Problemas no metabolismo podem ser ligados a Alzheimer, diz estudo | Minha Vida
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Problemas no metabolismo podem ser ligados a Alzheimer, diz estudo

Resultados mostraram que alterações na maneira como mitocôndrias aproveitam a glicose podem estar associadas ao desenvolvimento do Alzheimer

Com a população mundial envelhecendo, inclusive a brasileira, surgem cada vez mais questões relacionadas à memória. Um grupo de investigadores, liderado por Kai Sonntag e Bruce Cohen, da Harvard Medical School e do McLean Hospital, nos Estados Unidos, descobriu que o desenvolvimento tardio do Alzheimer (na terceira idade) pode estar associado com problemas na forma como o corpo produz energia. O estudo foi publicado na atual edição do "Scientific Reports".

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De acordo com os cientistas, o Alzheimer é mais comum em pessoas com idade avançada, que é o mesmo período em que ocorrem também diversas disfunções no metabolismo, podendo assim estarem relacionadas. A teoria também está associada com o fato de que o cérebro é o órgão que mais necessita de energia no corpo.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram células da pele de pacientes com Alzheimer tardio e investigaram se eles apresentavam alguma alteração na mitocôndrias (organela celular fundamental para a produção de energia). Segundo o artigo, eles notaram que a estrutura apresentava uma redução nas moléculas que são importantes na produção de energia, incluindo o dinucleótido de nicotinamida adenina (NDA).

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"Porque a doença de Alzheimer de início tardio é uma doença da idade, muitas mudanças fisiológicas contribuem para um risco aumentado da doença, incluindo mudanças na bioenergética e no metabolismo", revelou Bruce Cohen, diretor do programa de Pesquisa Neuropsiquiatria no McLean Hospital.

No estudo, os investigadores verificaram perfis bioenergéticos de fibroblastos da pele de pacientes com Alzheimer e de indivíduos saudáveis, em função da idade e da doença.

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Desta forma, eles puderam analisar os dois principais componentes que produzem energia nas células: a glicólise, que é o mecanismo para converter a glicose em moléculas de combustível para o consumo das mitocôndrias; e a queima desses combustíveis na mitocôndria, tarefa que usa oxigênio em um processo chamado de respiração mitocondrial.

Os resultados mostraram que além de apresentarem uma disfunção no metabolismo das mitocôndrias, as células dos pacientes demonstraram uma mudança na produção de energia na glicólise, com problemas em aumentar a captação de glicose em resposta ao IGF-1, um analógico da insulina.

Além disso, os cientistas observaram que como as células nervosas do cérebro dependem quase inteiramente da energia derivada das mitocôndrias, o fracasso da função mitocondrial pode ser particularmente prejudicial no cérebro.

"De fato, alterações metabólicas, como a captação de glicose diminuída e insulina / IGF-1 de resistência podem estar subjacentes a associação entre várias doenças do envelhecimento, tais como diabetes tipo 2 e Alzheimer", disse Kai Sonntag.

Embora os resultados sejam significativos, os pesquisadores precisam realizar análises maiores para comprovar essa hipótese, que devem ajudar tanto na prevenção como no tratamento da doença.

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O que é o Alzheimer?

O Alzheimer é uma doença neuro-degenerativa que provoca o declínio das funções cognitivas, reduzindo as capacidades de trabalho e relação social e interferindo no comportamento e na personalidade. De início, o paciente começa a perder sua memória mais recente. Pode até lembrar com precisão acontecimentos de anos atrás, mas esquecer que acabou de realizar uma refeição. Com a evolução do quadro, o Alzheimer causa grande impacto no cotidiano da pessoa e afeta a capacidade de aprendizado, atenção, orientação, compreensão e linguagem. A pessoa fica cada vez mais dependente da ajuda dos outros, até mesmo para rotinas básicas, como a higiene pessoal e a alimentação.