultar um especialista e não se automedicar.