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Infecções causam dois milhões de novos casos de câncer por ano

Estudo indica que hepatite B e C e HPV são responsáveis pela maioria dos tumores

Uma pesquisa publicada na revista médica The Lancet Oncology revelou que infecções provocadas por vírus, bactérias ou parasitas causam cerca de dois milhões de novos casos de câncer por ano. O número corresponde a um sexto dos mais de 12 mil novos casos da doença reportados no mundo em 2008.

Infecções provocadas por hepatite B e por hepatite C, papilomavírus humano (HPV) e pela bactéria estomacal Helicobacter pylori, respondem pela maioria dos casos, com 1,9 milhão, principalmente câncer de fígado, estômago e colo uterino. Nas mulheres, o câncer de colo do útero representou cerca de metade dos casos causados por infecção. Já nos homens, tumores no fígado e no estômago representam mais de 80% dos casos. A pesquisa também revelou que cerca de 30% dos casos da doença causados por infecções ocorrem em pessoas com menos de 50 anos.

Os pesquisadores consideraram os agentes infecciosos classificados pela International Agency for Research on Cancer - Agência Internacional de Pesquisas do Câncer. Foram estudadas frações das populações de regiões de todo o mundo.

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Dos 12,7 milhões de novos casos de câncer ocorridos em 2008, 16,1% foram causados por infecções, o que representa 2 milhões novos casos. Essa fração foi maior em países menos desenvolvidos (22,9%) do que nos países mais desenvolvidos (7,4%), e variou de 3,3% na Austrália e Nova Zelândia para 32,7% na África Subsaariana.

Existem dois tipos de HPV que podem se tornar um câncer

De acordo com a ginecologista e obstetra Barbara Murayama, os HPVs 16 e 18 são responsáveis por cerca de 90% dos casos de câncer no colo do útero. "Os vírus também podem causar câncer de ânus, vagina, vulva, pênis ou boca", explica. Barbara também conta que alguns outros tipos de HPV podem se tornar um câncer se a infecção for persistente e recorrente, mas nem todos têm essa força. "Alguns vão causar apenas o que chamamos de rugas genitais", completa.

Segundo a especialista, os sintomas se manifestam principalmente em mulheres e a maioria delas tem o primeiro contato com o HPV entre os 15 e os 25 anos de idade. O exame de Papanicolau é responsável por identificar a doença no colo do útero e deve ser feito todo o ano por mulheres de vida sexual ativa.

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Previna o HPV

O professor do Departamento de Urologia da Santa Casa de São Paulo, Julio José Máximo de Carvalho aconselha explica que, como o HPV geralmente é transmitido através da relação sexual, o uso do preservativo diminui consideravelmente a possibilidade de transmissão do vírus, apesar de não evitá-la totalmente. Por isso, usar camisinha é recomendado inclusive entre parceiros casados. O urologista aconselha, ainda, evitar o tabagismo e o uso de drogas que podem interferir negativamente no sistema imunológico, facilitando a infecção por HPV. A multiplicidade de parceiros sexuais também favorece a transmissão do vírus.

Proteja-se das hepatites

Considerando os tipos de hepatite mais comuns no Brasil, as hepatites A e B têm vacina, enquanto a hepatite C, não. Os cuidados com a prevenção variam para cada tipo, confira:

Hepatite B e C: os vírus são transmitidos por contato sanguíneo. Instrumentos de manicure que estiverem contaminados podem permitir a infecção, caso exista algum machucado nas mãos ou nos pés. O infectologista Paulo também recomenda que quem tem histórico de transfusão de sangue, drogas injetáveis, tatuagem, piercing, exposição a sangue contaminado, relação sexual sem preservativos ou alteração dos exames de sangue de funcionamento do fígado deve procurar um médico para fazer exames.

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