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Hermafroditismo: sintomas, tratamentos e causas

Visão Geral

O que é Hermafroditismo?

O hermafroditismo humano é uma condição ainda pouco conhecida, configurando um distúrbio tanto morfológico quanto fisiológico de uma pessoa. A condição acomete as gônadas sexuais e/ou os órgãos genitais de um indivíduo, que simultaneamente manifesta estrutura tecidual testicular e ovariana.

No passado, era comum referir-se a pessoas com esta condição de “hermafroditas”. Entretanto, este tipo de nomenclatura está ultrapassado e, aos poucos, está caindo em desuso. Atualmente, o nome mais correto para a condição é “intersex”.

Causas

Tipos e causas de hermafroditismo

O hermafroditismo é causado por configurações cromossômicas e exposição ou deficiência de hormônios sexuais. Isso influencia diretamente no desenvolvimento das genitália do bebê. Existe, ainda, casos de hermafroditismo sem causa definida.

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Vale lembrar que o sexo biológico do bebê é definido no momento da concepção. O espermatozoide, ao fecundar o óvulo, carrega um cromossomo X ou Y - o óvulo sempre contém o cromossomo X. Se na fecundação o par do cromossomo 23 for XX será uma menina, se for XY será um menino.

Desse modo, o que define como eles se desenvolverão é o cromossomo enviado pelo pai, sendo que a presença ou ausência de um cromossomo feminino (X) faz com que seja uma menina e a presença do cromossomo masculino (Y) faz com que os testículos comecem a se desenvolver para a produção de hormônios masculinos.

Conheças as quatro situações em que Intersexo acontece:

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46-XX Intersexo

O indivíduo nasce com os cromossomos femininos (XX) e com ovários, mas a genitália externa é masculina.

Geralmente, essa condição é resultado de um feto do sexo feminino que foi exposto a altas quantidades de hormônio masculino durante a gestação.

Neste caso, os grandes lábios, que são as dobras da pele da genitália feminina externa, fundem-se, e o clitóris aumenta de tamanho e fica com a aparência de um pênis.

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Pessoas com essas características, geralmente, apresentam útero e trompas de Falópio normais. As causas mais comuns para este tipo de intersexualidade são:

46-XY Intersexo

Neste tipo de intersexualidade, o indivíduo apresenta cromossomos masculinos (XY), mas a genitália externa não é completamente formada – ela pode ser ambígua ou evidentemente feminina.

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Internamente, as gônodas sexuais podem tanto apresentar estrutura testicular normal, como pode, também, apresentar testículos mal formados ou, ainda, completamente ausentes. As principais causas para esse tipo são:

Intersexo Gonadal Verdadeiro

O indivíduo apresenta tanto tecido ovariano quanto tecido testicular. Isso pode acontecer na mesma gônada (chamado, portanto, de ovotestículo), ou a pessoa também pode apresentar um ovário e um testículo.

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O indivíduo pode ter cromossomos XX, cromossomos XY ou ambos. A genitália externa pode ser ambígua ou parecer feminina ou masculina.

Na maioria das pessoas com intersexo gonadal verdadeiro, a causa subjacente é desconhecida.

Intersexo Complexo ou Indeterminado

Muitas configurações cromossômicas, além dos simples 46-XX ou 46-XY, podem resultar em transtornos do desenvolvimento sexual. Uma pessoa com este tipo de intersexualidade pode apresentar diferenciações cromossômicas, que incluem 45-XO (somente um cromossomo X), 47-XXY e 47-XXX, sendo que os dois últimos apresentam um cromossomo sexual extra.

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Esses transtornos, no entanto, não resultam necessariamente em uma condição de intersexo, pois nem sempre há discrepância entre a genitália interna e a externa.

Pode haver problemas com os níveis de hormônio sexual, desenvolvimento sexual e números alterados de cromossomos sexuais.

Sintomas

Sintomas de Hermafroditismo

Os sintomas da intersexualidade dizem respeito a anormalidades cromossômicas que, eventualmente, podem levar às distinções físicas que caracterizam os diferentes tipos de intersexualidade.

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Normalmente, casos de pessoas intersex costumam desenvolver as características da puberdade tardiamente, outras podem até mesmo pular essa fase e não desenvolver a puberdade nunca. Além disso, pode acontecer de uma pessoa sofrer mudanças repentinas e inesperadas neste período.

De resto, os sinais de intersexualidade limitam-se ao campo físico e variam de acordo com o tipo.

Diagnóstico e Exames

Diagnóstico de Hermafroditismo

A intersexualidade poder ser diagnosticada com base somente na observação clínica. No entanto, alguns exames podem ser solicitados para identificar qual é a causa e o tipo exatos da condição. Veja:

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Tratamento de Hermafroditismo

O tratamento da intersexualidade, no passado, consistia em cirurgias de reparação da região genital do paciente. Atualmente, esse tipo de direcionamento médico mudou.

Pessoas intersex podem precisar de auxílio psicológico, assim como a família. Dessa forma, pessoas que lidam com a condição são orientadas a procurarem profissionais para ajudar as famílias a conhecerem as pesquisas mais recentes, dando-lhes a oportunidade, também, de conhecer outras famílias e pessoas que passam pela mesma situação.

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Buscando ajuda médica

Geralmente, os sinais de intersexualidade são visíveis no nascimento. Um médico pode ajudar os pais a entender melhor como se dá esse tipo de condição e ajudá-los a lidar melhor com este fato.

A intersexualidade nem sempre é um problema médico, mas pessoas com características intersexuais podem precisar de auxílio psicológico. Fique atento às necessidades de seu filho e a qualquer sinais ou sintomas que ele possa apresentar ao longo da vida.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar intersexualidade são:

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para intersexualidade, algumas perguntas básicas incluem:

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

Convivendo (prognóstico)

Convivendo/ Prognóstico

Uma equipe de profissionais de saúde com experiência em intersexualidade deve trabalhar em conjunto para entender e ajudar a criança com esta condição, além de entender, aconselhar e dar apoio à família também.

Os pais devem compreender as mudanças ocorridas no que diz respeito ao tratamento de intersexualidade.

No passado, o censo comum era de que, o ideal era atribuir um gênero específico o mais rápido possível - muitas vezes com base na genitália externa e não no gênero cromossômico.

A cirurgia era recomendada imediatamente para crianças que nasciam intersex. O procedimento consistia em remover o tecido ovariano ou testicular.

Em geral, era considerado “mais fácil” reconstruir a genitália feminina do que o funcionamento da genitália masculina.

Recentemente, a opinião de muitos especialistas mudou. O respeito às complexidades do funcionamento sexual feminino aumentou e conclui-se que ter a genitália feminina é melhor que ter genitália masculina - mesmo que a reconstrução seja "mais fácil".

Além disso, outros fatores podem ser mais importantes neste sentido: fatores cromossômicos, neurais, psicológicos e comportamentais podem influenciar a identidade do gênero de um indivíduo, que independe do órgão genital.

Muitos especialistas, agora, estimulam os pais a não realizar a cirurgia em seus filhos, de modo a esperar que, aos envelhecerem, os indivíduos que nasceram com essa condição possam fazer a escolha que bem entenderem.

Obviamente, o intersexo é uma questão complexa, mas pode ser vista e há formas de lidar com a condição com o apoio de profissionais e grupos de apoio dedicados a ela.

Prevenção

Prevenção

Não existem formas possíveis de prevenção da intersexualidade.

Referências

Ministério da Saúde

Organização Mundial da Saúde

Intersex Society of North America

American Psychological Association

Inter/Act Youth