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O que é paranoia e o que leva uma pessoa a ser paranoica?

Quadro psiquiátrico, a paranoia pede tratamento adequado e vai além de uma simples desconfiança

"Ih, aquela pessoa é paranoica". "Isso é uma paranoia sua". Essas e outras frases são usadas frequentemente em rodas de conversa. Quem nunca as ouviu?

Mas o que será que é, de fato, a paranoia? Trata-se de um adjetivo para descrever pessoas desconfiadas ou é um quadro psiquiátrico que merece atenção?

Entenda, a seguir, o que é a paranoia, como ela se desenvolve, suas características e como controlá-la.

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Paranoia: o que é ser uma pessoa paranoica?

Segundo o psiquiatra e psicogeriatra André Gordilho, da clínica Holiste Psiquiatria, no significado popular, a palavra "paranoica" é usada para designar pessoas que são desconfiadas sem uma razão aparente.

Porém, o uso do termo é diferente da paranoia patológica. "Na paranoia delirante, a pessoa tem plena convicção de sua crença. Em termos psicopatológicos, a paranoia está intimamente associada ao conceito de delírio", diz Gordilho.

Na literatura médica, segundo o médico, "delírio" é definido como algo psicologicamente incompreensível e impenetrável. "Não é modificado por argumentação lógica ou evidência contrária. Seu conteúdo é improvável ou impossível e não é partilhado por pessoas do mesmo grupo sociocultural da pessoa", explica Gordilho.

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De acordo com o psiquiatra, vários tipos de comportamentos e conteúdos paranóicos patológicos podem ser englobados nessa categoria. "As ideias delirantes, geralmente, são de cunho persecutório (perseguição), mas podem ser, também, de autorreferência, grandeza, ciúmes, erotismo, hipocondria, religião e de identidade.

O que causa paranoia?

Não existe uma causa clara para a paranoia. "Existem fatores genéticos, bioquímicos e neuropatológicos, além de teorias psicossociais e psicanalíticas. Uma das hipóteses mais difundidas é a dopaminérgica, em que áreas específicas do cérebro apresentam um excesso da atividade desse neurotransmissor", afirma Gordilho sobre gatilhos que levam à paranoia.

A esquizofrenia, o chamado A esquizofrenia, o chamado Transtorno de personalidade paranoide (TPP), além do transtorno bipolar, ansiedade, depressão, transtornos delirantes, quadros degenerativos e até quadros causados condições clínicas não psiquiátricas, como neoplasia e infecções podem levar à paranoia.

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É sabido, também, que o consumo de algumas substâncias desencadeia o quadro. "É muito bem estabelecido que drogas que aumentam a atividade dopaminérgica podem desencadear quadros psicóticos. Observa-se esses efeitos com a cocaína e com a anfetamina", indica Gordilho.

Efeitos da paranoia na vida

Os efeitos da paranoia na vida dependem da sua intensidade. Geralmente, a pessoa que lida com o quadro convive com insegurança, é sempre desconfiada, ansiosa e preocupada com o suposto mal que as outras pessoas planejam causar-lhe.

"No ciúmes patológico, por exemplo, o indivíduo não confia no parceiro, vive preocupado com as supostas traições e a vida do casal acaba tornando-se um verdadeiro inferno, pois não existe confiança Esta desconfiança excessiva e infundada traz muitos prejuízos ao dia dia, já que a pessoa não tem paz e não consegue relaxar", diz a psiquiatra e psicóloga Aline Machado Oliveira.

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É possível, ainda, que a paranoia proporcione um intenso sofrimento psíquico associado a distúrbios de comportamento que podem, em alguns casos, levar à hostilidade e ao comportamento litigioso ou violento.

"Dependendo da patologia, a pessoa pode comprometer totalmente sua capacidade produtiva e de autogestão, destruir laços sociais, afetivos e familiares, além de apresentar descuido pessoal, isolamento social que pode levar, além de perdas materiais e afetivas, ao comprometimento de sua saúde física", aponta Gordilho.

Como controlar a paranoia?

O primeiro passo para conseguir controlar a paranoia é identificar o que está acontecendo com o paciente. "É necessário entender o contexto de vida do paciente e, sempre que possível, realizar o tratamento de forma multidisciplinar, dando suporte aos familiares e pessoas que lidam direto com o paciente através da psicoeducação", avalia Godilho.

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Segundo Aline, casos mais leves de paranoia podem ser controlados com a psicoterapia. "O indivíduo aprende a confiar no outro e trabalha dentro de si as causas da sua insegurança e desconfiança excessivas", aponta Aline sobre o uso da psicoterapia para os casos de paranoia.

Ambos os médicos, porém, afirmam que há casos em que o paciente pode recorrer ao uso de medicamentos, como antidepressivos e os antipsicóticos, para ajudar a controlar o caso.

"Em alguns casos pode ser necessário o internamento, pois o paciente, por acreditar cegamente no delírio, não aceita voluntariamente se tratar", afirma Godilho.

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