Qual é a relação entre saúde emocional e prisão de ventre?

Portador de milhões de neurônios, o intestino é considerado o "segundo cérebro" do nosso corpo¹

Por abrigar mais de 100 milhões de neurônios, o intestino é considerado um "segundo cérebro" do corpo humano1. Isso significa que, por causa deste órgão, há uma relação direta entre a saúde emocional2 e o funcionamento do intestino, como a percepção de que estamos com fome ou de que comemos demais, a absorção de nutrientes1 e, comumente, a prisão de ventre3.

A constipação intestinal, por exemplo, pode gerar consequências ruins para a saúde mental. Sabe-se atualmente que pessoas com prisão de ventre sofrem mais com transtornos de ansiedade e depressão. Quando a constipação está presente na vida de uma pessoa por quaisquer motivos, portanto, o risco de desenvolver algum problema psicológico é maior3.

Os sintomas que acompanham a condição intestinal oscilam entre não conseguir defecar quando se tem vontade, eliminar fezes muito duras, sensação de evacuação incompleta e ritmo menor do que três vezes por semana4.

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Abordagem física e emocional para o bom funcionamento do intestino

Diante de um quadro de prisão de ventre, é preciso procurar ajuda médica e tratar tanto a parte emocional quanto a física. Além disso, algumas medidas simples podem ajudar o intestino a funcionar melhor. Veja abaixo algumas dicas.

Aumentar o consumo de fibras: o consumo de alimentos com fibras solúveis e insolúveis, tais como cereais, legumes, frutas e alimentos integrais é eficaz para melhorar do funcionamento de um intestino constipado. Além disso, é importante comer devagar, mastigando adequadamente os alimentos5.

Consumir alimentos probióticos: os probióticos são microrganismos benéficos para o intestino porque colaboram para a manutenção da microbiota intestinal. Eles têm papel importante em manter o equilíbrio e a saúde intestinal. Por isso, colocar iogurtes ou leites fermentados na dieta diariamente é uma forma de evitar e tratar a prisão de ventre5.

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Adotar atividades físicas: uma caminhada ou um passeio de bicicleta regularmente podem ser alternativas para ajudar o intestino a funcionar melhor. O efeito benéfico da atividade física em pacientes com constipação se dá por causa do fortalecimento da musculatura abdominal que, por sua vez, estimula o peristaltismo do intestino, ou seja, permite os movimentos que levam à evacuação5.

Beber água: a desidratação pode ser uma das causas da prisão de ventre, por isso é importante ter em mente o dever de beber de 1,5 a 2 litros de água por dia. Para ajudar, mantenha sempre uma garrafa de água ao alcance das mãos. A hidratação correta favorece o trânsito intestinal, ajudando a melhorar a constipação5.

Respeitar os sinais e o tempo do corpo: quem tem constipação crônica não pode ignorar o sinal de que está na hora de ir ao banheiro: quando der vontade, a pessoa deve simplesmente ir. Segurar a vontade pode piorar a prisão de ventre5.

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Lançar mão de laxantes: quando a prisão de ventre passa a incomodar mais, lançar mão de laxantes é uma ajuda muito bem- vinda. Os laxantes estimulantes, como Dulcolax®, podem ser indicados por atuarem diretamente no intestino, estimulando o movimento do órgão e promovendo acúmulo de água dentro do intestino, o que hidrata as fezes e facilita sua eliminação. Sua ação se inicia entre 6 e 12 horas depois da ingestão das drágeas6.

É importante lembrar que Dulcolax® estimula o processo natural de evacuação, e não atrapalha a absorção de nutrientes essenciais, tampouco altera o processo de digestão6.

Saber a hora de procurar ajuda médica: Se as mudanças não surtirem os efeitos desejados, é imprescindível procurar ajuda médica para entender alternativas adequadas para o caso. Além disso, o especialista poderá fazer o encaminhamento para um psicólogo ou psiquiatra, no intuito de ajudar o paciente a lidar com as questões emocionais que possam estar prejudicando o funcionamento do intestino7.

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MAT-BR-2000766

1. Your gut is directly connected to your brain, by a newly discovered neuron circuit. Science Mag. American Association for the Advancement of Science (AAAS). Disponível em: https://sci-hub.tw/https://www.sciencemag.org/news/2018/09/your-gut-directly-connected-your-brain-newly-discovered-neuron-circuit. Acesso em: 11 de agosto de 2020.

2. Natalie Terry, Kara Gross Margolis. Serotonergic Mechanisms Regulating the GI Tract: Experimental Evidence and Therapeutic Relevance. Handb Exp Pharmacol. 2017; 239: 319?342. doi: 10.1007/164_2016_103.

3. Hosseinzadeh, Sahar Tahbaz et. al. Psychological disorders in patients with chronic constipation. Gastroenterol and Hepatol from Bed Bench. 2011 Summer; 4(3): 159?163. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4017427/. Acesso em: 11 de agosto de 2020.

4. Garcia, Bertolini, Souza, Santos e Pereira. Constipação intestinal: aspectos epidemiológicos e clínicos. Revista Saúde e Pesquisa. Disponível em: https://periodicos.unicesumar.edu.br/index.php/saudpesq/article/view/4761/2760. Acesso em: 11 de agosto de 2020.

5. Federação Brasileira de Gastroenterologia. O Importante Papel das Dietas Para a Saúde Digestiva. Disponível em: http://www.hospitalsantalucinda.com.br/downloads/saude-digestiva.pdf. Acesso em: 11 de agosto de 2020.

6. Bula Dulcolax®. Disponível em: https://www.dulco.com.br/dulcolax-comprimidos

7. Brown, S.R. et. al. Effect of coffee on distal colon function. 1990 Apr; 31(4): 450?453. doi: 10.1136/gut.31.4.450.

8. Graziela Sousa Nogueira, Carla Rodrigues Zanin, João Gomes Netinho. Intervenção cognitivo-comportamental em paciente com constipação intestinal: relato de caso*. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas. jun. 2010. vol.6 nº1 - Rio de Janeiro Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1808-56872010000100008. Acesso em: 11 de agosto de 2020.