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Mapeamento de retina: o que é, como é feito e preço

O exame costuma ser solicitado em toda consulta oftalmológica, podendo diagnosticar uma série de complicações oculares

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O que é

O exame de mapeamento de retina, também conhecido como "exame de fundo de olho", é um procedimento realizado para analisar a região posterior dos olhos. Através de um aparelho, é observada a condição do nervo óptico, vasos sanguíneos e o vítreo, permitindo que se faça um diagnóstico prévio de diversas doenças oculares.

Para que serve

A realização do mapeamento de retina é essencial em todas as consultas oftalmológicas. Podendo ser realizado a partir de 4 semanas de vida, esse exame ajuda no diagnóstico de complicações que envolvem bebês prematuros, investigando o aparecimento de doenças como a "retinopatia da prematuridade", que pode levar à cegueira.

A oftalmologista Keila Monteiro de Carvalho explica que prematuros abaixo de 2 kg ao nascer ou abaixo de 34 semanas de gestação devem ser submetidos ao exame quatro semanas após o nascimento, seguindo com um acompanhamento semanal até completarem 33 semanas de vida. Caso a doença seja detectada, será realizado o tratamento com fotocoagulação à laser para evitar a cegueira.

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Em adultos, o exame é capaz de diagnosticar uma série de doenças, como:

Como é feito

Keila explica que, para realizar um exame mais completo do fundo do olho, a pupila deve ser dilatada previamente. O procedimento é realizado com o oftalmoscópio indireto, um aparelho semelhante a um capacete que o médico coloca na cabeça e observa a retina do paciente com uma luz forte. O paciente é solicitado a olhar em várias direções, tendo o fundo dos olhos examinados de maneira completa.

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"Muitas vezes, esse exame é realizado sem dilatar a pupila. Nesse caso, o médico utiliza o oftalmoscópio direto - um aparelho que o médico precisa chegar bem perto do paciente. Com essa versão, só é possível ver o nervo óptico e a parte central da retina", conta a oftalmologista.

Preço

Em casos de encaminhamento médico, o exame de mapeamento de retina pode ser feito gratuitamente através do Sistema Único de Saúde (SUS). Em clínicas oftalmológicas particulares, a consulta pode custar a partir de R$ 100.

Duração do exame

O mapeamento de retina é feito de maneira simples e rápida, com uma duração média de 5 minutos. Entretanto, caso a pupila precise ser dilatada, é recomendado que o paciente se dirija à clínica pelos menos 40 minutos antes da consulta, para que a dilatação ocorra de maneira completa e eficiente.

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Cuidados

O colírio utilizado para dilatar a pupila pode continuar fazendo efeito até 6 horas após a aplicação. Portanto, é indicado que se leve um acompanhante no dia da consulta, já que a visão se torna embaçada, levando ao risco de quedas e acidentes. Também não é recomendado dirigir após o procedimento.

Casos de alergia aos colírios utilizados são considerados extremamente raros. Além disso, alguns pacientes podem relatar sonolência após a aplicação do medicamento, mas esse efeito costuma ser leve e passageiro.

Periodicidade do exame

A oftalmologista Keila Monteiro explica que a frequência com que o exame deve ser realizado depende do tipo de diagnóstico feito na primeira consulta. No caso de bebês prematuros, o exame deve ser feito semanalmente até a vascularização completa da retina, podendo ser pausado após a alta médica.

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Já em adultos com diabetes, por exemplo, o mapeamento da retina deve ocorrer anualmente, quando compensados. Em casos de descompensados ou já com retinopatia avançada, o exame deve ser repetido a cada 6 meses.

Fonte

Keila Monteiro de Carvalho, médica oftalmologista, Professora Titular de Oftalmologia da UNICAMP e Chefe do Departamento de Oftalmologia da FMC/UNICAMP, CRM-SP 23.133