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Uso de analgésicos sem receita aumenta chances de câncer no rim

Automedicação mata por volta de 20 mil pessoas por ano no Brasil

O uso prolongado de analgésicos anti-inflamatórios sem consulta médica pode aumentar em até 50% o risco de câncer no rim, diz um estudo feito em conjunto por cientistas da Universidade de Harvard e da Oregon Health and Science University's (EUA). Segundo os pesquisadores, tanto homens quanto mulheres sofrem o mesmo risco.

Durante o estudo, foram analisados os históricos médicos de mais 77 mil mulheres e 50 mil homens, que já haviam usado analgésicos. A pesquisa observou que as pessoas que usavam constantemente, por mais de 16 anos, analgésicos chamados de nosteroidais, também conhecidos pela sigla NSAID, tinham em média 51% mais chances de desenvolver câncer de rim.

Os cientistas não sabem ao certo por que isso ocorre, mas garantem que o uso de analgésicos é totalmente seguro se for seguida a prescrição médica, e que pessoas que estão usando esse tipo de remédio sob aconselhamento de um profissional não devem interromper o tratamento. Para eles, o real problema é que os pacientes acham que a automedicação com analgésicos não traz efeitos colaterais.

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Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Farmacêuticas (Abifarma), cerca de 20 mil pessoas morrem por ano no país vítimas da automedicação. A maior incidência de problemas relacionados à prática está ligada à intoxicação e às reações de hipersensibilidade ou alergia.

Perda de audição

Além do aumento nas chances de câncer, o uso indiscriminado de analgésicos pode prejudicar outras funções do corpo. Um estudo recente, publicado no American Journal of Medicine, concluiu que o uso regular de alguns tipos de analgésicos, como a aspirina e o acetaminofen (substância que compõe analgésicos como o Tylenol) pode provocar a perda parcial e, em casos extremos, total da audição em homens, especialmente naqueles com idade inferior a 60 anos. Para chegar a esses resultados, a pesquisa acompanhou 26 mil homens ingleses, durante 18 anos.

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Para investigar a relação entre uso de analgésicos e a perda auditiva, os pesquisadores definiram como uso regular o hábito de tomar medicamentos pelo menos duas vezes por semana. As conclusões foram que em relação à aspirina, o risco de perder a audição é 33% maior em homens com menos de 59 anos de idade. Entretanto, o mesmo risco não foi observado nos homens acima de 60 anos. Muitos desses homens consomem aspirina regularmente para prevenir doenças cardiovasculares, tendo em vista que essa substância é considerada um anticoagulante do sangue.

De acordo com o otorrinolaringologista Luciano Neves, os ouvidos são realmente muito sensíveis e há remédios que podem apresentar substâncias ototóxicas (que atacam e degeneram as células ciliadas do ouvido, responsáveis por criar os impulsos nervosos lidos pelo cérebro como sons). Além dos analgésicos, antibióticos são inimigos do ouvido e o médico recomenda: "só utilize medicamentos recomendados pelo seu médico e, caso sinta o ouvido tampado ou com ruído, entre em contato com um especialista para saber se você pode cortar o medicamento", diz o médico.