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Pílula anticoncepcional combinada é eficaz contra dores do período menstrual

Dismenorreia atinge 50% a 75% da população feminina

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Um grande estudo escandinavo, feito ao longo de 30 anos, encontrou evidencias de que a pílula anticoncepcional combinada - aquela que leva estrogênio e progesterona - alivia os sintomas da menstruação dolorosa, chamados de dismenorreia. Os resultados foram publicados no periódico Human Reproduction.

Pesquisadores da Gothenburg University, na Suécia, questionaram três grupos de mulheres que atingiram os 19 anos de idade em 1981, 1991 ou 2001. Cada grupo contou com, aproximadamente, 400 a 520 mulheres, que deram informações sobre altura, peso, histórico reprodutivo, padrão de menstruação (o que inclui a ocorrência de dores) e uso de contraceptivos. Quando essas mesmas mulheres alcançaram os 24 anos, ou seja, cinco anos depois, foram entrevistadas novamente.

Comparando as mesmas mulheres em duas idades diferentes, os pesquisadores puderam usar cada mulher com o seu próprio controle, permitindo que elas mesmas observassem se a redução dos sintomas acontece por causa do uso do contraceptivo oral ou do aumento da idade.

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A dor e outros sintomas foram medidos usando duas escalas diferentes: em uma, as dores foram classificadas como nenhuma, leve, moderada ou severa - levando em conta o efeito das atividades cotidianas na dor e se analgésicos eram necessários. No outro, a própria mulher podia medir seu grau de dor usando uma linha de 10 cm, que começa com "nenhuma dor" e termina com "dor insuportável".

Ao final do estudo, os pesquisadores descobriram que, entre as mulheres que usavam pílula anticoncepcional combinada, a dismenorreia diminuiu em 0,3 unidades na primeira escala, o que significa que, a cada três mulheres, uma escapou das dores intensas para dores moderadas. Com menos dor, a capacidade de trabalhar melhorou, além de essas mulheres não precisarem de muito analgésico. Já na segunda escala, houve uma redução na dor em 9 mm.

Independente do uso da pílula combinada, os estudiosos observaram que a dismenorreia diminuía conforme a idade - 0,1 unidades na primeira escala e 5 mm na segunda. Isso mostra que, ainda assim, o benefício do contraceptivo é maior. Ter filhos também reduziu as dores da menstruação, mas esse resultado foi limitado, visto que poucas mulheres no estudo ficaram grávidas entre 19 e 24 anos de idade. Estima-se que a dismenorreia atinja de 50% a 75% da população feminina, o que interfere em suas atividades diárias (tais como trabalho e escola).

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Saiba como evitar a cólica menstrual

Quando vai chegando próximo do período menstrual, a mulher, além de enfrentar a famosa TPM, precisa também lidar com outro grande desconforto: a cólica. Chamada cientificamente de dismenorreia, se manifesta através de uma dor pélvica provocada pela liberação de uma substância (prostaglandina) que faz o útero contrair para eliminar o endométrio em forma de sangramento menstrual. Quando muito forte, a cólica pode estar associada a outros sintomas como náuseas, dor de cabeça e inchaço.

E não pense que esse desconforto é incomum. Estima-se que, mais ou menos, metade da população feminina sente ou já sentiu cólicas menstruais. Conforme explica a ginecologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo, Helena Junqueira, a dismenorreia, quando primária, é apenas uma reação fisiológica do organismo, e não uma doença. O que varia é que pode se manifestar de maneira mais intensa - e até incapacitante - ou apenas como um leve desconforto.

A especialista esclarece também que a intensidade das cólicas pode alterar dependendo de alguns fatores. "Quanto maior o fluxo menstrual mais dor. A presença de coágulos e o tamanho do orifício do colo do útero são igualmente variáveis importantes", ensina. Isso explica porque as cólicas são mais comuns entre as adolescentes: o seu útero ainda é pequeno e o orifício de saída mais fechado.

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Tratamento

Para a ciência, a dismenorreia se divide em duas categorias - primária ou secundária. No primeiro caso, é provocada pelo aumento da produção de prostaglandina, conforme dito anteriormente. Para essas mulheres, o tratamento mais comum é à base de medicamentos antiespasmódicos. Caso não surtam efeito para diminuição da dor, Junqueira explica que outra alternativa com excelentes resultados é a administração de anti-inflamatórios.

A dismenorreia secundária é um sintoma provocado pelo organismo quando há presença de algumas alterações patológicas no aparelho reprodutivo, como a endometriose. Para esses casos, o melhor tratamento deve ser indicado pelo médico, não apenas visando o alívio da dor, mas sim, o combate à doença.

Junqueira explica também que o uso das pílulas anticoncepcionais acaba tendo indiretamente efeito positivo contra a dismenorreia, já que o medicamento à base de hormônios gera atrofia no endométrio e diminui o fluxo da menstruação, minimizando consequentemente as dores da cólica.

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Recomendações

As cólicas menstruais podem ser amenizadas com algumas atitudes e mudanças de comportamento. Uma dica eficiente do tempo das avós é o uso de uma bolsa de água quente na região abdominal. Com o calor, os vasos sanguíneos sofrem dilatação, o que provoca a diminuição da dor.

Outra recomendação da médica é que a mulher aprenda, durante sua vida fértil, a se conhecer cada vez melhor. Somente assim ela será capaz de identificar como a cólica e outros sintomas característicos da menstruação se manifestam no organismo.

Além disso, é importante a prática regular de exercícios físicos, que colaboram para reduzir o fluxo menstrual e os processos inflamatórios. "Uma dieta saudável também ajuda a equilibrar o organismo para que ele funcione melhor e, com isso, é arma importante contra as cólicas. Portanto é recomendável que a mulher tome bastante líquido e coma muitas fibras", ensina Junqueira.

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Para finalizar, ela alerta que, no período pré-menstrual e durante a menstruação, é aconselhável evitar a ingestão de cafeínas (café, chás, chocolate).