Ácido glicólico: prós e contras do ativo que combate envelhecimento e estrias

Esse ácido reduz a espessura da pele, esfoliando-a e estimulando a produção do colágeno

O que é o ácido glicólico

Ácido glicólico é um ácido orgânico da mesma família ácidos láticos - provenientes do leite -, conhecido por facilitar a penetração de substâncias na pele, além de possuir ação de radicais livres e auxiliar na formação de colágeno. É considerado um esfoliante mais agressivo, sendo preferencialmente indicado em peles mais resistentes e mais claras.

Outros nomes

Ácido hidroxiacético

Indicações do ácido glicólico

O ácido glicólico diminui a espessura da pele, tem efeito esfoliativo na pele, propiciando clareamento e estimulando síntese de colágeno na derme, com isso age na reversão e prevenção do envelhecimento cutâneo, na melhora de manchas, de cicatrizes de acne, estrias, além de fechar os poros e melhorar a acne. Pode ser aplicado tanto no rosto quanto no corpo, de acordo com a orientação médica. É uma alternativa menos irritante do que o ácido retinoico, conhecido por agredir um pouco mais a pele.


Outra vantagem dessa substância é aumentar a absorção de outros ativos associados na composição, no caso dos cosméticos. Na rosácea, devido a ação estimuladora do colágeno e espessamento dérmico secundário, promove vasocompressão, melhorando a vermelhidão.


Ele pode ser usado em qualquer parte do corpo, apenas é preciso atenção para com as concentrações a serem usadas, ou seja, em áreas mais sensíveis, deve-se optar por uma concentração de ácido glicólico menor. Por exemplo, no pescoço e colo, usar uma concentração de 2 a 3%, para não agredir a pele destas regiões.


Como usar o ácido glicólico

Pode ser encontrado em dermocosméticos em concentrações de 2 a 10%, preparado em formulações manipuladas nas mais diversas concentrações. Quando usado em peelings, o produto pode ter um pH mais alto, já que será usado por um profissional. Para maior segurança do uso do ácido glicólico diariamente, é recomendado que os cosméticos tenham pH no valor mínimo de 3,5, com concentração de, no máximo, 10%. O uso de cremes manipulados deve ser feito com orientação médica.

Diferentemente do ácido retinóico, o ácido glicólico pode ser usado de dia e no verão, pois não é fotossensibilizante. Em casa, deve deixar agir na pele por duas a três horas.

Peelings
O ácido glicólico também pode ser utilizado no consultório para peelings químicos considerados superficiais. Nesses casos, sua concentração é maior, assim como seu pH pode ser mais baixo.

Se em peelings, deve deixar agir na pele entre 15 a 20 minutos e retirá-lo no próprio consultório. Cada sessão deste peeling pode durar de 45 minutos a uma hora e o número de sessões necessárias depende do foco do tratamento e varia. Normalmente, a manutenção é feita depois com o uso do creme em casa.

Os peelings com essa substância devem ser feitos preferencialmente por dermatologistas.

Peeling

Cuidados antes de usar o ácido glicólico

Em primeiro lugar, o ácido glicólico não pode ser usado sem prescrição médica, pois o especialista é que saberá qual a concentração mais adequada do ácido no produto.

Antes de fazer o peeling, o ideal é que a pele esteja limpa e desengordurada. O mesmo vale para o creme, que deve ser utilizado depois da lavagem do rosto, mas com ele seco, para melhorar a absorção do produto. O paciente não pode depilar a pele dois dias antes, não esfoliá-la e não deve ter feito nenhum procedimento agressivo.

Cuidados depois de usar o ácido glicólico

O ácido glicólico torna a pele mais sensível, portanto após seu uso, o ideal é não expor a pele ao sol sem a proteção adequada, ou isso pode causar forte irritação na pele com descamação, vermelhidão e até mesmo o surgimento de manchas.

Contraindicações

Qualquer produto com ácido glicólico não deve ser aplicado sobre a pele inflamada, eczematosa ou com queimaduras de sol.

O uso do ácido glicólico é contraindicado para que têm infecções ativas na pele, como herpes simples ou infecções bacterianas e deve ser evitado em pessoas com pele muito sensível. Além disso, o ideal é que não seja feito por pessoas que necessariamente se expõem ao sol, seja por praticarem esportes, viajarem ou por trabalharem ao ar livre.

Pessoas de pele negra devem tomar cuidado, pois podem ter um efeito rebote de hiperpigmentação, que pode manchar a pele.

Grávida pode usar?

O uso do ácido glicólico é contraindicado para gestantes.

Possíveis riscos

Pessoas com alergia ao ácido glicólico podem apresentar reações. Se ele for usado em concentrações muito altas, pode queimar e manchar a pele, além de formar bolhas, por isso é preciso ser feito com um profissional de confiança.

Antes e depois do ácido glicólico

Os resultados são variáveis e dependem da concentração do ácido glicólico, do tempo de permanência (no caso dos peelings) e das características da pele do paciente. De forma geral, resultados podem ser notados a partir do segundo ou terceiro mês de uso. Quando realizado na forma de peeling, no qual as concentrações são maiores, os resultados aparecem mais rapidamente, dentro de semanas. Peelings seriados com concentrações que aumentam progressivamente podem ser indicados e apresentam resultados rápidos e satisfatórios para a maioria das condições indicadas. Outros princípios e procedimentos podem ser associados ao tratamento para potencializar os resultados.

Fontes
Revisado pela dermatologista Carolina Marçon (CRM-SP: 113.379), membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD)
Dermatologista Mônica Aribi (CRM-SP 53387), membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica
Dermatologista Ricardo Limongi (CRM-SP 104038), membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia
Farmacêutica Joyce Rodrigues, diretora científica da Mezzo Dermocosméticos

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