PUBLICIDADE

Cola biológica é nova armadilha para o Aedes

Produto desenvolvido pela Faculdade de Medicina de Olinda visa reduzir transmissão de Zika

Alunos e professores da Faculdade de Medicina de Olinda (FMO), em Pernambuco, criaram uma cola biológica que funciona como uma armadilha para o mosquito Aedes aegypti. O material é extraído da planta braúna e prende o mosquito. O plano dos estudantes que participaram do projeto de iniciação científica da faculdade é colocar essa cola em barreiras mecânicas já existentes, como as telas e mosquiteiras, e deixar que o Aedes fique preso nelas.

A ideia foi inspirada em armadilhas semelhantes usadas na Tanzânia e Zâmbia, países africanos que usam colas biológicas contra mosquitos como o Culex e o Onofre, que transmitem malária. A seiva da braúna, árvore comum na região do Cariri, divisa do Ceará com Pernambuco, produz uma cola que consegue manter o efeito adesivo por entre 90 e 120 dias.

O plano é testar essa cola na comunidade de Peixinhos, bairro dentro de Olinda, onde há maior índice de infestação de mosquitos na cidade, de acordo com o Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes aegypti(LIRAa). Cinco alunos abordarão moradores junto com agentes de saúde, ensinando como usar a armadilha e instalando-a quando os moradores permitirem. Os pesquisadores acreditam que havendo adesão da comunidade, pode haver uma diminuição nos casos de arboviroses no local, como Zika vírus, dengue e febre chikungunya.

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)

NÃO PARE AGORA... TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE ;)