O ciúme é o tema que constantemente vem a tona quando falamos sobre relacionamento afetivo, isso porque dentre as mais diferenciadas emoções humanas essa é uma emoção extremamente comum. Todos nós cultivamos certo grau de ciúme e alguns dizem que esse sentimento é necessário em todo relacionamento, porque afinal, quem ama cuida.
O sentimento denominado amor geralmente é acompanhado do ciúme. E o ciúme muitas vezes aparece sob o véu do cuidado, do zelo e da preocupação com a pessoa amada. Quem ama o outro sente a necessidade de fazer com que a pessoa se sinta realmente amada, acolhida, querida e respeitada no relacionamento.
Existe sim o ciúme em nível normal que tem como função cuidar e proteger da pessoa amada e do pedaço de nós que está depositado nela (o nosso amor, as nossas expectativas, os nossos ideais, sonhos e etc.). Logo, todos nós, alguma vez, em maior ou menor grau já o sentimos.
ciúme O ciúme patológico pode surgir quando uma das partes sente que o
parceiro não está conectado a ela da forma como gostaria e começa a
criar fantasias, crenças e certezas que só existem na imaginação.
Para
o ciumento, as dúvidas e incertezas são vistas como verdades concretas,
daí amigos de trabalho viram rivais, os compromissos do outro viram
desculpas para traição e etc.
É comum pessoas que deixam a sua
vida de lado para seguir os passos do companheiro, que perdem o sono
pensando na possibilidade de uma traição e aqueles que têm a sua
individualidade invadida e constantemente revirada pela desconfiança e
o excesso de controle do parceiro (ou parceira).
Como saber se
o seu ciúme, ou do seu parceiro, está em níveis normais ou já está se
transformando em uma patologia? A pessoa cujo ciúme encontra-se dentro
do normal, baseia os seus questionamentos, desconfianças e inseguranças
em fatos reais e concretos.
Já o ciumento doentio tende a
fantasiar situações, viver buscando indícios de infidelidade e tem a
sua vida pessoal prejudicada pelo fato de não conseguir pensar em outra
coisa que não sejam as suas fantasias e desconfianças. Ele tende a
experimentar sentimentos como ansiedade, depressão, angústia, raiva,
vergonha, insegurança, humilhação, culpa e desejo de vingança.
ciúme Mas o que fazer quando somos vitimas ou sofremos desse sentimento exagerado?
1)
Colocar-se no lugar do outro, ou pedir ao companheiro que coloque-se em
seu lugar a fim de imaginar como é a vida da pessoa que é vitima
constante de acusações infundadas,
2) Reconhecer e admitir as suas
qualidades e perceber que se elas não fossem encantadoras, o outro não
teria motivos para estar com você;
3) Adquirir maior segurança (em si e no outro);
4) Procurar ajuda médica e psicológica quando a patologia estiver caminhando para níveis muito avançados;
5)
Se você é vitima de um ciumento (ou ciumenta) patológico, evite dar as
explicações pedidas e permitir que o outro comande a sua vida, porque
ao agir dessa forma, você está alimentando as crenças e imaginações e
contribuindo para que elas se tornem reais para o outro.
6) Procure ajuda ou denuncie o seu parceiro (ou parceira) caso você esteja sendo vítima de agressões físicas ou ameaças.
Depois
de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar
a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa
apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança.
E começa a
aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E
começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante,
com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. (William
Shakespeare)