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SUS vai oferecer dois novos medicamentos contra hepatite C

Ministério da Saúde também divulga dados sobre as hepatites virais no país

Nesta quarta-feira, o ministro da saúde Alexandre Padilha divulgou os últimos números sobre as hepatites virais no Brasil e ainda anunciou a inclusão de novos medicamentos para o tratamento da hepatite C na rede pública de saúde. A coletiva aconteceu no Auditório da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em Brasília.

Segundo dados apresentados, existem cerca de 1,5 milhão de pessoas infectadas pela hepatite C no Brasil, doença responsável por 70% das hepatites crônicas e 40% dos casos de cirrose. O problema ainda pode evoluir para um câncer e, de acordo com as estatísticas, 60% dos cânceres primários de fígado são em decorrência da hepatite C.

Para reduzir esses números, o Ministério da Saúde anunciou que serão distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) o Telaprevir e o Boceprevir, dois modernos medicamentos contra a hepatite C. A expectativa é de que esses remédios beneficiem aproximadamente 5,5 mil pacientes com fibrose e cirrose avançada, duas complicações que aumentam o risco de progressão da doença e de morte.

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Os novos medicamentos devem estar disponíveis no SUS a partir de 2013 e têm uma taxa de eficácia de 80%. A duração do tratamento administrado oralmente é de até 48 semanas. Para os especialistas, o maior problema da hepatite C é que ela é uma doença silenciosa. Assim, o período da infecção até a fase da cirrose hepática pode durar de 20 a 30 anos, em média, sem nenhum sintoma.

Segundo dados divulgados, 33 mil novos casos de hepatites são notificados todos os anos. Enquanto o número de casos de hepatite A vem caindo com a melhoria das condições econômicas e de saneamento básico, são registrados 14 mil novos casos de hepatite B e 500 mortes todos os anos.

Tire suas dúvidas sobre a hepatite C

Hepatite C é uma infecção no fígado causada por um vírus. Como na maioria dos casos, ela não tem cura, apenas controle. Suas complicações mais comuns são danos permanentes no fígado, como cirrose, câncer ou até mesmo o comprometimento total do órgão.

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Muitas pessoas convivem anos com este vírus sem saber que estão contaminadas. Em alguns casos, o doente pode ter a doença por pouco tempo e logo se restabelecer, é a chamada hepatite aguda. A maioria das pessoas infectadas pelo VHC, no entanto, fica com ele por um longo tempo, de forma crônica.

Como descobrir

A descoberta da doença muitas vezes é de forma acidental, em um exame de rotina, ou no momento em que a pessoa vai doar sangue. Entretanto, ela também pode ser identificada pela ocorrência de sintomas, como cansaço extremo, dor nas articulações, dor de estômago, coceira, dores musculares, urina escura e icterícia (pele e olhos amarelados).

Prevenção

Para evitar o contágio se dá pelo contato do sangue com o de outra pessoa contaminada pelo vírus. A forma mais comum de pegar esta doença é através do compartilhamento de agulhas ou outros equipamentos utilizados para o uso de drogas injetáveis.

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A transfusão de sangue e as cirurgias de transplante de órgãos também eram formas de contágio. No entanto, há anos, o sangue de todos os doadores é analisado e testado contra a hepatite C. Assim, se você realizou qualquer um desses procedimentos antes de 1993, recomenda-se fazer o teste.