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Antibiótico usado no tratamento da acne pode gerar dor de garganta

Uso prolongado do medicamento deixa a faringe mais frágil

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Um estudo realizado pela Universidade da Pensilvânia (EUA) revela que jovens que fazem uso de antibióticos orais para tratar acne estão três vezes mais propensos a ter dor de garganta. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores realizaram duas pesquisas paralelamente.

Na primeira, encontraram que, entre quinze estudantes que tomavam antibióticos para tratar a acne, dez relataram dor de garganta no mês anterior à pesquisa. De 130 estudantes que tinham acne, mas não tomavam antibióticos para isso, apenas 47 apresentaram dor de garganta.

No segundo estudo, os especialistas acompanharam 600 estudantes durante os anos de 2007 e 2008. Destes, 36 tomaram antibióticos orais, enquanto 96 usaram antibióticos tópicos, isto é, aplicados na pele. Aproximadamente 11% dos estudantes que utilizaram antibiótico via oral disseram ter ido a centros médicos por dor de garganta, enquanto que, para o grupo que usou antibiótico tópico, esse número foi de 3%.

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Os pesquisadores ainda não encontraram o motivo dessa relação. Eles avaliaram a presença da bactéria streptococcus, responsável por 90% dos casos de dor de garganta causada por bactérias, mas menos de 1% dos estudantes tinha esse microorganismo. Esse achado deixou os especialistas surpresos, pois o que se pensava até então era que o antibiótico poderia tornar as bactérias resistentes e, assim, aumentar as chances de dores de garganta.

Alguns dermatologistas consideram, ainda, que tratamentos de longa duração podem levar à resistência ao antibiótico. Profissionais da área recomendam que médicos e pacientes pensem na relação entre risco e beneficio antes de usar esses antibióticos por muito tempo em pacientes com acne. O ideal é considerar tratamentos alternativos sempre que possível.

Tire suas dúvidas sobre acne

Como se formam as espinhas?

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As espinhas (acnes) se formam porque há o entupimento do ducto que drena para a superfície da pele o sebo produzido pela glândula sebácea. Esta rolha de ceratina é o chamado cravo, que em seguida inflama, deixando as lesões avermelhadas.

Existem estágios de evolução de uma espinha?

Sim, esses estágios são divididos em 5 graus:

grau 1 ou comedoniano: há o predomínio de cravos

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grau 2 ou pápulo-pustulosa: predominam pontos vermelhos e de pus

grau 3 ou cística: há o predomínio de cistos

grau 4 ou conglobata: há cistos e ductos pustulosos que se intercomunicam

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grau 5 ou fulminante: há sintomas gerais, como febre, mal-estar e dores no corpo.

Qual a diferença entre a acne na adolescência e na fase adulta?

Do ponto de vista clínico, nenhuma. No entanto, a acne na adolescência é auto-limitada, ou seja, ao redor da terceira década tende a curar. Já a acne adulta geralmente está associada à questões hormonais, principalmente, alterações hormonais ovarianas.

Quais as principais razões para o aparecimento da acne na fase adulta?

Além das alterações hormonais, o uso de medicamentos como anticoncepcionais, alguns antiinflamatórios e, até mesmo, quimioterápicos, também podem ocasionar o início deste quadro.

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Quais são as opções para tratamento?

Antes de tudo, tratar a causa. Se for decorrente de cistos ovarianos, estes devem ser tratados, se for decorrente do uso de algum medicamento, ele deve ser mudado.

O que há de novo no tratamento da acne?

Não há nada de novo. A nova tendência é a associação de retinóico sintético (adapaleno) com o agente que diminui a proliferação de bactérias (peróxido de benzoíla).