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Pterígio: o que é, sintomas, causas, tratamentos e cirurgia

O aparecimento de um tecido nos olhos requer cuidados específicos para ser tratado

O que é pterígio

Também chamado de "carninha do olho", o pterígio (CID 10 - H11.0) é o crescimento de um tecido avermelhado na superfície de um ou dos dois olhos. Geralmente, essa membrana começa a se desenvolver na parte branca do olho, chamada de esclera, e vai em direção à córnea, podendo provocar o comprometimento visual.

A médica oftalmologista Keila Monteiro de Carvalho explica que o pterígio ocorre mais frequentemente em pacientes que vivem em climas quentes, já que uma das principais causas para o surgimento do tecido é a exposição aos raios ultravioletas, além de fatores como a secura crônica da superfície conjuntival.

Causas

O pterígio pode ser causado por diferentes fatores, principalmente hereditários e ambientais. Entre as possibilidades, estão:

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Fatores de risco

O pterígio ocorre com mais frequência em pessoas que moram em regiões quentes e secas. Indivíduos que passam muito tempo ao ar livre também são mais propensos a desenvolver a doença, já que estão expostos a agentes poluentes e raios ultravioletas a todo o momento.

De acordo com especialistas, a doença também é mais frequente em adultos, entre 20 e 40 anos, e costuma ser mais comum em homens do que em mulheres.

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Sintomas

Há uma série de sintomas que antecedem o aparecimento do pterígio, como:

Foto: shutterstock/siam.pukkato
Foto: shutterstock/siam.pukkato

Normalmente, o pterígio avança de forma gradual ao longo da vida do paciente, podendo parar de evoluir após algum tempo. Porém, em casos mais raros, o tecido pode avançar rapidamente, cobrindo a região da pupila e interferindo na visão.

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Complicações

Apesar dos sintomas da doença provocarem um intenso incômodo no local, o pterígio não causa grandes riscos à saúde do paciente. Em alguns casos, é possível que o indivíduo desenvolva um quadro de astigmatismo, o que torna a visão borrada ou distorcida. Porém, o quadro pode ser revertido com o tratamento médico e o paciente não corre risco de perder a visão.

Tratamento

Para evitar complicações visuais, o paciente deve buscar auxílio médico assim que sentir os primeiros sintomas ou ao notar o crescimento da membrana estranha no olho. Assim, o tratamento da doença pode ser clínico ou cirúrgico, motivado por questões funcionais e/ou estéticas.

De acordo com o oftalmologista André Borba, no início da condição, o mais indicado é o acompanhamento clínico por um profissional. Alguns cuidados preventivos, como uso de chapéu, boné e óculos com filtro solar que protege contra a radiação UV, ajudam a diminuir a ação direta da luz solar sob os olhos, ajudando no controle da doença.

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Colírio para pterígio

Durante o tratamento, uma das alternativas empregadas para evitar o ressecamento ocular é o uso de lágrimas artificiais (colírio). "Quando o pterígio apresenta aspecto avermelhado e irritado, é possível que se aplique gotas e pomadas oftálmicas específicas para reduzir a inflamação", explica André.

Cirurgia de pterígio

Há também a possibilidade de realizar uma cirurgia para a remoção do tecido, que é feita sob anestesia local e sedação. De acordo com o médico André Borba, normalmente, esse procedimento é feito utilizando uma das duas técnicas mais populares:

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Os especialistas explicam que a taxa de recorrência, ou seja, as chances do pterígio voltar mesmo após a cirurgia, é de 80%. Para evitar que isso aconteça, são utilizadas diferentes ferramentas durante a operação, como o uso de medicamentos aplicados no próprio olho.

Valor da cirurgia

A cirurgia de pterígio custa, normalmente, entre R$ 2.000,00 e R$ 3.000,00 por olho - podendo variar conforme a localização e o estabelecimento. O procedimento também pode ser realizado pelo SUS, desde que haja encaminhamento médico e recomendação de um especialista.

Recuperação da cirurgia

O pós-operatório é simples, mas requer alguns cuidados do paciente. É necessário a utilização de tampão ou lente de contato nos primeiros dias após a cirurgia, a fim de aliviar o desconforto ocular. Também é comum que o oftalmologista prescreva o uso de analgésicos, colírios lubrificantes e anti-inflamatórios por via oral.

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Com o tratamento e acompanhamento médico adequados, o inchaço causado pelo procedimento costuma desaparecer com o passar dos dias, trazendo de volta o aspecto natural e saudável dos olhos.

Riscos

Os colírios utilizados durante o tratamento devem possuir prescrição médica. A oftalmologista Keila Carvalho explica que esse tipo de medicamento é feito através de preparações farmacológicas especiais para serem pingadas nos olhos e não pode ser usado por conta própria.

"O uso indevido de colírios com corticoide, por exemplo, pode ocasionar glaucoma e catarata. Mesmo no caso dos lubrificantes, existem muitos tipos diferentes e apenas o médico vai prescrever o mais adequado, de acordo com o problema do paciente", finaliza a especialista.

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Prevenção

Além do acompanhamento oftalmológico anual, é essencial que o paciente siga as recomendações de proteção contra a radiação ultravioleta para evitar o surgimento do pterígio. O uso de óculos, chapéu e sombrinhas, por exemplo, são algumas das formas de se prevenir contra a doença.

Pessoas que utilizam moto ou bicicleta como meio de transporte também devem utilizar equipamentos de proteção, para que o vento e a poluição não atinjam os olhos, já que são fatores de risco para o surgimento da condição.

Fontes

Keila Monteiro de Carvalho, oftalmologista, professora titular de Oftalmologia da UNICAMP, CRM SP 23133

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André Borba, oftalmologista e cirurgião oculoplástico, membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular (SBCP), CRM SP 82835