Entenda como a deficiência nutricional interfere em cada fase da vida

Do útero até a terceira idade, a dieta desequilibrada pode ocasionar uma série de doenças

POR CAROLINA SERPEJANTE - ATUALIZADO EM 22/08/2013

Você realmente está comendo bem? Muitas pessoas acreditam que o bom e velho prato de arroz, feijão, bife e salada são suficientes para trazer todos os nutrientes que o nosso corpo precisa. E por isso algumas deficiências passam despercebidas por nossos olhos, tendo consequências graves em nossa saúde. Esse processo é chamado de fome oculta, e acontece quando há uma carência nutricional não aparente de um ou mais nutrientes em nosso corpo. Para que você não seja vítima desse mal e só entenda a importância do aporte correto de nutrientes quando for tarde demais, conversamos com especialistas e montamos um guia com as principais deficiências nutricionais em cada fase da vida e como elas afetam o organismo: 

Na gravidez

A alimentação materna tem relação direta com a saúde do feto. "A demanda por nutrientes aumenta na gravidez para proporcionar condições favoráveis de desenvolvimento e crescimento fetal", explica a nutricionista Isabel Jereissati, especialista em nutrição materno-infantil. O feto será formado de células, que por sua vez serão produzidas a partir de nutrientes ofertados pela dieta materna - e sem nutriente não se forma um indivíduo! "A maioria das mulheres apresenta baixo consumo de cálcio, ferro e ácido fólico durante a gravidez, nutrientes essenciais que devem ser ingeridos em grandes quantidades durante todo o período gestacional", afirma Isabel.

O consumo adequado de alimentos ricos em cálcio ajuda a controlar a pressão arterial, que tende a baixar durante a gestação, além de manter o desenvolvimento ósseo fetal. Já o ácido fólico é imprescindível para a formação adequada do tubo neural. "Enquanto a deficiência de ferro aumenta o risco de mortalidade materna, parto prematuro e baixo peso ao nascer", diz a nutricionista. Em alguns casos, principalmente quando a dieta da mãe é restritiva, será necessário acompanhamento médico e suplementação. No entanto, cuidado com os excessos: algumas pesquisas demonstram que altas doses de vitaminas e minerais também estão relacionadas a alterações durante a vida intrauterina e após o nascimento.  

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