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Síndrome do Pânico: dicas para manter o convívio quando um familiar tem o problema

Apoio da família é diferencial para o sucesso do tratamento

Para manter o convívio com alguém que tem síndrome do pânico, os familiares precisam entender tudo do assunto. Isso porque a falta de conhecimento produz preconceito, e muitos entendem a síndrome de pânico como uma maneiro de chamar atenção, ou então uma fraqueza. Na realidade, a síndrome é uma reação extremamente complexa do sistema de alerta inespecífico do cérebro humano que age automaticamente visando nos proteger de alguma ameaça. Quando existe uma ameaça real é natural que sintamos medo ou pânico.

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Causas

Mas por que ela pode acontecer quando não existe razão para o pânico? São algumas as situações: devido a uma sobrecarga de informações cerebrais (que pode estar relacionada ao estresse) a área cerebral responsável pelo sistema de alerta passa a funcionar no automático. O distúrbio então seria o stress que acarretaria uma sobrecarga de todo o sistema cerebral. Outra explicação, seria que pode haver uma ameaça real não conhecida, que chamamos de ameaça "silenciosa", como no caso de uma doença orgânica ainda não diagnosticada, mas que o sistema de alerta já percebeu e começa a mandar sinais. Mas podem existir outras situações que causem os sintomas.

Importância do apoio da família

Sim, é possível manter o convívio entre familiares quando alguém apresenta síndrome do pânico, inclusive, o apoio e compreensão da família é de fundamental importância para a recuperação do paciente. É importante saber e lembrar que esta é uma crise produzida por uma região automatizada do cérebro, portanto não consciente. Se é uma região não consciente, não adianta tentar convencer a pessoa de nenhuma forma. Mas medidas como afrouxar as roupas, um ambiente arejado, apoio emocional, hidratação, exercício para controlar a respiração - respirar lenta e calmamente - falar suavemente e oferecer um medicamento adequado, receitado pelo médico, pode ajudar a pessoa neste momento.

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O que não falar para quem está em crise?

Não se deve falar que já vai passar, que é só um nervosinho, que é uma frescura, que precisa se controlar, que precisa ser forte ou frases relacionadas a estas. Conforme já foi explicado, a pessoa não tem controle sobre as suas ações nestes momentos.

Quais as chances dele voltar a ser o que era antes?

As chances de se recuperar da Síndrome de Pânico com um tratamento adequado são muito grandes. O tratamento naturalmente prevê uma abordagem multiprofissional com a ajuda de um psiquiatra, psicoterapia, tratar outras doenças relacionadas se existirem, e reeducação em termos de qualidade de vida para serem evitadas situações de esgotamento por estresse. Contudo, é necessário saber que quem já apresentou uma situação de pânico é mais vulnerável a apresentar esta situação novamente na vida.

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