Quando uma pessoa é considerada curada da COVID-19?

Doença causada pelo novo coronavírus leva 14 dias para desaparecer, mas pode deixar sequelas

Estima-se que mais de 1,5 milhão de pessoas no mundo já conseguiram se recuperar da COVID-19 desde que a doença foi declarada como pandemia. Em contrapartida, o mundo bateu a marca de 400 mil mortos e 9 milhões de infectados em apenas seis meses.

A infecção causada pelo novo coronavírus, que tem como sintomas principais tosse, falta de ar e febre, leva aproximadamente 14 dias para desaparecer do organismo. De acordo com a médica infectologista Raquel Muarrek, a duração da doença é parecida para todos os casos, sejam graves ou leves, com pequenas diferenças.

Recuperação dos pacientes de COVID-19

Segundo Muarrek, os critérios para considerar uma pessoa curada da COVID-19 é que tenha passado os 14 dias e ela não apresente mais nenhum sintoma de tosse ou quadro respiratório. "Ou, idealmente, é preciso ter o PCR negativo e a presença do IgG na sorologia, que é o que se preconiza", diz a médica.

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Para entender melhor, o PCR se trata de um exame para verificar a presença do vírus no organismo do paciente. Já o IgG identifica a existência de anticorpos específicos para combater o coronavírus, que é acusado nos exames de sangue.

A infectologista Raquel Muarrek esclarece que, nos casos moderados e graves, os pacientes tendem a apresentar positivo no exame PCR para a presença do vírus por cerca de três semanas, mas não se sabe se a doença continua contagiosa após esse período.

Para avaliar a recuperação dos casos moderados e graves, os médicos analisam também a evolução do quadro pulmonar do paciente, através de exames de imagem, e a intensidade dos sintomas. Portanto, a definição de alta depende de vários fatores.

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Complicações

Raquel Muarrek afirma que é esperado que os pacientes com quadros mais agressivos demorem um pouco mais para se recuperar. Mesmo após a alta, eles costumam sentir mais cansaço para realizar coisas rotineiras. "É como se o organismo precisasse restabelecer suas forças e demora um pouco mesmo", afirma Muarrek.

Após a recuperação inicial, o paciente também precisa fazer acompanhamento médico constante para realizar exames laboratoriais e análise dos níveis do anticorpo IgG. Algumas pessoas que desenvolvem casos graves ainda podem desenvolver sequelas internas, como:

Fibrose pulmonar

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A fibrose pulmonar é uma doença que enrijece e reduz o tamanho dos pulmões, causando falta de ar, tosse e fadiga. A análise ainda é preliminar, mas já existem registros de casos de pacientes que têm maior dificuldade respiratória após se curarem da COVID-19.

Miocardite

Já a miocardite se trata de uma inflamação no miocárdio, um dos músculos do coração, responsável pelo bombeamento do sangue pelo corpo. Estima-se que a COVID-19 está associada à alta carga inflamatória no corpo, que pode induzir a vários problemas cardíacos, como miocardite e arritmias.

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Embolia pulmonar

Para além destas complicações, o paciente também pode desenvolver embolia pulmonar ou de vasos periféricos. Esta condição se trata de bloqueios em artérias do pulmão, provocados por coágulos. No caso da COVID-19, esses coágulos sanguíneos são formados no organismo e podem causar trombose e embolia.

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