OMS recomenda não tomar ibuprofeno em quadro de Covid-19

Entenda quem corre mais riscos com o coronavírus ao consumir anti-inflamatórios no tratamento

Uma recente publicação no twitter do Ministro da Saúde francês, Olivier Véran, sobre o uso de anti-inflamatórios por pacientes diagnosticados com o novo coronavírus deixou muitas dúvidas entre a relação desses remédios com a doença Covid-19. No Brasil, eles são vendidos com diversos nomes.

"Tomar medicamentos anti-inflamatórios (ibuprofeno, cortisona...) pode ser um fator para agravar a infecção. Se tiver febre, tome paracetamol. Se você já estiver tomando medicamentos anti-inflamatórios ou estiver em dúvida, consulte seu médico", disse ele na rede social.

Ibuprofeno deve ser evitado?

Nesta terça (17), a Organização Mundial de Saúde (OMS) passou a desaconselhar o uso do ibuprofeno para para tratar sintomas da Covid-19."Recomendamos paracetamol e não ibuprofeno no caso de automedicação", disse Christian Lindmeier, porta-voz da organização, durante conferência em Genebra.

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De acordo com um estudo publicado no periódico científico The Lancet, em 11 de março, pacientes com diabetes, hipertensão e insuficiência cardíaca que eram tratados com anti-inflamatórios não esteroides tinha mais risco de desenvolver quadros graves do Covid-19.

Isso porque esses medicamentos aumentam a expressão de enzimas conversoras de angiotensina, com as quais o vírus se liga para infectar o organismo, ou seja, facilitando sua entrada nas células.

Além disso, esses tipos de remédios, que também incluem tiazolidinediona (utilizada para tratar a diabetes tipo 2), podem afetar a capacidade de reação do sistema imunológico, afetando a eficiência do tratamento no combate ao coronavírus.

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Por isso, a orientação, segundo nota de esclarecimento da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), é que esses pacientes sejam acompanhados adequadamente e cada caso seja avaliado, com suspensão da medicação se necessário. Lembrando que a pesquisa ainda é preliminar e ainda não houve manifestação da Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Em não havendo evidências definitivas a respeito da associação entre o uso desses fármacos e maior risco da doença, a SBC recomenda avaliação individualizada do paciente em relação ao risco cardiovascular da suspensão dos fármacos versus o risco potencial de complicações da doença", diz o comunicado.

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