Coronavac: estudo mostra eficácia de 50% contra variante P1

Relatório, ainda preliminar, revela que imunizante combate variante de Manaus após segunda dose

De acordo com resultados de um estudo preliminar, a vacina Coronavac apresenta eficácia de 50% contra a variante P1 do coronavírus. Os dados foram coletados a partir de uma análise com 67.718 profissionais de saúde de Manaus, cidade onde foi identificada a variante do SARS-CoV-2.

De acordo com nota divulgada à imprensa pelo pesquisador da FioCruz Julio Croda, coordenador do estudo, nesta quarta-feira (7), a efetividade da Coronavac em prevenir os sintomas da COVID-19 ocorre após 14 dias da aplicação da segunda dose da vacina.

Ainda segundo a nota, esse é o primeiro estudo que avalia a efetividade da Coronavac em locais onde a variante P1 é predominante.

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O estudo ainda é preliminar e deve continuar até a realização de uma análise final da efetividade da vacina após a aplicação da segunda dose. Mais informações sobre o estudo devem ser divulgadas ainda nesta quarta-feira e em uma publicação em um jornal científico no próximo dia 10.

Coronavírus: variantes brasileiras

Atualmente, circulam no Brasil pelo menos duas variantes de coronavírus já detectadas pela comunidade científica: a P1, conhecida como variante de Manaus ou amazônica, e a P2, que emergiu no Rio de Janeiro.

A P1 causa preocupação por sua alta disseminação no Brasil e também pelo mundo. Segundo a OMS, a variante de Manaus já foi identificada em países como Japão, Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Alemanha, Coreia do Sul e Irlanda.

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A identificação de novas linhagens de coronavírus traz uma preocupação com relação à eficácia das atuais vacinas aprovadas contra a COVID-19.

Segundo Lina Paola, infectologista da BP - A Beneficiência Portuguesa, embora a preocupação de que as vacinas não sejam eficazes para as novas linhagens de SARS-CoV-2, é preciso que a população continue sendo vacinada.

"Uma vez montada a resposta de anticorpos para o vírus, o corpo vai ter uma proteção cruzada que vai proteger de possíveis mutações. Podemos vir a ter a doença, mas de forma mais branda", diz a médica.

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Com a proteção cruzada, embora não seja a mesma linhagem de vírus que esteja entrando em contato com o corpo, características genéticas dele ainda estão intactas, o que faz com que o organismo consiga responder com anticorpos e reagir contra a doença que ele causa. Isso é a proteção cruzada. "Por isso, é recomendada a vacinação: por trazer essa proteção cruzada", enfatiza Lina Paola.