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Testes genéticos detectam predisposição ao câncer de mama

Entenda como funciona o exame que ajuda a identificar uma tendência à doença antes de surgirem nódulos

O câncer de mama é o tipo de câncer que mais leva mulheres à morte, seguido pelo câncer de colo de útero, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). As estimativas apontam que os tumores de mama resultaram no óbito de aproximadamente 18 mil mulheres brasileiras em 2019, enquanto que, em 2020, 66 mil pacientes foram diagnosticadas com a doença no Brasil.

Com a pandemia do novo coronavírus, este cenário se tornou ainda mais preocupante. O Ministério da Saúde estima um total de quatro mil casos não diagnosticados apenas neste período - já que foram realizadas um milhão de mamografias a menos. O exame, fundamental para o diagnóstico do câncer de mama, deve ser realizado anualmente por mulheres acima de 40 anos.

A boa notícia é que, para ajudar na descoberta precoce da doença, é possível realizar também alguns testes genéticos, que analisam o DNA e funcionam como uma medida preventiva para identificar a predisposição ao câncer de mama. Embora não substituam a mamografia, esses exames podem contribuir (e muito) na redução de mortes femininas.

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"Cerca de 10% dos casos de câncer de mama são hereditários. As pessoas com predisposição à doença nascem com alterações no material genético, que aumentam o seu risco de desenvolver a patologia ao longo da vida", explica Marina Cormedi, médica especialista em Genética.

Estratégias individuais e profiláticas

De acordo com Marina, após realizar o teste, caso seja encontrada uma alteração em um gene de predisposição ao câncer, é possível traçar uma estratégia individualizada de prevenção e rastreamento para a paciente. Isso pode incluir a realização de procedimentos que visam evitar a propagação da doença.

"A depender do caso, podemos discutir a realização de cirurgias profiláticas, reduzindo significativamente a mortalidade por câncer", aponta Marina. Sobre este ponto, inclusive, um caso que ganhou fama na mídia foi o da atriz Angelina Jolie, que decidiu remover as duas mamas após um teste revelar que ela apresentava variantes genéticas associadas a um alto risco de câncer de mama.

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Além da cirurgia, há outras medidas preventivas que podem ser adotadas após um resultado que aponte predisposição ao câncer. Uma delas consiste em realizar exames de rastreamento, como a mamografia e a ressonância das mamas, em intervalos menores do que o indicado. O objetivo é obter um diagnóstico precoce e um tratamento menos invasivo, com melhor prognóstico.

Como funciona o teste genético

O teste genético é realizado a partir de uma amostra de sangue ou de saliva da paciente. Essa amostra de DNA será analisada laboratorialmente para avaliar se há mudanças nos genes (mutações) e é enviada para análise oncológica. Caso haja mutações clinicamente relevantes, o médico pode direcionar a paciente para a melhor decisão preventiva.

Allan Munford, gerente regional LATAM de marketing para diagnósticos de oncologia e precisão da QIAGEN, multinacional alemã, especialista em tecnologia para diagnósticos moleculares, informa ainda que o exame é indicado para todos os pacientes com histórico pessoal de câncer mamário, ovariano, pancreático ou de próstata metastático.

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"Pessoas que nunca tiveram câncer, mas que tiveram familiares próximos acometidos por essa doença também podem ser beneficiadas pelo exame", aponta. Além disso, segundo a médica Marina Cormedi, a identificação de uma alteração genética também pode ter impacto no tratamento de mulheres que já têm câncer de mama, direcionando a escolha da cirurgia e dos medicamentos utilizados.

Quanto custa o teste genético

Em comparação a outros exames, os testes genéticos são mais caros porque são uma tecnologia recente. O preço médio deste tipo de serviço costuma ficar entre R$1.500 e R$4.000, variando conforme o hospital e o laboratório onde é realizado. Segundo estimativas, as taxas de precisão são de 98,3% a 99%.

Cuidados preventivos

É importante reforçar que o câncer é uma doença multifatorial, ou seja, depende de diversas variáveis, como genética, hábitos comportamentais e exposição a uma série de substâncias, para seu surgimento. Em geral, um tumor não possui causa única, entretanto, há cuidados preventivos que podem ser adotados para se prevenir da doença.

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A médica Marina Cormedi acrescenta ainda que os principais fatores de risco para o câncer de mama são a obesidade, o sedentarismo e o consumo de álcool. "Assim, esforços para se manter no peso ideal e evitar ganho de peso excessivo, assim como incorporar uma rotina de atividade física e limitar o consumo de álcool, são medidas importantes para a prevenção do câncer de mama", conclui.