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Estudos da pílula do câncer apresentam novos resultados

Entre os testes feitos com camundongos com melanoma, o medicamento apresentou 64% de redução do tumor

Na última terça-feira (16), foram divulgados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) novos resultados dos estudos feitos com a fosfoetanolamina. Esse composto, popularmente chamado de "pílula do câncer", foi testado em camundongos com melanoma, nos quais foram observadas reduções no tamanho do tumor.

O problema, porém, é que apesar da redução ter sido notada, o resultado ainda é inferior em comparação com os efeitos da ciclofosfamida, atualmente usada como quimioterapia contra câncer. Realizado pelo Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos da Universidade Federal do Ceará (NPDM/UFC), em Fortaleza, o teste foi baseado no melanoma, um tumor muito agressivo usado para estudar a imunoterapia em animais.

As células de melanoma foram inoculadas em cinco grupos de 10 camundongos, em que cada um seguiu um método diferente de tratamento: doses de 200 mg/kg, de 500 mg/kg e de 1000 mg/kg de fosfoetanolamina, dose de 25 mg/kg do quimioterápico ciclofosfamida e uma solução salina de 0,9%. O tratamento foi realizado durante 16 dias.

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No final dos testes, foram observados os seguintes resultados: o grupo que recebeu a dose maior de fosfoetanolamina teve uma redução de 64% no tamanho do tumor; o grupo testado com a ciclofosfamida (quimioterápico já usado em tratamentos de câncer) apresentou redução de 93% na massa tumoral. Os testes com doses menores de fosfoetanolamina tiveram resultados significativos.