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Noz da Índia: benefícios e como tomar

Grão é considerado tóxico e não possui eficácia e segurança comprovadas pela Anvisa

A noz da Índia é a semente do fruto da árvore Nogueira-de-Iguape. A nogueira da índia (Aleurites moluccana) é originária da Indonésia, sendo cultivada em diversas áreas do mundo com clima tropical, incluindo o Brasil. Ela foi trazida da Indonésia e tornou-se conhecida no Brasil especialmente devido à crença de que ajudaria na perda de peso, bem como na melhora do trânsito intestinal.

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Seu fruto, a noz da índia, ganhou bastante evidência como um emagrecedor, permitindo perdas espetaculares de peso sem necessidade de fazer dieta. Mais um produto miraculoso no mercado. Entretanto, a noz pode ser tóxica se usada de forma errada e causa diversos efeitos colaterais, o que levou a ANVISA a proibir sua venda em território nacional, seguindo o veto em outros países, como Austrália, Espanha e Chile.

Benefícios da noz da índia

Apesar da forte crença popular de que a noz da Índia contribui para diversos fatores, ainda não existe nenhum estudo que comprove este benefício. Supostamente, acredita-se que a semente:

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Propriedades medicinais

As frutas, folhas e casca desta planta são usadas na medicina tradicional asiática para o tratamento de dor de cabeça, náusea, febre, inflamação, gonorréia, e para baixar o colesterol. Extratos de Aleurites moluccana mostraram atividade antibacteriana in vitro contra Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa. No entanto, não há ensaios clínicos em humanos para avaliar seus potenciais efeitos benéficos ou toxicológicos.

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Como consumir a noz da índia

Ela se parece com a macadâmia, e é vendida em saquinhos com 8, 12, 30 ou mais unidades. A recomendação de uso é de 1/8 ou 1/4 da semente, tomada diariamente com bastante água.

Noz da índia x Chapéu de napoleão

As sementes de noz da índia contém saponina e forbol, dois ativos levemente tóxicos quando consumidos crus e em grande quantidade.

O grande problema é que outra noz de aspecto semelhante, derivada da Thevetia peruviana e conhecida como chapéu de napoleão, tem sido usada no lugar da noz da índia. A Thevetia é altamente tóxica e perigosa para o consumo humano, podendo causar dor abdominal intensa, vômitos, problemas cardíacos (arritmia) e respiratórios, e até mesmo a morte.

Efeitos colaterais

Os efeitos adversos da noz da índia incluem flatulência, sudorese aumentada, dor abdominal, diarreia, dor muscular, dor de cabeça, desidratação, câimbras, desnutrição e até a morte.

A ação laxativa em algumas pessoas é tão forte que pode ocorrer uma redução na absorção de água e de nutrientes como potássio e magnésio. Sem água e minerais suficientes o sistema nervoso não funciona bem e músculos perdem tônus e força. O coração é um músculo e pode começar a bater de forma irregular, levando à arritmia cardíaca, uma grave condição médica.

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Como as nozes podem ter uma ação laxativa intensa, elas não devem ser usadas em pessoas com problemas intestinais, como colite (inflamação do intestino) ou síndrome do intestino irritável. Portadores de doenças do fígado, coração ou rim devem evitar o produto, assim como mulheres grávidas e na lactação, pessoas em estado de convalescença, idosos e crianças.

Alguns indivíduos podem ser alérgicos às sementes desta planta. O uso simultâneo de outros medicamentos pode levar a reações inesperadas. Não há estudos toxicológicos para estabelecer os possíveis efeitos colaterais no consumo de noz da índia por períodos prolongados de tempo.

Contraindicações

De acordo com a Anvisa, existem diversas referências que citam a toxicidade da Nóz da Índia. Isso porque a semente, por não ser processada, possui grande quantidade de glicosídeos, do grupo das saponinas. Essas substâncias podem ocasionar os seguintes sintomas:

1. Náuseas e vômitos

2. Agitação psicomotora

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3. Distúrbios comportamentais

4. Alucinações

5. Midríase

6. Secura das mucosas

7. Problemas gástricos e digestivos desidratação

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Proibição da Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou recentemente a proibição em todo o território nacional da fabricação, comercialização, distribuição e importação de Noz da Índia (Aleurites moluccanus).

De acordo com a resolução Federal RDC n°26/2014/ANVISA, tal semente entra na lista de espécies que não podem ser utilizadas na composição de produtos tradicionais fitoterápicos (medicamento fitoterápico), pois são considerados tóxicos e não possuem eficácia e segurança comprovada pela ANVISA, portanto não podem ter registro e nem notificação, não podendo ser comercializado.

A Anvisa tomou como base para a sua decisão as evidências de toxicidade e a ocorrência de três casos de óbitos no Brasil associados ao consumo de Noz da Índia (Aleurites moluccanus), também chamada de Nogueira de Iguape, Nogueira, Nogueira da Índia, Castanha Purgativa, Nogueira-de-Bancul, Cróton das Moluscas, Nogueira Americana, Nogueira Brasileira, Nogueira da Praia, Nogueira do Litoral, Noz Candeia, Noz das Moluscas, Pinhão das Moluscas.

Fonte

Nutróloga, Dra. Tamara Mazaracki (CRM 52301716/RJ)

Referências

*Nota: pesquisas sobre Aleurites moluccana na área medicinal são feitos com as folhas e as cascas da árvore. Os estudos com as sementes (nozes) e seu óleo mostram somente o uso industrial, como fonte de energia (biocombustível), no manejo de animais e no controle de pragas, como cupim.

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*Clinical Toxicology 2009. Management of yellow oleander (Thevetia peruviana) poisoning.