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Arritmia cardíaca pode ter relação com declínio mental

Pacientes idosos com fibrilação atrial estão mais suscetíveis à demência, afirma estudo

Uma nova pesquisa, realizada pelo Population Health Research Institute (Canadá), sugere que a alteração do ritmo cardíaco chamada de fibrilação atrial é uma forte indicação de declínio físico e mental em pessoas idosas. No estudo, publicado no Canadian Medical Association Journal, os pesquisadores analisaram dados de dois estudos anteriores que incluíram mais de 31.000 pessoas em 40 países, com 55 anos ou mais de vida.

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Os investigadores usaram um teste de triagem comum conhecido como o mini-mental state examination (MMSE) para avaliar a função mental dos participantes no início e ao longo do estudo. Entre o começo e o fim da pesquisa, mais pacientes com fibrilação atrial (34%) do que sem a perturbação do ritmo cardíaco (26%) tiveram uma diminuição no MMSE de três ou mais pontos, precisaram de cuidados de longo termo, tiveram diminuição da independência ou desenvolveram demência.

O estudo fornece evidências de que a fibrilação atrial aumenta o risco de declínio mental e demência, independente de fatores associados, como acidente vascular cerebral e função mental. Também há uma associação significativa entre fibrilação atrial e declínio funcional (perda de independência nas atividades da vida diária) e a necessidade de cuidados de longa duração.

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Apesar de não estabelecerem a causa exata de tal correlação, os resultados indicam a necessidade de incluir testes mentais e de funcionalidade na triagem de pacientes com fibrilação atrial.

Mude hábitos para prevenir as arritmias

Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 5% da população brasileira sofre com algum tipo de arritmia. Isolada, ela não representa nenhum risco. Mas, sem acompanhamento médico, o problema pode se agravar e comprometer não só os batimentos cardíacos como o sistema circulatório. Confira os hábitos necessários para controlar o problema ou evitar que ele apareça.

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Cuidado com a cafeína

A cafeína pode gerar uma contração e batimentos mais rápidos do coração, não sendo recomendado para quem sofre de arritmias, de acordo com o arritmologista Jefferson Jaber, do Hospital Santa Virgínia e membro da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas.

Álcool com moderação

O consumo excessivo de bebidas alcoólicas está diretamente associado ao quadro de arritmia. "A fibrilação atrial é a arritmia mais decorrente nesses casos", conta Jefferson.

Durma bem!

A otorrinolaringologista e especialista em medicina do sono pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, Fernanda Haddad, explica que a apneia do sono aumenta os riscos de arritmia. O esforço para respirar gera um aumento da pressão sanguínea, elevando os batimentos cardíacos, aumentando os riscos de arritmia ou de complicações decorrentes dela.

Faça exercícios regularmente

Pesquisas comprovam que a prática de atividade física leve a moderada diminui a incidência de arritmias.