Não se esconda mais atrás dos óculos

Hoje em dia, está cada vez mais fácil deixar os óculos de lado - e, de quebra, esquecer os inconvenientes que eles provocam, como um rosto de aparência mais carregada ou a impossibilidade de usar óculos de sol. Essas facilidades convenceram a analista de sistemas Vânia Sanchez, 49 anos, a abandonar a armação, mesmo tendo se acostumado aos óculos desde a infância. "No começo, tive um pouco de dificuldade, porque eu tinha receio de tocar diretamente nos olhos. Mas passou logo", conta.

Entre os mais jovens, a adaptação é ainda mais fácil. "Coloco as lentes quando acordo e passo o dia todo enxergando normalmente, nem sinto a presença delas", diz o estudante universitário Felipe Tumonis, 22 anos.



Dois modelos diferentes do acessório estão à disposição: lentes duras, um pouco mais resistentes (elas não viram do avesso, por exemplo) e de adaptação mais demorada; e gelatinosas, eleitas por 80% dos usuários graças ao conforto que proporcionam.

Miopia, hipermetropia e astigmatismo individualmente ou combinados entre si podem ser corrigidos tanto por lentes duras como pelas flexíveis. No caso das gelatinosas, a durabilidade também pode variar. As não-descartáveis resistem até um ano, dependendo dos cuidados da pessoa. Já as descartáveis podem ser mensais, quinzenais ou diárias. As lentes descartáveis são muito indicadas pelos oftalmologistas pelo fato de serem mais saudáveis: como o tempo de uso das lentes é menor, as chances de contaminação também são menores. No caso das lentes de descarte diário, além de serem muito mais saudáveis, elas dispensam o uso de produtos de limpeza, já que você usa por um dia e joga fora O processo de limpeza é dividido em três etapas: a limpeza, em si, a desinfecção e a desproteinização. Mas, felizmente, já é possível fazer as três coisas ao mesmo tempo e com um único produto, que serve para matar as bactérias e os resíduos lacrimais que, eventualte, aderirem às lentes, limpa-las e guarda-las no estojo. Vale lembrar que o soro fisiológico não é indicado para uma higiene adequada das lentes. "O soro nada mais é que uma solução de água e sal, o que resulta num ótimo meio apara proliferação de microorganismos", explica o professor do Departamento de Oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo, Ricardo Uras. Ou seja, além de não matar as bactérias, o líquido cria um bom ambiente para que elas se desenvolvam. "A exceção fica por conta dos pacientes alérgicos à solução em que as lentes são guardadas. O tratamento continua o mesmo, mas as lentes são enxaguadas no soro antes de serem colocadas nos olhos", diz.