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No Brasil, Alzheimer mata cinco vezes mais do que há 10 anos

Dificuldade de acesso a medicamentos e diagnóstico tardio agravam o quadro

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Os números de mortes causadas pelo Mal de Alzheimer no Brasil são alarmantes. Um Levantamento realizado pela Academia Brasileira de Neurologia e pelo Ministério da Saúde aponta que entre 1999 e 2008, as mortes decorrentes da doença cresceram exatos 586% no país. Como comparativo, em 1999 o Alzheimer fez 1.343 vítimas, já em 2008 ocorreram 7.882 mortes devido à doença. O maior registro de casos ocorreu com pessoas de etnia branca e entre residentes da Região Sudeste. As entidades envolvidas no estudo apontam que as dificuldades no diagnóstico preciso, a descoberta tardia da doença e o acesso ao tratamento específico são os maiores empecilhos para o combate da doença.

A fim de estimular o diagnóstico mais eficiente e informar a população a respeito da doença, a Academia Brasileira de Neurologia promove entre os dias 14 e 30 de setembro, a Campanha Nacional de Conscientização sobre o Alzheimer com um ciclo de mais de 30 palestras e ações para que a população tome conhecimento e tire suas dúvidas diretamente com profissionais especializados no atendimento a pacientes com a doença. As atividades terão a participação de neurologistas em doze Estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Amazonas, Bahia, Piauí, Alagoas e Sergipe).

Atualmente, o brasileiro leva mais de três anos para ter o diagnóstico correto do Alzheimer e estima-se que 95% dessas pessoas morrem nos primeiros cinco anos após a manifestação da doença. De acordo com Marcia Chaves, neurologista e coordenadora da campanha, parte desta demora se deve ao fato de que sintomas como perda de memória e dificuldade de planejamento e raciocínio são frequentemente associados à características naturais do envelhecimento e não com sintomas de alguma doença. "As atuais linhas de tratamento do Alzheimer estão baseadas em três aspectos: melhorar a cognição, retardar a evolução e tratar os sintomas e as alterações de comportamento. A maioria das medicações aprovadas para uso está indicada para os doentes nas fases mais iniciais da doença, quando estes ainda possuem alguma capacidade cognitiva e/ou independência funcional preservadas", explica a neurologista.

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O acesso aos medicamentos para a doença de Alzheimer é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, dados da Universidade Federal de Minas Gerais estimam que quase 90% dos pacientes que poderiam se beneficiar do uso de medicamentos em termos de qualidade de vida está sem tratamento no País. "70% dos doentes com demência recém-diagnosticada tem doença de Alzheimer leve à moderada, apenas 52% recebem a prescrição de uma medicação específica no primeiro atendimento", diz Marcia Chaves.

A conclusão da Avaliação do Programa Brasileiro de Tratamento da Doença de Alzheimer realizada em 2008 pelo Ministério da Saúde revela que parte da responsabilidade pela ausência de diagnósticos assertivos da doença de Alzheimer deve-se a entraves para políticas públicas de distribuição de medicamentos específicos para o tratamento. Além disso, a cobertura do tratamento foi variável de acordo com a região e/ou Estado avaliado.

De acordo com o relatório americano Treatment Algorithms in Alzheimer's Disease, 66% dos pacientes com a doença tomam antidepressivos como único tratamento na fase inicial da doença. Nos Estados Unidos, cerca de US$ 100 bilhões são gastos anualmente com tratamentos de Alzheimer, o que equivale a mais do que o dobro de todo o orçamento do Ministério da Saúde em 2010 no Brasil.

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A doença da velhice

Um dos tipos mais frequentes de demência, a Doença de Alzheimer (DA) é uma patologia degenerativa cerebral que provoca perda de memorização e raciocínio. As demências são definidas como afecções progressivas do sistema nervoso central, geralmente degenerativas e manifestadas por problemas cognitivos como: perda de memória, alterações da linguagem, desorientação de tempo e espaço e perda da habilidade para atos motores planejados e complexos.

Suas causas específicas ainda são desconhecidas. Sabe-se que esta é uma doença degenerativa que envolve fatores ambientais e genéticos. As maiores suspeitas giram em torno do envelhecimento. Devido ao caráter degenerativo, os sintomas da doença aumentam significantemente de acordo com o envelhecimento. De modo geral, a maioria dos pacientes é afetada depois dos 65 anos, no entanto, existem casos mais raros em que acomete precocemente pessoas entre 30 e 50 anos.

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Para mais informações e datas da Campanha Nacional de Conscientização sobre o Alzheimer, acesse o site da ABN: www.abneuro.org