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Poluição pode ser um fator de risco para a arteriosclerose

Exposição às partículas tóxicas agravam o endurecimento da parede das artérias

Um estudo recente realizado pelas Universidade da Califórnia do Sul e pela Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos, acrescentou mais um vilão para a lista de fatores de riscos para a arteriosclerose: a poluição do ar. A doença, caracterizada pelo endurecimento da parede das artérias pode favorecer o aparecimento de aneurismas, derrames, coágulos nos intestinos, entre outros males ao organismo.

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A poluição causada pelos carros à qual ficam expostos os moradores das grandes cidades já era conhecida por estar associada à infertilidade masculina, ao nascimento de bebês prematuros, à queda de cabelo e à asma, e agora, à saúde das artérias.

A arteriosclerose é a principal causa de morte no Ocidente. Uma das manifestações dessa doença é a aterosclerose, que atinge as artérias maiores. O que ocorre é um acúmulo de cálcio, gordura ou outras substâncias em suas paredes, o que reduz sua espessura, fazendo com que haja a redução de fluxo sanguíneo entre elas. Existe uma lista de fatores de risco para essa doença, entre os quais: ter entre 50 e 70 anos, fumar, ter diabetes, levar uma vida sedentária e ter casos da doença no histórico familiar.

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Para chegar ao resultado, pesquisadores utilizaram um ultras-som para medir a espessura da parede da artéria carótida (que leva o sangue do coração para o cérebro) de mais de 1400 pessoas que viviam em um raio de 100 metros de auto-estradas em Los Angeles. Foram feitas medições a cada seis meses da quantidade de partículas tóxicas expelida pelos escapamentos que havia dentro das casas de cada um desses voluntários, durante um período três anos.

A partir destes testes, foi observado que a espessura da parede arterial era acelerada anualmente em 5,5 micrômetros - um vigésimo da espessura de um cabelo humano. Esse número representa mais de duas vezes o endurecimento normal, em comparação com pessoas que não vivem tão próximas à poluição.

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Os dados do estudo, publicado no periódico PloS One, reforçam a descoberta de que a poluição atmosférica proveniente do escapamento de veículos é um fator que aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Os resultados da pesquisa mostram que a ação dos agentes poluidores presentes nestas vias (barulho, fumaça, violência, entre outros) são cruciais para a saúde do coração e por isso, os pesquisadores sugerem cautela e aconselham que os moradores destas regiões evitem praticar atividades físicas em locais com grande concentração de poluentes e mantenham-se com as janelas e portas fechadas em horários de pico. Isso porque, diante de tais fatores, a frequência cardíaca e respiratória aumenta, favorecendo a inalação de mais poluentes e o descompasso cardíaco.