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Injeção anticoncepcional: nomes, efeitos e onde é aplicada

A injeção anticoncepcional é um método gratuito para evitar a gravidez e pode ser aplicada mensalmente ou trimestralmente

O que é injeção anticoncepcional

A injeção anticoncepcional é um método contraceptivo hormonal, ou seja, uma maneira de evitar a gravidez através de hormônios que são aplicados na paciente. Tem periodicidade mensal ou trimestral a depender da composição indicada pelo ginecologista.

Como funciona

O anticoncepcional injetável é uma injeção com hormônios, que têm a função de impedir o processo de ovulação na mulher. Com isso, sem a liberação de óvulos, não ocorre a fecundação e, assim, é prevenida a gravidez.

A ginecologista e obstetra Flávia Fairbanks reforça que a injeção anticoncepcional não fornece proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs - denominação atual das antigas DSTs). Por isso, é importante combinar a injeção com o uso da camisinha para a prevenção de diversas doenças.

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Tipos de anticoncepcionais injetáveis

Os tipos de anticoncepcionais injetáveis variam conforme a composição e o intervalo de tempo de cada aplicação.

Injeção anticoncepcional mensal

Composição

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A injeção anticoncepcional mensal é chamada de método contraceptivo injetável combinado, pois sua composição é à base de estrogênios e progesterona. Estrogênios são hormônios relacionados ao controle da ovulação, enquanto a progesterona é um hormônio feminino ligado ao equilíbrio da produção de óvulos e gravidez.

Periodicidade

Como o próprio nome sugere, o anticoncepcional injetável mensal consiste em uma aplicação a cada 30 dias (uma vez por mês).

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Ciclo menstrual

O ciclo menstrual de pacientes que utilizam este tipo de contraceptivo mensal é continuado, ou seja, a mulher menstrua normalmente. Porém, a diferença é que a liberação de óvulos é cessada.

Os tipos podem ser injeção anticoncepcional mensal ou injeção anticoncepcional trimestral - Foto: Shutterstock
Os tipos podem ser injeção anticoncepcional mensal ou injeção anticoncepcional trimestral - Foto: Shutterstock

Injeção anticoncepcional trimestral

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Composição

A injeção anticoncepcional trimestral é composta somente pelo hormônio feminino progesterona. Costuma ser recomendada a mulheres que apresentam patologias pelas quais não podem receber estrogênio, como doenças relacionadas à coagulação, cardiovasculares e tromboses.

Periodicidade

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Segundo o nome sugere, o anticoncepcional injetável trimestral consiste em uma aplicação a cada 90 dias (uma vez a cada três meses).

Ciclo menstrual

A menstruação é interrompida em mulheres que optam pela injeção anticoncepcional trimestral, fazendo com que a paciente fique em estado de amenorreia.

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Nomes de injeção anticoncepcional

Mesigyna

A injeção anticoncepcional Mesigyna é composta por enantato de noretisterona (composto sintético de progesterona) e valerato de estradiol (substância indicada para reposição hormonal de quem sofre de deficiência estrogênica).

A aplicação é feita de forma intramuscular a cada três meses (trimestral) e o ideal é que seja realizada somente por profissionais de saúde.

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Confira a bula completa de Mesigyna.

Perlutan

A injeção anticoncepcional Perlutan é formada pelas substâncias algestona acetofenida e enantato de estradiol. Ou seja, progesterona e estrogênio, caracterizando a dosagem mensal.

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Sua aplicação é intramuscular (de preferência no glúteo ou braço) e realizada a cada 30 dias. Recomenda-se a dose entre o 7º e 10º dia após o início da menstruação.

Confira a bula completa de Perlutan.

Depo-provera

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A Depo-provera (ou acetato de medroxiprogesterona) é uma injeção anticoncepcional trimestral, devendo ser aplicada a cada 90 dias de forma intramuscular no glúteo ou na parte superior do braço.

Sua aplicação deve ser realizada até o 5º dia do ciclo menstrual ou até o 5º dia pós-parto, caso a paciente não esteja amamentando. Se estiver amamentando, a mulher só poderá tomar a injeção a partir da sexta semana após o nascimento do bebê.

Confira a bula completa de Depo-provera.

Cyclofemina

A Cyclofemina é um anticoncepcional injetável com efeito combinado de dois hormônios femininos: o acetato de medroxiprogesterona (composto de progesterona) e cipionato de estradiol (estrogênio).

A aplicação é mensal e deve acontecer entre o 1º e 5º dia do ciclo menstrual, de forma intramuscular (glúteo ou braço).

Ciclovular

A injeção anticoncepcional Ciclovular é um contraceptivo mensal, composto pela combinação de algestona acetofenida e enantato de estradiol; ou seja, progesterona e estradiol.

Deve ser aplicada entre o 7º e 10º dia do ciclo menstrual, com preferência no 8º dia.

Uno-Ciclo

O Uno-Ciclo é um anticoncepcional injetável de dose única mensal. É composto por progesterona e estrogênio (algestona acetofenida e enantato de estradiol).

Assim como o Ciclovular, o Uno-Ciclo deve ser aplicado entre o 7º e 10º dia do ciclo menstrual, de preferência no 8º dia.

Anticoncepcional para homens

Além das opções para mulheres, cientistas indianos desenvolveram o primeiro anticoncepcional masculino injetável: o anidrido maleico de Steryene. O contraceptivo promete eficácia de até 13 anos e é aplicado próximo aos testículos.

A expectativa é que sua comercialização seja liberada em 2020. Em testes feitos em mais de 300 voluntários, não houve efeitos colaterais. A injeção é ainda vista como uma alternativa para cirurgias como vasectomia (em homens) e laqueadura (em mulheres).

Outra opção de contraceptivo injetável masculino tem sido desenvolvido por pesquisadores desde 2018. O Vasagel consiste em um gel aplicado por injeção que impede a passagem dos espermatozoides pela uretra.

Para reverter o efeito e retomar a fertilidade, o homem pode consultar um urologista para aplicar uma substância capaz de dissolver o gel. Contudo, até o momento, o anticoncepcional só foi testado em animais.

Cuidados na escolha

Segundo a ginecologista Luciana Nacano, não há uma injeção anticoncepcional ideal para todas as mulheres. "O melhor método para o seu corpo deve ser discutido e decidido junto ao médico especialista, de acordo com suas necessidades e exames", explica.

Por isso, antes de optar pelo uso da injeção anticoncepcional, consulte seu(a) ginecologista, liste todos os remédios e suplementos que toma, aponte seu histórico médico, bem como alergias e reações a qualquer medicamento.

Quem pode aplicar

A injeção anticoncepcional é intramuscular, podendo ser aplicada no glúteo ou na parte superior do braço. O ideal é que toda aplicação seja administrada por profissionais, como ginecologistas, enfermeiros ou farmacêuticos.

Quando começa a fazer efeito

A maioria das soluções de anticoncepcional injetável disponíveis no mercado começam a ter eficácia completa cerca de 7 dias após a aplicação.

O ginecologista responsável por prescrever o uso da injeção é a pessoa mais indicada para que você tire dúvidas a respeito, a depender do seu caso.

Benefícios

Intervalo maior

A principal vantagem da injeção anticoncepcional frente a outros métodos contraceptivos é sua aplicação com intervalo maior de tempo (30 ou 90 dias).

Para a médica Flávia Fairbanks, essa periodicidade é ótima para mulheres que têm uma vida corrida ou que são esquecidas. "Isso reduz a chance delas esquecerem de tomar o contraceptivo", diz.

Não afeta o fígado

A ginecologista comenta também que o anticoncepcional injetável não tem a chamada sobrecarga hepática. Afinal, sua aplicação é intramuscular e não por via oral.

Isso significa que é um método contraceptivo excelente para pacientes que não querem engravidar, mas que precisam preservar a saúde do fígado - seja por tomar outras medicações fortes ou por doenças associadas ao órgão.

Efeitos colaterais possíveis

Assim como todo medicamento, a injeção anticoncepcional pode apresentar efeitos colaterais, tais como:

De acordo com o ginecologista e obstetra Johnata Dacal, os efeitos colaterais costumam ser menos intensos quando comparados aos da pílula anticoncepcional. "São efeitos raros e dependentes de pessoa para pessoa", afirma.

Ao apresentar qualquer reação à injeção anticoncepcional, notifique e consulte o(a) ginecologista.

Injeção anticoncepcional engorda?

De acordo com a ginecologista Flávia Fairbanks, a injeção anticoncepcional trimestral pode causar aumento de peso, com uma média de ganho de até 5 kg durante 10 anos.

Já a injeção anticoncepcional mensal não tem reação relacionada ao ganho de peso comprovada cientificamente.

Há possibilidade de engravidar com anticoncepcional injetável?

Todo e qualquer método contraceptivo não apresenta 100% de eficácia. Contudo, a ginecologista Luciana Nacano aponta que a falha da injeção anticoncepcional, levando à possibilidade de engravidar, é inferior a 1%.

Flávia Fairbanks complementa que "o risco de engravidar só é maior se a paciente atrasar a injeção, o que acaba acontecendo em alguns casos". Portanto, para não engravidar, é preciso que a paciente siga à risca o período de eficácia da injeção (30 ou 90 dias), tomando uma nova dosagem ao final deste intervalo.

Contraindicações

O uso da injeção anticoncepcional, seja mensal ou trimestral, é contraindicado a pacientes que apresentam:

Gestantes e mulheres que estão amamentando devem evitar as composições com estrogênio (injeção anticoncepcional mensal), conforme ressalta Johnata Dacal.

Injeção anticoncepcional: preço

O método contraceptivo injetável é administrado e fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. Portanto, pacientes podem usufruir gratuitamente das injeções anticoncepcionais em postos de saúde.

Na rede privada, o preço da injeção anticoncepcional varia de acordo com o tipo de hormônio na composição. Contudo, costumam custar de R$ 5 a R$ 35 por aplicação.

Perguntas frequentes

Quanto tempo depois da aplicação posso ter relação sexual?

Isso varia conforme os hormônios que compõem a injeção. De maneira geral, se a primeira injeção tiver sido aplicada no primeiro dia do ciclo menstrual, cerca de uma semana depois da administração o efeito contraceptivo já foi alcançado e a paciente pode ter relação sexual.

Porém, solicita-se o uso da camisinha, sem exceções, nos primeiros 15 dias após a aplicação, a fim de complementar a prevenção da gravidez.

Vale reforçar que nenhum anticoncepcional injetável é capaz de evitar Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Portanto, a combinação desse método com a camisinha é altamente recomendada em todas as relações sexuais.

O que pode cortar o efeito da injeção anticoncepcional?

A chance do efeito da injeção anticoncepcional ser "cortado" é mínima. Flávia Fairbanks explica que uma das grandes vantagens desse método é que, como ele não atinge diretamente o fígado, a interação medicamentosa é muito pequena.

Contudo, se você faz uso de antibióticos, antidepressivos ou qualquer outra medicação, informe seu ginecologista.

Quantos dias pode atrasar a aplicação e ainda ter efeito?

Se a paciente atrasa a aplicação, há risco de ovulação. Portanto, não se indica o atraso em nenhuma circunstância. Procure respeitar o intervalo de 30 dias para injeção anticoncepcional mensal e 90 dias para injeção anticoncepcional trimestral.

Como fica a fertilidade a longo prazo?

No caso da injeção anticoncepcional mensal, a partir do momento em que a paciente para de usar, o restauro da fertilidade é quase imediato - como se ela tivesse parado de usar uma cartela de pílula anticoncepcional, por exemplo.

Porém, para injeção anticoncepcional trimestral, pode haver um maior tempo para retorno da fertilidade. Como a menstruação é interrompida, há casos em que mulheres demoram de 8 meses até um ano para retomar a ovulação de forma regular e ter chances de engravidar novamente.

Referências:

Flávia Fairbanks, ginecologista e obstetra, doutora em Ginecologia pela Faculdade de Medicina da USP, especializada em Endometriose no Hospital das Clínicas da FMUSP e pós-graduada em Sexualidade

Johnata Dacal (CRM-SP 157.515), ginecologista e obstetra da clínica DUO+, com experiência em Medicina Nuclear no Hospital das Clínicas da USP, em Obstetrícia e Ginecologia no Hospital Maternidade Leonor Mendes de Barros e em urgência e emergência

Luciana Nacano, ginecologista e obstetra, com experiência em Ginecologia e Obstetrícia pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), pós-graduada em Reprodução Humana