Reforço da vacina da COVID-19: quando começa e o que sabemos sobre?

Terceira dose no Brasil começa em idosos a partir de 80 anos e imunossuprimidos em 15 de setembro. Veja as atuais orientações da vacina de COVID

Atualizado em 26/08/2021

Com a vacina da COVID-19 sendo aplicada no Brasil e no mundo, uma pergunta que acende um alerta é a necessidade ou não de doses de reforço dos imunizantes. Estudos a respeito estão em desenvolvimento, mas já há países aplicando uma terceira dose de imunizantes contra a COVID-19.

O Brasil está nessa lista de lugares que vão aplicar a terceira dose da vacina da COVID-19. Em entrevista à CNN, o Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, informou que o reforço começa no dia 15 de setembro em idosos e imunossuprimidos.

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Entenda melhor o que se sabe a respeito do reforço da vacina da COVID-19 e como vai ser a terceira dose no Brasil.

Terceira dose da vacina da COVID-19 no Brasil

De acordo com Queiroga, a vacinação de reforço deve começar em idosos com mais de 80 anos e pessoas imunossuprimidas (com o sistema imunológico bastante debilitado pela quimioterapia, por exemplo) que receberam a imunização há, pelo menos, seis meses. O grupo vai receber doses da vacina Pfizer. Posteriormente, serão vacinadas pessoas com mais de 70 anos.

Recentemente, o Ministro da Saúde havia citado a vacinação de reforço para profissionais da saúde também, mas não foi confirmado se esse grupo deve ou não receber a terceira dose ou a data de início do reforço para eles.

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A decisão de vacinar a população com a terceira dose a partir de 15 de setembro, segundo o ministro, deve-se ao cronograma de vacinação. Até a data, todos os brasileiros com mais de 18 anos terão recebido, pelo menos, a primeira dose da vacina. Vale, porém, consultar como será a vacinação de reforço no seu estado e município. Isso porque cada localidade está seguindo o seu próprio calendário.

O geriatra Rubens de Fraga Júnior, da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (FEMPAR), acha interessante que a vacinação comece pelos idosos, por ser o grupo que começou a receber as primeiras doses no começo do ano. "Porém, devemos aguardar a conclusão dos estudos clínicos em andamento", diz médico. Ele também reforça a necessidade do posicionamento oficial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Atualmente, a Anvisa recebeu dois pedidos de autorização para pesquisa clínica a fim de investigar os efeitos de uma dose adicional de imunizantes contra a Covid-19 - um da Pfizer/BioNTech e outro da AstraZeneca. A agência também já solicitou dados para analisar a necessidade ou não de doses de reforço para a vacina da Janssen.

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Em nota, a Anvisa esclarece a necessidade, em caráter experimental, da terceira dose da vacina da COVID-19 para pessoas que receberam duas doses da CoronaVac, priorizando pacientes imunocomprometidos ou idosos.

A agência ainda faz um importante alerta: "Antes de avançar nos debates sobre doses adicionais, porém, é preciso alertar para a necessidade de ampliação e integralidade da cobertura vacinal a todos os cidadãos aptos. É prioritário que essa cobertura seja integral, com a aplicação de duas doses ou dose única, conforme a vacina".

Jan Carlo Delorenzi, diretor do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), segue o mesmo raciocínio da nota da Anvisa. Segundo o especialista, é preciso, primeiro, imunizar completamente a população com o ciclo vacinal para, então, discutir a necessidade de uma terceira dose.

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Até a data da publicação desta matéria, o Brasil tinha 59,81% da população com a primeira dose recebida e 27,24% está completamente imunizada (duas doses ou dose única, dependo do imunizante disponível), segundo dados do consórcio de veículos de imprensa.

"Não há consenso entre as diferentes esferas de governo e também entre alguns cientistas [sobre a terceira dose ser dada agora]. O fato é que teremos sim que ter doses de reforço. A questão no momento é o quando", reflete Delorenzi.

Reforço da vacina de COVID-19: o que se sabe

A terceira dose já é uma realidade em alguns países do mundo, como Chile, Israel, República Dominicana, Rússia e Estados Unidos.

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De acordo com especialistas, ao que tudo indica, novas doses do imunizante contra a COVID-19 serão necessárias para o ciclo vacinal. Mas é necessário que mais estudos sejam feitos a respeito.

"Não temos dados de longo prazo para afirmar por quanto tempo dura a imunidade depois de duas doses, nem tampouco sobre a terceira dose. Sendo assim, é fundamental que sejam realizados novos ensaios clínicos, que nos permitam responder a perguntas como essa. Possivelmente, a terceira dose seria suficiente para reativar as células de memória e aumentar a eficácia e duração da vacina", afirma a imunologista Camila Sacchelli, professora adjunta da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM).

Como funcionam as vacinas de COVID-19

Desde a identificação do SARS-CoV-2 e o avanço da pandemia de coronavírus pelo mundo, um dos principais objetivos da comunidade científica foi encontrar vacinas capazes de prevenir casos graves da COVID-19 e conferir imunidade ao organismo contra o coronavírus.

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No final do ano passado, foram aprovados os primeiros imunizantes. Eles funcionam a partir dos seguintes tipos de tecnologia, segundo a Sociedade Brasileira de Imunologia:

Entre as vacinas utilizadas mundialmente, a maioria pede duas aplicações dos imunizantes. Das variações usadas no Brasil, três precisam de duas doses para a imunização completa e uma de dose única.

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Embora utilizem dosagens diferentes e até tecnologias que não são iguais, o objetivo das vacinas é o mesmo: estimular nosso sistema imunológico para combater possíveis infecções causadas pelo coronavírus.

É preciso reforçar, entretanto, que nesse momento da pandemia, mesmo com a disponibilidade das vacinas, ainda é necessário somar estratégias de prevenção à infecção além da própria imunização - como o uso de máscaras, o distanciamento físico e principalmente evitar as aglomerações em locais fechados.

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"Assim, podemos manter a população protegida enquanto asseguramos a vacinação completa da população mundial. Por se tratar de uma pandemia, temos que tomar consciência de que não basta um controle regional. É necessário diminuir a incidência da COVID-19 em todo o mundo, de maneira sincronizada. Ao reduzirmos os índices de transmissão, retardamos também o surgimento de novas variantes", pontua Camila.